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15ª CineBH anuncia a seleção de 90 filmes nacionais e internacionais de 17 países

Entre os 90 filmes selecionados da 15a CineBH - Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, estão títulos históricos e pré-estreias nacionais e internacionais divididos em nove mostras temáticas

Em sua 15aedição, a ser realizada entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro, a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte será, pela segunda vez, em plataforma virtual, em função da pandemia de Covid-19. Assim, o público de todo o Brasil e de qualquer lugar do mundo poderá assistir gratuitamente a vasta programação de filmes (longas, médias e curtas-metragens) que será disponibilizada ao longo do evento. É só acessar www.cinebh.com.br e escolher os filmes que quer assistir.

A curadoria contou com os trabalhos de Pedro ButcherFrancis Vogner dos ReisMarcelo Miranda e Paula Kimo. Este ano serão exibidos 90 títulos - 31 longas, 1 média, 56 curtas e 2 work in progress, com produções e coproduções de 12 estados do Brasil (AL, BA, CE, DF, MG, MT, PE, RJ, RR, RS, SC e SP) e de 17 países (Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, EUA, Finlândia, França, Índia, Israel, Itália, Portugal, Reino Unido, Romênia, Rússia, Qatar, Turquia e Uruguai) em recortes que, na maioria, dialogam com a temática central, “Cinema e Vigilância” (leia mais sobre a temática aqui).
 
“É um trabalho de prospecção, de encontrar filmes que tenham o frescor da novidade e que ao mesmo tempo tenham relação com as ideias que estamos propondo. Não definimos os filmes a partir do conceito, mas naturalmente, durante a seleção, chama a atenção quando essa conexão acontece”, diz Francis Vogner. “Essa questão da tecnologia usada para controle social e político está muito presente em toda a história do cinema, desde Chaplin e desde ‘Mabuse’, e nunca saiu de cena. O que aconteceu foi que, mais recentemente, os dispositivos, os algoritmos, o uso dessa máquina virtual, se amplificaram e atingem a todos nós, e o cinema tem respondido a isso de forma crítica e contundente”.

Dividindo-se tanto por formatos e duração dos filmes quanto em sessões relacionadas ao tema ou a grupos de produções que seguem propostas previamente apresentadas, a CineBH em 2021 está assim configurada na programação de filmes:

MOSTRA TEMÁTICA
Aqui estão reunidos 13 títulos que dialogam diretamente com a ideia de “Cinema e Vigilância”, conforme destaca o curador Pedro Butcher: “São filmes que põem em xeque o sentido de controle proporcionado pelos dispositivos e pelas grandes empresas capitalistas e mostram de que forma esses mecanismos são utilizados desde situações do dia a dia e chegando até situações de guerra e de ataque ao planeta e às suas populações”. Os filmes da Mostra Temática incluem pré-estreias nacionais, como “Cena do Crime” (Pedro Tavares, RJ), e “Auto de Resistência” (Natasha Neri e Lula Carvalho, RJ), e estrangeiras, como “Canções Engarrafadas 1-4” (Kevin B Lee e Chloe Galibert-Laîné, Alemanha/França), “Não Haverá Mais Noite” (Éléonore Weber, França) e “Toda Luz em Todo Lugar” (Theo Anthony, EUA), entre outros.

MOSTRA FORENSIC ARCHITECTURE
Dois dos programas são realizações do destaque internacional da CineBH este ano, o Forensic Architecture, coletivo multidisciplinar e multiartístico, cujo trabalho se expande de galerias de arte a julgamentos de crimes contra a humanidade e o meio ambiente: “O Assassinato de Harith Augustus”, que será apresentado logo na noite de abertura da mostra - composto por seis curtas complementares, formando um grande painel de reflexão e provocação; e “Nuvens tóxicas”, que inclui dois curtas e um média realizados pelo grupo.

MOSTRA CONTEMPORÂNEA INTERNACIONAL
A Mostra Contemporânea Internacional reúne cinco filmes em pré-estreia e fortemente conectados ao conceito de “Cinema e Vigilância” proposto pela curadoria. Em todos eles, de formas diversas, surgem as contradições de um mundo muito prático nas relações com máquinas e dispositivos e que se vê também sob controle desses mecanismos. Do pesadelo distópico de “Nas Sombras” (Erdem Tepegöz, Turquia) ao esquisito pastiche de reality show “Na Casa do Diretor” (Mark Isaacs, Reino Unido), passando pelo olhar sempre brutal do consagrado documentarista israelense Avi Mograbi (“Ocupação”, França/ Finlândia/ Israel/ Alemanha), das questões familiares de uma burocracia positivista em “Um Rifle e uma Bolsa” (Isabella Rinaldi, Índia/ Romênia/ Itália/ Qatar) e a atenção de um cineasta a um amigo na epopeia intimista “Eu Ando sobre a Água” (Khalik Allah, EUA). Além disso, serão exibidos dois filmes do cineasta argentino Federico Veiroj, que participará do CineMundi Lab ministrando a Masterclass Internacional "Roteiro e Processos de Criação".

MOSTRA CONTEMPORÂNEA BRASIL
Na Mostra Contemporânea Brasil, quatro longas e 16 curtas-metragens apresentam um panorama de urgência da produção nacional, com muitos trabalhos recém-finalizados em plena pandemia e outros que estiveram sendo preparados e foram pegos de surpresa quando 2020 chegou, alterando quaisquer expectativas. Os longas trazem novidades que também contêm paralelos com a temática de “Cinema e Vigilância”, ainda que não sejam diretamente conectados a ela: “Um Dia Qualquer” (Pedro Von Kruger, RJ), “Desaprender a Dormir” (Gustavo Vinagre, SP), “A Primeira Noite de Joana” (Cristiana Oliveira, RS) e “Nós, Passarinhos” (Antonio Fargoni, SP). Os curtas estão divididos em quatro sessões cujos títulos são autoexplicativos: “Brasil de agora”, “Geometrias do espaço”, “Medo e delírio” e “Visões adiante”.

