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26 de abril - Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

26 de abril - Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial Foto: Divulgação

Com números alarmantes e desafios persistentes, a doença se destaca como uma ameaça silenciosa à saúde pública; médico da Rede Mater Dei de Saúde fala sobre como identificar a condição e cuidados para evitá-la 


A hipertensão arterial, comumente referida como pressão alta, é uma condição de saúde prevalente entre os brasileiros. Apesar de muitos associarem a hipertensão a sintomas como tontura, falta de ar e dor de cabeça, a verdade é que frequentemente ela é assintomática, o que a torna ainda mais perigosa. Quando não controlada, pode significativamente diminuir a expectativa de vida do indivíduo.

 

No Brasil, estima-se que a hipertensão atinja cerca de 32,5% dos adultos, o que representa aproximadamente 36 milhões de pessoas. Um dado alarmante é que mais de 60% dos idosos são afetados por essa condição. A enfermidade contribui, direta ou indiretamente, para metade das mortes por doenças cardiovasculares no país. No entanto, muitas pessoas desconhecem sua condição, ou não seguem um tratamento adequado, devido à ausência de sintomas evidentes.

 

“O controle da pressão arterial é fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial sistêmica é a doença mais comum do dia a dia da atividade médica. Manter a pressão arterial equilibrada é fundamental para prevenção de diversas doenças cardiovasculares (como infarto, AVC e doenças renais) e melhorar a qualidade de vida. E para que o controle seja considerado bom, é necessária uma combinação de hábitos de vida, como alimentação saudável, prática de atividade física regular, controle do peso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, e a manutenção do tratamento adequado com medicações, quando este for indicado”, esclarece o cardiologista da Rede Mater Dei de Saúde, Unidade Contorno, em Belo Horizonte, André Chuster.

 

Dados do Instituto Nacional de Cardiologia revelam um crescimento nas internações por infarto no Brasil entre os anos 2008 e 2022. Tanto homens quanto mulheres foram afetados, com um aumento médio mensal de 158% e 157%, respectivamente. O estresse repentino é apontado como uma das causas de infarto, podendo desencadear o fechamento de uma artéria coronária.

 

A hipertensão é fator de risco para uma gama ampla de doenças graves. “Além do infarto agudo do miocárdio - quando o fluxo de sangue para o músculo do coração é interrompido, o que pode levar a complicações como insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbita -, a pressão alta pode causar o acidente vascular cerebral (AVC), quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou quando há um sangramento intracraniano; e doenças renais, que levam prejuízos à saúde dos rins, com necessidade de hemodiálise. Ela pode acarretar ainda problemas de visão, como perda de visão por interrupção do fluxo aos vasos sanguíneos dos olhos e doença arterial obstrutiva periférica, um problema que obstrui os vasos sanguíneos que irrigam as pernas, que pode levar a dor ou feridas de difícil cicatrização”, explica Chuster.


Outro aspecto preocupante é que essa enfermidade não escolhe idade. “A hipertensão não tem hora marcada para surgir, mas, podemos afirmar que, na grande maioria dos casos, a pressão arterial apresenta-se após os 30 anos, que é o momento em que se deve ter atenção especial à medição habitual da pressão. No entanto, a hipertensão pode ocorrer em idades inferiores aos 30 anos, principalmente na associação com sobrepeso e obesidade ou com forte tendência familiar”, diz o médico cardiologista. 

 

Pacientes com colesterol elevado, diabetes, obesidade, histórico familiar de doenças cardiovasculares e estilo de vida sedentário devem redobrar sua atenção para a doença, uma vez que esses fatores podem agir em conjunto para aumentar ainda mais o risco de complicações cardiovasculares.

 

“Por outro lado, a hipertensão secundária, aquela em que temos uma causa identificada para o aumento da pressão, pode surgir como resultado de doenças sistêmicas, como doença renal, distúrbios da tireoide ou problemas nas glândulas suprarrenais”, esclarece o médico. Essas condições exigem um tratamento específico para a causa subjacente e muitas vezes demandam uma avaliação multidisciplinar com endocrinologista ou nefrologista.

 

Pressão baixa - Oposta à hipertensão, a pressão baixa também pode ser um problema, de fato, especialmente se for muito baixa ou se ocorrer uma mudança repentina. Segundo explica o cardiologista, os sintomas mais comuns da pressão baixa são de tontura, fraqueza, turvação visual, enjoos e tem causas variadas: desidratação, dias de calor intenso, sangramentos, excesso ou interação de medicações. “Os pacientes que têm maior risco de pressão baixa são os mais idosos, especialmente os que fazem uso de medicações diuréticas. Eles devem ter atenção especial em dias quentes e hidratação adequada devido ao risco de pressão baixa que pode levar a quedas da própria altura e fraturas”, alerta.

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