MOSTRA BRASIL CINEMUNDI
Formada por longas-metragens cujos projetos, em edições anteriores da CineBH, participaram do programa Brasil CineMundi, maior encontro de coprodução do país. A seleção da Mostra Brasil CineMundi conta com vários cases de títulos que circularam internacionalmente e que vêm recebendo reconhecimento e premiações, como “A Febre” (Maya Da-rin, Brasil/ Alemanha/ França), “A Morte Habita à Noite” (Eduardo Morotó, SP/ PE), “Aos Olhos de Ernesto” (Ana Luisa Azevedo, RS), “Carro Rei” (Renata Pinheiro, PE), “Desterro” (Maria Clara Escobar, Brasil/ Argentina/ Portugal) e “Todos os Mortos” (Marco Dutra e Caetano Gotardo, Brasil/ França).

MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO
Com curadoria de Paula Kimo, a Mostra A Cidade em Movimento é composta por 20 filmes realizados de forma totalmente independente em Belo Horizonte e região metropolitana. Sob a temática este ano “Cidade (em) comum”, os títulos foram divididos em cinco seções, cada uma delas fazendo um recorte distinto das várias formas de enxergar e se relacionar com o espaço urbano através do audiovisual. Leia mais aqui.

MOSTRA DIÁLOGOS HISTÓRICOS
Assim como a CineBH exibe um recorte significativo da produção contemporânea mundial, a Mostra Diálogos Históricos tem por objetivo relacionar o que se vê hoje com aquilo feito no passado. Conectada à temática “Cinema e Vigilância”, a Diálogos Históricos tem em 2021 três longas-metragens fundamentais, que contarão com bate-papo com profissionais para acompanhar cada sessão. Serão: “Aelita, Rainha de Marte” (Yakov Protazanov, 1924, Rússia), comentado pelo pesquisador João Lanari; “O Testamento do Dr. Mabuse” (Fritz Lang, Alemanha, 1933), com comentários do crítico Inácio Araújo; e “O 5º Poder” (Alberto Pieralisi, Brasil, 1962), comentado pelo pesquisador Reinaldo Cardenuto.

CINE-ESCOLA E MOSTRINHA
Espaço para a formação de novos espectadores de cinema, em programas especialmente pensados para atender escolas, estudantes ou famílias. Nas sessões Cine-Escola, os títulos são selecionados de acordo com faixa etária, com orientações de classificação indicativa a professores e educadores. Já na Mostrinha, estão os curtas "Trincheira" (Paulo Silver, AL) e "Torcida Única" (Catarina Forbes, SP) e o longa "Miúda e o Guarda-Chuva" (Amadeu Alban, BA), produções que vão agradar a toda a família.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE FILMES EM EXIBIÇÃO NA 15aCINEBH

MOSTRA TEMÁTICA
Auto de Resistência, Natasha Neri E Lula Carvalho (RJ)
Canções Engarrafadas 1-4, Kevin B Lee E Chloe Galibert-Laîné (França)
Cena do Crime, Pedro Tavares (RJ)
Circuito Hackeado, Deborah Stratman (EUA)
Coração de Cachorro, Laurie Anderson (EUA)
Fala Cassandra, Miguel Antunes Ramos (SP)
Não Haverá Mais Noite, Eleonore Weber (França)
Memórias da Terra (Wip), Paulo Tavares (DF)
Nunca é Noite no Mapa, Ernesto de Carvalho (PE)
O Monopólio da Violência, David Dufresne (França)
Pode O Sol Mentir?, Susan Schuppli (Reino Unido)
Toda Luz em Todo Lugar, Theo Anthony (EUA)
Transformers - O Premake, Kevin B Lee (EUA)
 
MOSTRA FORENSIC ARCHITECTURE
Estudos de Nuvens, Forensic Architecture (Reino Unido)
Gás Lacrimogêneo em Plaza dla Dignidad, Chile, Forensic Architecture (Reino Unido)
O Assassinato de Harith Augustus: Anos, Forensic Architecture (Reino Unido)
O Assassinato de Harith Augustus: Dias, Forensic Architecture (Reino Unido)
O Assassinato de Harith Augustus: Horas, Forensic Architecture (Reino Unido)
O Assassinato de Harith Augustus: Milissegundos, Forensic Architecture (Reino Unido)
O Assassinato de Harith Augustus: Minutos, Forensic Architecture (Reino Unido)
O Assassinato de Harith Augustus: Segundos, Forensic Architecture (Reino Unido)
Se o ar Tóxico é um Monumento à Escravidão, como o Derrubamos? Forensic Architecture (Reino Unido)
 
MOSTRA DIÁLOGOS HISTÓRICOS
Aelita, Rainha de Marte, Yakov Protazanov (Rússia)
O Quinto Poder, Alberto Pieralisi (Brasil)
O Testamento do Dr. Mabuse, Fritz Lang (Alemanha)
 
MOSTRA CONTEMPORÂNEA INTERNACIONAL
A Casa do Diretor, Mark Isaacs (Reino Unido)
Así Hablo el Cambista, Federico Veiroj (Uruguai / Argentina / Alemanha)
Eu Ando Sobre a Água, Khalik Allah (EUA)
La Vida Util - Um Conto de Cinema, Federico Veiroj (Uruguai / Espanha)
Na Sombras, Erdem Tepegöz (Turquia)
Os Primeiros 54 Anos - Pequeno Manual para Ocupação Militar, Avi Mograbi (França, Finlândia, Israel, Alemanha)
Um Rifle e uma Bolsa, Cristina Haneș, Isabella Rinaldi, Arya Rothe (Índia/ Romênia/ Itália/ Qatar)
 
MOSTRA CONTEMPORÂNEA BRASIL - LONGAS
Um Dia Qualquer, Pedro Von Kruger (RJ)
Desaprender a Dormir, Gustavo Vinagre (SP)
Nós, Passarinhos, Antonio Fargoni (SP)
A Primeira Noite de Joana, Cristiana Oliveira (RS)
 
MOSTRA CONTEMPORÂNEA | SESSÃO CINEMUNDI
A Febre, Maya Da-Rin (Brasil, Alemanha, França)
A Morte Habita à Noite, Eduardo Morotó (SP/PE)
Aos Olhos de Ernesto, Ana Luiza Azevedo (RS)
Carro Rei, Renata Pinheiro (PE)
Desterro, Maria Clara Escobar (Brasil/Argentina/Portugal)
Por Onde Anda Makunaíma?, Rodrigo Séllos (RR/ SP)
Todos os Mortos, Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
 
MOSTRA CONTEMPORÂNEA BRASIL - CURTAS
A8, Lúcio Branco (RJ)
Afetadas, Jean (PE)
Algoritmo, Thiago Foresti (DF)
Bicho, Ian Capillé (RJ)
Construção duma Vista, Fábio Andrade (RJ)
Contorno, Fábio Andrade (RJ)
Floresta Espírito, Clara Chroma (SP)
Inabitável, Matheus Farias & Enock Carvalho (PE)
Medo da Chuva em Noite de Frio, Victor Hugo Fiuza (RJ)
Modo Noturno, Calebe Lopes (BA)
Muriel, João Pedro Faro (RJ)
Os Pilotos do Plano, Bruna Lessa (SP)
Per Capita, Lia Letícia (PE)
Portugal Pequeno, Victor Quintanilha (RJ)
Rafameia, Mariah Teixeira e Nanda Félix (PB)
Sem Título # 7: Rara, Carlos Adriano (SP)
 
MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO
[O Vazio Que Atravessa], Fernando Moreira (MG)
A Única Coisa Que Entendo Como Norte é a Liberdade, Luciana Cezário (MG)
Amador, Cris Ventura (MG)
Aurora, Leo Ayres (MG)
Casa Número Zero, Breno Mesquita (MG)
Cidade Analógica, Eduardo DW e Álvaro Starling (MG)
Coletivo, Wend Fernandes (MG)
Conselheira, Rafael Bacelar (MG)
Dinheiro, Sávio Leite e Arthur B. Senra (MG)
Ditadura Roxa, Matheus Moura (MG)
Dois, Guilherme Jardim e Vinícius Fockiss (MG)
Ela, Dora!, Franco Dafon e Renata Victoriano (MG)
Escorre, Thiago Monteiro & Kelly Crifer (MG)
Eu vi nos seus olhos, da janela, eu vi, que era o fim, Larissa Muniz (MG)
Morde & Assopra, Stanley Albano (MG)
O Resto, Pedro Gonçalves Ribeiro (MG)
Opção do Tomo, Antônio Beirão Xavier (MG)
Sessão 27, Haendel Melo (MG)
Um de Vermelho e ude Amarelo, Lipe Canêdo, GM & Fr4ad (MG)
Urdido, Samuel Quintero (MG)
 
SESSÃO CINE-ESCOLA
A Menina e o Velho, Luciano Fucinato (SC)
Ana & Copacabana, Edem Ortegal (RJ)
Atravessa a Vida, João Jardim (RJ)
Mensagem das Estrelas, Ariel Pereira Quintela (SP)
O Menino e o Ovo, Juliana Capilé (MT)
O Meu Bichinho de Estimação, Jaqueline Dulce Moreira (MG)
Raone, Camila Santana (SP)
Vento Viajante, Os Alunos / Analúcia Godoi (CE)
 
MOSTRINHA
Miúda e o Guarda-Chuva, Amadeu Alban (BA)
Torcida Única, Catarina Forbes (SP)
Trincheira, Paulo Silver (AL)
 
SOBRE A MOSTRA CINEBH
Com edições anuais e consecutivas, a CineBH - Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, o evento de cinema da capital mineira, chega a sua 15a edição de 28 de setembro a 03 de outubro de 2021, em formato online e gratuita, reafirmando seu propósito de mostrar o cinema para o mundo, promover o diálogo entre as culturas, aproximar povos e continentes, fazer a conexão do cinema brasileiro com o mercado audiovisual, realizar encontros de negócios, investir na formação, intercâmbio e cooperação internacional, construir pontes nas escolas, comunidades, redes sociais e com a cidade de Belo Horizonte e Minas Gerais.

A 15aCineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o 12oBrasil CineMundiintegram o Cinema sem Fronteiras 2021 – programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).
 

ATENÇÃO:
Convidamos você para seguir a Universo Produção/CineBH/Brasil CineMundi nas redes sociais para ficar por dentro de tudo o que vai acontecer nos bastidores dos eventos e receber notícias e conteúdos exclusivos. Canais e endereços:
Acompanhe o programa Cinema Sem Fronteiras 2021
Participe da Campanha #EufaçoaMostra
Na Web: www.cinebh.com.br / www.brasilcinemundi.com.br
No Instagram: @universoproducao No Youtube: Universo Produção No Twitter: @universoprod
No Facebook: brasilcinemundicinebh / universoproducao No LinkedIn: universo-produção
 
SERVIÇO
15a CINEBH- MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE
BRASIL CINEMUNDI -
12th INTERNATIONAL COPRODUCTION MEETING
28 de setembro a 03 de outubro de 2021
 
LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA
ESTE EVENTO É REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE BELO HORIZONTE
Patrocínio: MATER DEI, CEMIG | GOVERNO DE MINAS GERAIS
A Mostra A Cidade em Movimento é patrocinada com recursos do Fundo Internacional de Ajuda para Organizações de Cultura e Educação 2021 do Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha, do Goethe-Institut e de outros parceiroswww.goethe.de/hilfsfonds
Parceria Cultural: SESC EM MINAS, GOETHE INSTITUT
Apoio: EMBAIXADA DA FRANÇA NO BRASIL, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, CASA DA MOSTRA E CAFÉ 3 CORAÇÕES.
Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO
SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA | MINISTÉRIO DA CIDADANIA| GOVERNO FEDERAL

Viaje para a Itália sem sair de casa

Obra de estreia do escritor Sérgio Giacomelli se passa na Itália em 1949, e aborda temas como o empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial

O romance é, geralmente, relacionado a uma narrativa que envolve uma história de amor entre um homem e uma mulher. Mas é possível construir uma trama que vai além de uma paixão tórrida? D’Angelo – O Viajante de Conca, livro de estreia do escritor Sérgio Giacomelli, prova que sim.

Embora o enredo principal seja os encontros e desencontros de Matteo, empresário do ramo da moda, e Valentine, proprietária de um hotel na Costa Amalfitana, a trama vai além de uma simples história de amor. O escritor traz para as páginas deste romance – que se passa na Itália no pós-guerra – assuntos como empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial.

Quando sentimos a vida passando depressa, temos o desejo de mudar o amanhã para vivermos todos os nossos sonhos e vontades. Assim, cada momento é de vital importância e digno de ser vivido com prazer, se nos comprometermos na busca desses sonhos. Acreditar e caminhar na direção daquilo que nos faz sonhar, garante a continuidade de nossa vida plena e o exercício de nossas virtudes em benefício da felicidade.” (D'Angelo - O Viajante de Conca, p. 17)

D’Angelo – O Viajante de Conca apresenta a emocionante história de Matteo, um homem com mais de 40 anos que perdeu a esposa e a filha durante a 2ª Guerra Mundial e passou a criar o filho sozinho, em Milão. Para mostrar as diversas facetas do amor, Sérgio evidência o vínculo entre pai e filho e como essa relação de cumplicidade e afeto são imprescindíveis para o crescimentao dos personagens.

Ainda, todas as figuras femininas são inseridas com uma história forte, elas são determinadas e donas de si. Um exemplo disso é a protagonista, que apresenta uma personalidade marcante de independência. Valentine nunca se prendeu a nenhum homem, nem mesmo por amor.

Com uma escrita envolvente, a obra marcada pelas relações interpessoais, traz uma família devastada pela guerra e um empresário pioneiro no mundo da moda que trata seus funcionários com muito respeito e admiração. Trata-se de um romance de época cheio de detalhes, descrito de forma sensível, com cenários encantadores, que transporta o leitor para o passado e o faz refletir sobre como o amor pode se apresentar de diferentes maneiras.

Ficha técnica:
Título:  D’angelo - O Viajante de Conca
Autor: Sérgio Giacomelli
ISBN:  978-65-88002-01-8
Editora: Vereda Editora
Formato: 24x17cm
Páginas: 294
Preço: R$ 47,20
Onde comprar: https://amzn.to/2NVg7lD e  http://bit.ly/dangeloviajante

Sinopse: Um romance de época que se passa na Itália, em um cenário entre Milão e a Costa Amalfitana. Depois de perder a mulher e a filha, o único motivo de viver para Matteo é o filho de catorze anos, enquanto mantém suas lojas de roupas finas. O tempo passa e conduz Valentine à loja de Matteo para comprar um vestido. De imediato eles sentem como se conhecessem de outras vidas e passam a se comunicar constantemente. A atração entre os dois aumenta de forma intensa e se transforma em um amor que traz novas perspectivas para a vida de Matteo. Porém entre eles existe a distância. Morando em Milão e cuidando das lojas, ele ainda não pode deixar os negócios nas mãos do filho que ainda é muito jovem. Ela vivendo em Conca dei Marini, na Costa Amalfitana, é dona de um hotel e precisa estar no comando de seus negócios. Ele passa a visitá-la com certa frequência, mas seriam essas viagens suficientes para manter aquele amor? Esse romance vai fazer você viajar no tempo e nas belas paisagens italianas, despertando-lhe o desejo de querer conhecer cada local onde os personagens vivem suas histórias. Você vai se apaixonar pelos personagens e viver com eles uma história de amor e paixão em cada capítulo. Lendo o livro, perceberá que o amor se apresenta de várias formas... Descubra aquela com a qual você se identifica.
 
Sobre o autor: Sérgio Giacomelli é escritor, engenheiro eletricista, nascido em São Miguel do Oeste/SC, passou a infância e a juventude entre a cidade e o campo, aprendendo sobre as diferenças harmoniosas das duas realidades. Viveu muitos anos em Ribeirão Preto/SP e na capital paulista, hoje segue a vida profissional em Belo Horizonte/MG. Apaixonado por pesquisas, cultura e história, é descendente de italianos e coloca essas particularidades neste romance de época.  Sempre gostou de escrever e guardava seus escritos, agora, resolveu tornar este hobby conhecido.
Instagram: @sergiogiacomelliescritor

Circuito Urbano de Arte abre convocatória nacional

Artista selecionado participará da próxima edição do maior festival de arte urbana do país

É oficial, a próxima edição do CURA – Circuito Urbano de Arte acontece de 21 de outubro a 02 de novembro, em Belo Horizonte. E para isso, está aberta a partir do dia 12 de setembro a convocatória que irá selecionar um dos artistas escalados para o maior festival de arte urbana do país. O artista irá pintar uma empena de aproximadamente 649,95m, localizada no Centro da capital mineira.

Podem participar da convocatória todas as pessoas acima de 18 anos e residentes no Brasil. Serão aceitas propostas individuais ou de coletivos, sendo que cada concorrente poderá integrar/enviar uma única proposta de intervenção, ou seja, um esquema desenhado da ideia a ser concretizada.

Para participar, é preciso preencher um formulário disponível no site do CURA: www.cura.art. O prazo limite é o dia 26 de setembro e o resultado será divulgado no dia 10 de outubro. As informações completas estão no site do festival.

Sobre o Cura 2021
O CURA 21 é também um gesto de memória. “Por tentarem apagar nossa história, invisibilizar nossos mortos, invocamos os guardiões da cultura e da vida. Se na dimensão terrena estamos em luto, o encantamento das ruas continua” conta Janaina Macruz, idealizadora e curadora ao lado de Juliana Flores e Priscila Amoni.

Seguindo o fluxo da Avenida Amazonas, o festival esse ano aborda a importância seminal desse rio — com seu protagonismo na vida de plantas, animais e pessoas —, das águas e das florestas, bem como a de seus povos guardiões, os povos originários da América do Sul. O CURA este ano vai para outra dimensão; vamos acessar outras camadas da existência e compreender a fé sob a perspectiva transreligiosa”, completa Priscila.

Com o mote “Você não está sozinha!”, o festival quer se conectar com o outro e com outros seres na certeza de que não estamos sós e de que o futuro é coletivo.

Sobre o Cura
O Circuito Urbano de Arte realizou sua quinta edição em 2020, completando 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro da capital mineira e quatro na região da Lagoinha, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então único, Mirante de Arte Urbana do mundo. Todas as pinturas podem ser contempladas da Rua Sapucaí.
 
Serviço
Convocatória Cura
Início: 12 de setembro de 2021
Termino: 26 de setembro de 2021
www.facebook.com/curafestival
www.instagram.com/cura.art
https://cura.art

CURA - Circuito Urbano de Arte finaliza mais uma obra

O Abraço, do artista DMS, volta a fazer parte do horizonte da capital mineira

Não é preciso dizer uma palavra. Cada um sabe o tempo do passo, o caminho do gesto, o movimento do corpo. Não precisa ensaiar; os braços se abrem, os ombros levantam um pouquinho, os pés se aproximam, o abraço se encaixa. E a gente se abraça em público mesmo, sem muito pudor, sem restrição de idade, de gênero, de classe, de modos de abraçar...  E que falta ele faz! 
 
A gente olha para O Abraço, obra icônica do Davi DMS para o CURA, e se reconhece um bocado ali. Porque, quando uma cidade inteira fica tanto tempo sem se abraçar, parece que a gente também desbota um pouco, descasca, se fragiliza, se sente desprotegido. 
 
“Um abraço caloroso em BH, para unir o que veio antes e o agora; um abraço cheio de futuro. Se a gente pudesse, dava um abraço na cidade, em TODES” dizem as idealizadoras e curadoras do festival Janaina Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni. 
 
Quem olha para a fachada cega do edifício Príncipe de Gales vê o dia e a noite se abraçando. Mas pode enxergar ali também um pouco do CURA, um pouco do que ele simboliza enquanto desejo de diálogo, dos encontros de/na rua, com suas esquinas e cruzamentos, misturas de gente, luzes e seres, que vivem-experimentam-criam-acontecem no hipercentro de Belo Horizonte. 
 
O novo Abraço, que foi concluído em 1º de setembro, é também uma escolha por homenagear um dos pontos-chave do mirante da Sapucaí, o único de arte urbana do mundo. É um abraço de “até logo”. Neste ano, o CURA tem mais encontros marcados pela cidade, para seguir propondo outros percursos, desenhos e vivências de cidade.
 
Cuidar e proteger do Abraço é uma ação do CURA em parceria com a Hotmart, empresa global de tecnologia e educação “nascida e criada” em BH. O afeto pelo Abraço é duplo, seja pela proximidade geográfica (a sede fica ali pertinho da Sapucaí), seja por compartilhar daquilo que é tão caro aos belorizontinos. Enquanto mira o mundo, a HotMart reafirma o desejo de permanecer aqui, transformando e projetando BH para fora. 

Santuário do Caraça preserva espécies de plantas ameaçadas de extinção e flora endêmica

Além de reunir cultura, história, religiosidade e ser um destino turístico conhecido mundialmente, a Reserva Particular do Patrimônio Natural tem preciosidades vegetais que podem ser vistas apenas por lá

 

Que o Santuário do Caraça é um verdadeiro paraíso não é novidade. Mas o que nem todos os milhares de turistas que visitam o local todos os anos sabem, é a riqueza ambiental peculiar e única que a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) oferece. Além se ser um destino turístico que projeta a região para todo o mundo, é foco para pesquisas de diversos profissionais, principalmente da biologia, que buscam conhecer as preciosidades naturais, como a curiosa flora endêmica e a espécies de plantas que estão ameaçadas de extinção.
 
Desde o início do século XIX, a vegetação da Serra do Caraça tem atraído a atenção de muitos viajantes e pesquisadores, começando pelo botânico francês Saint-Hilaire, em 1817, e o alemão Von Martius, em 1818. Mais tarde, na década de 1920, o geólogo e naturalista Álvaro Astolpho da Silveira realizou expedições pelo local, onde encontrou várias espécies novas de Eriocaulaceae e algumas espécies características da Serra e de seu entorno. A região foi alvo de muitos outros botânicos, com destaque para os trabalhos sobre Orquídeas de Pabst (1958), Pabst & Strang (1977), Mota (2006) e Mota et al. (2009), e a família Myrtaceae (Morais & Lombardi 2006). Também foram realizadas pesquisas de levantamento florístico/vegetacional, como os de Ferreira et al. (1977/1978), Magalhães et al. (1986), Mota (2002) e Oliveira (2010), além de um levantamento específico das pteridófitas (Viveros 2010).
 
De acordo com Márcio Mol, gerente geral do Santuário do Caraça, é comum receber pesquisadores na RPPN com frequência. “Temos mais 12.000 hectares de Mata Atlântica, Campos Rupestres e Cerrado, o que oferece uma grande diversidade de espécies de flora e fauna. Durante as trilhas, o turista mais atento consegue perceber espécies da flora endêmica e algumas plantas ameaçadas de extinção”, revela.

Segundo o gerente, no local já foram registrados exemplares de plantas que só podem ser encontradas no Santuário do Caraça. “Foram documentadas 241 espécies de pteridófitas, como a Huperzia rubra, hoje chamada Phlegmariurus ruber, além de espécies de candeias, vellozias, canjerana, lírios e ipês-amarelos e mais de 1.400 espécies de fanerógamas, sendo as famílias mais ricas as orquidáceas, bromeliáceas, eriocauláceas, rubiáceas, mirtáceas, melastomatáceas. Temos uma grande responsabilidade na preservação ambiental, pois cerca de 80 espécies destas famílias estão na lista oficial de plantas ameaçadas de extinção em Minas Gerais e dentre as 210 espécies de orquídeas já documentadas, nove estão ameaçadas no Estado. Os dois picos mais altos da Serra do Espinhaço estão dentro da reserva natural do Santuário do Caraça: o Pico do Sol, que fica a 2.072 metros de altitude, e o Inficionado, com 2.068 metros, e neles são encontradas diversas espécies de plantas que só sobrevivem em matas nebulares e campos rupestres acima de 1.900 metros de altitude, o que, consequentemente, atrai a atenção de pesquisadores de todo o mundo”, completa.
 
Mais atrações no Santuário do Caraça
 
Gastronomia
A gastronomia do Caraça é um ponto que merece atenção especial dos visitantes. Além da experiência de comer no refeitório histórico, com toda a simplicidade e variedade de sabores da comida mineira, é possível saborear pães, bolos e biscoitos, doces, geleias e compotas. O queijo minas artesanal, cujo processo de fabricação existe há mais de 200 anos, é uma das delícias mais procuradas no Santuário e é matéria prima de vários pratos da região em concursos e festivais gastronômicos.

A hora do lobo
Um dos grandes atrativos do Santuário do Caraça é a famosa hora do lobo. A tradição de aguardar a visita do lobo todos os dias à noite começou no Caraça em maio de 1982, quando algumas lixeiras começaram a aparecer derrubadas e reviradas. Num primeiro momento pensou-se que isto poderia ser causado por cachorros. Começou-se a observar e se descobriu que o grande cachorro que revirava as lixeiras do Santuário era na verdade o Chrysocyon brachyurus, que quer dizer "animal dourado de rabo curto". É chamado Guará porque em tupi-guarani, na língua dos indígenas, guará significa "vermelho".
 
Desde então, começaram a colocar bandejas de carne nos dois portões da frente da casa e aos poucos os lobos se aproximaram da escada da igreja. Hoje, a bandeja é colocada no adro da igreja, onde têm ido comer, além do lobo-guará, cachorros-do-mato e uma anta.
 
A prática de alimentar esses animais ali na Casa só persiste até os dias atuais porque o seu hábito de caça não foi comprometido. Por este motivo o lobo-guará não tem hora de aparecer. O tempo de espera da aparição do animal é conhecido como "hora do lobo", a partir das 18h30. Enquanto o lobo não vem, o Caraça proporciona aos hóspedes um tempo da informação, a educação ambiental.
 
Fonte de conhecimento
O Caraça é uma estrutura cultural em constante formação. Começou por volta de 1770, quando o Irmão Lourenço de Nossa Senhora iniciou a construção do 'hospício', como então era chamada a hospedaria para acolher peregrinos, e uma ermida – capela barroca, dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Posteriormente, a instituição transformou-se em Colégio e Seminário. Atualmente o lugar mantém a sua essência, proporcionando às pessoas a chance de interagir com sua história.
 
O complexo é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual. Foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real. Conta com um amplo Conjunto Arquitetônico onde estão a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca), o hotel com 54 apartamentos e quartos, com capacidade para até 230 pessoas, e a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos.
 
O Complexo do Caraça possui enorme diversidade de fauna e flora, com raridades de animais e plantas no meio ambiente. Na ampla diversidade de sua fauna, há 386 espécies de aves, 42 espécies de répteis, 12 espécies de peixes e 76 espécies de mamíferos.
 
A Reserva Particular do Patrimônio Natural do Santuário do Caraça faz parte de duas importantes reservas ecológicas, as Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço Sul e a da Mata Atlântica, onde há diversas espécies de flora e fauna, algumas encontradas somente no Complexo do Santuário do Caraça, que fica na transição entre Mata Atlântica e Cerrado, onde também há campos rupestres. Em suas srras há nascentes, ribeirões e lagos que possuem águas de coloração escura, que carreiam material orgânico em suspensão.
 
Seu solo é rico em minérios, explorados nos séculos anteriores, e com grande concentração de quartzito ou rocha metamórfica. Desde 2011, passou a ser preservado contra exploração comercial. O clima tem baixas temperaturas e elevada umidade do ar, comuns em ambientes de mata.

O território do Complexo do Caraça integra a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de BH, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce, que abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.
 
Biblioteca
A Biblioteca hoje está instalada no prédio onde funcionava o célebre Colégio, que hoje abriga também o Museu, o Arquivo e um Centro de Convenções
 
Museu
O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e com algumas peças remanescentes de séculos passados, constitui um interessante lugar de visitação, diariamente procurado pelos hóspedes e visitantes, através de percursos guiados pelos monitores ou por conta própria, com taxa de visitação de R$ 5.

Igreja Neogótica
O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e toda com material regional: pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos de base de cal, pó de pedra e óleo.
 
Santuário do Caraça
Local: Estrada do Caraça, Km 9 - Entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara -
CEP 35960-000
 
Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do cômodo acesso por trem
(Estação Dois Irmãos - Barão de Cocais)
 
Instagram: @santuariodocaraca
Facebook: https://www.facebook.com/santuariocaraca/
Reservas: centraldereservas@santuariodocaraca.com.br
Consulte valores para taxa de entrada: https://www.santuariodocaraca.com.br
Clique aqui para o download de fotos de algumas espécies de plantas presentes no Santuário.
Clique aqui para o download de fotos de divulgação das demais fotos de divulgação do Santuário do Caraça. 
 

MIP - Manifestação Internacional de Performance recebe inscrições para cursos e Espaço Aberto

Promovido pelo Ceia, a 4ª edição da MIP oferece cursos de iniciação e aperfeiçoamento, além de abrir processo seletivo para interessados em apresentar performances na programação desta edição.

Estão abertos os chamamentos públicos para a quarta edição da MIP - Manifestação Internacional de Performance, realizada pelo Ceia – Centro de Experimentação e Informação de Arte. Os interessados poderão aplicar para o Curso de Iniciação, que acontece entre 27 de setembro a 02 de outubro, Curso de Aperfeiçoamento, realizado entre 11 a 23 de outubro, e para o Espaço Aberto, cujas apresentações acontecem de 26 de outubro a 7 de novembro. Por conta da pandemia de Covid-19, as atividades foram adaptadas para o formato digital.

Essa edição da MIP foi idealizada por Marco Paulo Rolla, coordenador do Ceia, em parceria com Fernando Ribeiro, artista que participou do Espaço Aberto em 2003, na primeira edição do evento em Belo Horizonte. A temática da MIP4 tem como fio condutor o encontro: de cenas, realidades, pessoas, culturas e artistas, como possibilidade de troca. Considerando que a performance é uma prática que abarca uma grande diversidade de linguagens e formas de expressão, a programação propõe estimular múltiplas potencialidades.

Com inscrições abertas até 10 de setembro, o curso de Iniciação à Performance, ministrado por Fernando Ribeiro e Marco Paulo Rolla, tem como público-alvo artistas iniciantes de várias áreas (teatro, dança, música, artes plásticas) que tenham interesse em conhecer sobre o conceito e a prática da performance. A seleção dos participantes será realizada por meio de avaliação do currículo e carta de intenção. O acesso é gratuito. No caso do Curso de Aperfeiçoamento, que receberá inscrições até 17 de setembro, as aulas serão ministradas pela estadunidense Alison Crocetta. O público-alvo são também artistas de várias áreas, que já possuem algum conhecimento em performance.  Cada curso oferecerá ao todo 25 vagas. A seleção dos participantes também será feita por meio de avaliação de currículo e carta de intenção. Os participantes selecionados na categoria Aperfeiçoamento devem contribuir com uma taxa de R$100.

Já para o Espaço Aberto, cinco performances serão escolhidas para apresentação na 4ª MIP, que será realizada entre os dias 26 de outubro e 07 de novembro. A intenção é criar oportunidades para (tirar a palavra novos) artistas que queiram exercitar a prática da performance e participar ativamente da programação de um evento internacional dedicado exclusivamente a esta linguagem. Para essa ação, que receberá inscrições até 24 de setembro, apenas residentes ou domiciliados em Belo Horizonte poderão participar.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Projeto 1022/2020.
 
Sobre o CEIA e a MIP
Idealizado pelo artista Marco Paulo Rolla, o Ceia tem como proposta incentivar espaços de produção e pensamento acerca da cena artística contemporânea. Desde 2001, o coletivo realiza em Belo Horizonte diversos eventos nacionais e internacionais de artes plásticas, que contribuem para impulsionar a carreira de artistas da capital mineira. Na capital mineira, já aconteceram oito eventos internacionais de artes plásticas, com enfoque em diferentes linguagens.
 
Ficha Técnica MIP - Manifestação internacional de Performance
Coordenação Geral: Marco Paulo Rolla
Coordenação de Produção: Patrícia Matos
Curadoria: Marco Paulo Rolla e Fernando Ribeiro
Design gráfico: Tiago Serafim
Monitoria: Sara Becker
Vídeo: Jocélio Batista
Tradutora: Luciana Tanure
Assessoria de imprensa e Estratégias Digitais: A Dupla Informação
 
:: Serviço ::
MIP - Manifestação Internacional de Performance recebe inscrições para curso de Iniciação à Performance, com Fernando Ribeiro e Marco Paulo Rolla
Realização:  de 27/09 a 02/10, por meio de plataformas digitais
Carga horária: 20h/aula
Inscrições: até 10 de Setembro, pelo formulário https://forms.gle/aqnwNN4wYGwBQMkn9
Divulgação dos selecionados: 20/09
 
MIP - Manifestação internacional de Performance recebe inscrições para curso de Aperfeiçoamento à Performance, com Alison Crocetta (EUA)
Realização de 11/10 a 23/10, por meio de plataformas digitais
Carga horária: 40h/aula
Inscrições: até 17 de Setembro, pelo formulário https://forms.gle/JKbB87V851WZUobc8
Divulgação dos selecionados : 27/09
 
MIP - Manifestação internacional de Performance recebe inscrições para Espaço aberto 
Seleção de performances para apresentação na programação da MIP4 de 26/10 a 7/11
Inscrições: até 24 de Setembro, pelo formulário https://forms.gle/5QZcScs9uGK5Wv6E8
Divulgação dos selecionados: 08/10

Série Sonastério ilumina apresenta 'Francisco, el Hombre'

 
Já está no ar o terceiro episódio do Sonastério Ilumina e a banda convidada da vez é a Francisco, el Hombre, um dos destaques da cena alternativa do Brasil. São quatro versões de músicas marcantes da banda e um documentário especial, disponíveis desde meio-dia de hoje no canal do YouTube da produtora Sonastério. Assista aqui.

Dando continuidade à série, que já lançou os episódios de Maneva e Djonga, esse lançamento tem uma novidade: as novas versões das canções gravadas pela Francisco também estão disponíveis em todas as plataformas digitais. Ouça aqui. Em tempo, as seis músicas gravadas pelo Maneva, que marcaram o lançamento do projeto Sonastério ilumina, já podem ser ouvidas nas plataformas.

O documentário Francisco el Hombre ilumina Sonastério passeia um pouco pelo surgimento da banda, seus caminhos e andanças pela América Latina, as referências que os unem, um pouco do que ouvem e o que os inspiram hoje. “Para além de línguas, a Francisco, el Hombre sempre foi sobre entender a comunicação e sobre como expressar as nossas necessidades, aquilo que a gente quer passar, sabendo que as pessoas não estão necessariamente pré-dispostas a ouvirem nossa música”, conta Mateo, compositor e vocalista da banda. O grupo refletiu também sobre quais sementes podem plantar, com toda a bagagem que adquiriram. “O caminho nos ensinou a amar o que é a banda. Somos mais que 5 pessoas”.

As músicas escolhidas para a sessão foram “Triste, Louca ou Má”, indicada ao Grammy Latino em 2017, na categoria ‘Melhor Canção em Língua Portuguesa’, “O Tempo É Sua Morada”, “Matilha”, e “Chama Adrenalina”. São canções que ajudam a contar a história da Francisco e transmitem os dois lados da banda, um mais tranquilo e reflexivo, o outro mais enérgico e animado. Esses lados também podem ser observados na cenografia do estúdio para o episódio. Além de toda a energia, o conteúdo tem um significado especial. “Esse material foi a última gravação do baixista Rafael Gomes com a banda e isso foi muito marcante para nós e também para o grupo, assim como será para os fãs quando assistirem”, contam os sócios do Sonastério.

“Fazer parte do Sonastério ilumina foi incrível, uma mistura de vários sentimentos”, conta Seb, baterista da banda. “Primeiro, estávamos ansiosos para conhecer o famoso estúdio, a referência como melhor estúdio da América Latina. Já tínhamos ouvido falar muito, mas a arquitetura, o tamanho, a localização e o estúdio em si são uma experiência inacreditável”, completam os integrantes da Francisco, el Hombre, lembrando a maneira positiva, leve e fluida que a produtora conduz o processo de fazer música, e como foi fácil desfrutar de todo o processo. “Estávamos ansiosos para que todo mundo visse a maneira que aproveitamos a experiência no Sonastério para passar nossa música e o que temos para falar de um jeito bonito”.

A série Sonastério ilumina segue em processo de produção e lançamento para trazer aos fãs de música as melhores versões de seu artista favorito. Todo o conteúdo pode ser encontrado no canal do YouTube da produtora.
 
Ficha Técnica
Francisco, el Hombre ilumina Sonastério
Idealização e Realização: Sonastério
Direção de vídeo: Babilonya Film Music
Diração artística e roteiro: Bruno Barros e Túlio Cipó
Produção Executiva: João Andrade e Fred Pedrosa
Produtor Musical: Bruno Barros
Engenheiro de gravação: Arthur Damásio e Bruno Barros
Mixagem: Arthur Damásio
Masterização Fernando “Bola” Delgado
Direção de Marketing: Bruno Machado
Direção de Conteúdo: Caroline Leroy
Cenografia: Patricia Andrade
Ilustração: Mathiole

Segundo livro de Gabriel Sanpêra é um transbordo do existencialismo à beira da favela

Transbordo do existencialismo à beira da favela no livro "A ossada de um moleque", de Gabriel Sanpêra

Segundo livro do autor traz contos que movimentam temáticas por muito tempo submersas na produção literária brasileira refletindo tensionamentos experimentados por muitos, como a resistência do corpo jovem negro periférico LGBTQIA+

 

“A ossada de um moleque” tem a energia da juventude, a sabedoria da ancestralidade e a força da memória. Ficcionalizando lembranças, reconstruindo histórias, invocando ora a espiritualidade e seus ancestrais, ora o cotidiano e suas realidades, Gabriel Sanpêra prova, em seu segundo livro, que não está no mundo a passeio, e que tem uma missão e um sério compromisso com sua escrita. Dessa vez, sua obra ganha forma pela Oríkì Editora, uma editora independente que tem foco em publicações e visibilidade da produção literária preta, favelada e demais identidades preteridas do mercado editorial.
 
“Começamos a nutrir uma vontade de trabalhar com Gabriel desde que conhecemos o seu primeiro livro e passamos a acompanhá-lo pelas redes sociais. O abordamos para que publicasse conosco e quando nos enviou o projeto deste livro, tivemos a certeza que seria mais um sucesso desse jovem autor que foi uma grande revelação no mercado literário com seu livro de estreia”, destaca Daniel Brazil da Okírì Editora.

Na experimentação das formas e formatos, poeticamente proseando com o leitor, Sanpêra brinca de escrever muito a sério sua mensagem.

“Meu processo de criação envolveu um resgate de memórias e fotos antigas de minha avó que tinha como tradição fazer anotações atrás dos retratos. Meus contos nascem dessa inspiração nessas imagens e textos breves, no entanto, carregados de significados e representações de uma cultura”, conta Sanpêra.

O título, escolhido não ao acaso, direciona o olhar a dois dos contos mais representativos da obra e revela, sutilmente, do que o livro trata: a estrutura desse moleque, menino, moço.

A estrutura ancestral, emocional, o racismo estrutural que o atravessa, a estrutura física que impacta caminhos, escolhas, imposições. Há uma tênue linha, invisível, que transpassa os textos fazendo uma conexão única, às vezes quase imperceptível, entre eles. A ossada é elemento literal e simbólico, real e metafórico, dando consistência orgânica ao conjunto de memórias, sonhos, dores, amores, vivências diversas e intensas de um corpo que afirma seu valor e sua existência a cada conto, a cada linha.

“A ossada de um moleque é sobre o ato estético-político de tomar posse da adversidade e, a partir dela, criar. É expressão de saberes que reatam o elo ancestral com a linha vibrante da vida”, explica Simone Ricco, Mestra em Letras/Literaturas Africanas, Educadora Antirracista, Articuladora Cultural, Escritora e quem assina o texto de apresentação do livro.
 

Sobre o autor

Gabriel Sanpêra é escritor e poeta nascido em Barra Mansa, RJ. Ele escreve e performa sobre si, sobre os seus, sobre o cotidiano de corpos que existem, amam, lutam, sorriem em diáspora. Atualmente vive em São Paulo onde atua como escritor e roteirista, estuda Comunicação e Tecnologias e facilita processos de cocriação remota. É também autor do roteiro do curta Baldes, adaptado para o trabalho do diretor Thiago Rocha, também de Barra Mansa-RJ.

Eternizou seu bairro, Vista Alegre em Barra Mansa em seu primeiro livro de poemoas, o  “Fora da Cafua”, que foi premiado e faz parte do acervo de literatura na Universidade de Buenos Aires. Esse primeiro trabalho já apontava para uma linha literária cheia de identidade e reconhecimento. Um material que foi todo escrito no bloco de notas de um celular, por um jovem negro enquanto se movimentava entre sua casa e seu trabalho.

Com “Fora da Cafua”, Sanpêra revela a força da sua identidade e de suas memórias familiares, de suas raízes e da relação com sua cidade e o impacto dessa história na sua escrita.
 
O mais fascinante, segundo a escritora Jarid Arraes é “a sutileza das mudanças e das misturas. A musicalidade e a oralidade que se posicionam ombro-a-ombro com a construção poética de Gabriel. Escritores como Gabriel estão confortáveis em suas próprias estéticas. Estão seguros de suas referências. Problema seu se você não compreendeu, se o seu repertório é limitado. Há quantos séculos fazemos o movimento contrário?

A juventude negra, LGBT e periférica tem uma estética excelente para ensinar. Gabriel Sanpêra demonstrou possuir elementos. Que eles enriqueçam seu repertório também.”

Jarid Arraes é uma escritora cearense, cordelista e poeta brasileira, autora de quatro livros publicados e 60 títulos em cordel, premiada pela Biblioteca Nacional, APCA e seus livros figuram nas listas de melhores livros de diversos canais de relevância nacional.
 

Sobre a editora

Oríkì Editora é uma editora independente com foco em publicações e visibilidade da produção literária preta, favelada e demais identidades preteridas do mercado editorial, que preza pela alta qualidade literária e editorial, fora de padrões hegemônicos, cujo objetivo é proporcionar uma experiência única de leitura.

Uma empresa conduzida por pessoas que acreditam que a literatura é uma das formas de expressão mais potentes que existe e cujo nome traz em si a marca desta potência.
 

 
Título: A Ossada de um moleque
Autor: Gabriel Sanpêra
Editora: Oríkì Editora
Apresentação de Simone Ricco.
Gênero: Contos/híbrido
Formato: 14x21cm
Páginas: 98
ISBN: 978-65-88649-01-5
 
Venda pelo site: Oriki Editora