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Comunicação, liderança e visão holística: habilidades essenciais para atuar com projetos, análise de dados e business intelligence

Comunicação, liderança e visão holística: habilidades essenciais para atuar com projetos, análise de dados e business intelligence Divulgação/Freepik Comunicação, liderança e visão holística: habilidades essenciais para atuar com projetos, análise de dados e business intelligence

A Project Management Officer (PMO) da Gateware, Karina Sena, revela a importância das chamadas soft skills para profissionais de TI

Mesmo as empresas mais bem-sucedidas do mercado não fogem da necessidade de estar em constante inovação e uma gestão de projetos eficiente se faz crucial. É esta gestão de projetos eficiente que auxilia na definição de metas claras, alocação de recursos de forma satisfatória, monitoramento de progresso e garantia de sucesso das entregas.

Nada disso acontece, se não houver a liderança de um gestor de projetos – Project Manager (PM) ou liderança com suporte de um Project Management Officer (PMO) – que domine as habilidades essenciais para a função. A qualidade técnica é fundamental, porém, engana-se quem acredita que gestor de projetos lida apenas com dados e indicadores. “Se ele não souber falar com pessoas, o projeto pode fracassar”, decreta a PMO da Gateware, Karina Sena.

A profissional da Gateware presta suporte, atualmente, à gestão de projetos de uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, instalada em Curitiba, e garante que tem um trunfo nas mãos – e no currículo – o gestor de projetos que domina as quatro habilidades (soft skills) essenciais, que fazem brilhar os olhos das chamadas dream companies (empresas dos sonhos), pela garantia das melhores entregas e resultados do seu time.

De todas as soft skills fundamentais, uma está no topo: a comunicação. É justamente nela que se encontra a grande parte dos problemas em projetos, avalia a PMO da Gateware. “Para evitar conflitos, a comunicação tem que ser clara na transmissão do que é preciso entregar. A gestão, quando trabalha em projetos, trabalha com pessoas, e elas não são máquinas”, afirma.

Além disso, Karina lembra que, não somente o time envolvido, mas outras pessoas do time serão impactadas pelo resultado final do projeto. Segundo a PMO, essas são essenciais para o bom andamento do projeto e para evitar possíveis bloqueios ao longo do caminho. “Na implementação de um sistema em uma fábrica, por exemplo, as pessoas que vão utilizá-lo diariamente precisam se sentir parte desta implementação e trabalhar a favor dela. Se isso não acontece, não vai valer de nada, terá sido um investimento que não gerou valor para a empresa.”

Por isso, a PMO da Gateware recomenda que o gerente de projetos saiba em quem focar e em que tipo de comunicação. Quem serão as pessoas impactadas diretamente pelo projeto? Quais os cargos? O quanto são influentes dentro da empresa? “Estas são pessoas atuarão como engajadores. Pode ser um diretor de fábrica, um CEO, enfim, serão os verdadeiros defensores do projeto e as primeiras pessoas que o gestor de projetos precisa ter ao seu lado”, orienta Karina.

Outra soft skill bastante importante é a liderança. Esta é a habilidade que mostra como o gestor de projetos inspira e motiva as pessoas a trabalharem por um objetivo que não é o hard core delas.

A PMO sugere que um membro da equipe, por exemplo, com dificuldades ou problemas particulares que possam interferir no processo, seja motivado. Ou mesmo tentar identificar outras questões. “É possível que a pessoa não esteja motivada porque não está atuando em sua área de atuação direta ou que gostaria de atuar. O gerente de projetos precisa ter sensibilidade e técnica para identificar as causas e agir, isso é essencial”, diz.

A gestora de projetos destaca ainda como terceira habilidade essencial a visão holística, ou seja, de enxergar o processo de forma panorâmica. “Entender o fluxo do todo, o que impacta o projeto e o que pode angariar, a parceria que entrega valor e facilita a execução das partes envolvidas. Ou seja, é preciso avaliar as oportunidades, os chamados riscos positivos. São esses profissionais que consideramos os melhores, pois entregam o que não esperamos, aquela entrega excepcional.”

Nesse cenário, a formação do profissional não é o principal requisito. Ele pode ter sido de qualquer área, seja de exatas, humanas ou jurídica. O fundamental, segundo a PMO, é que seja uma pessoa curiosa e questionadora, porque estará olhando para a amplitude, de onde e para onde, a quem impacta, para o que pode acontecer e que não foi previsto ainda, seja bom ou ruim. “Para trabalhar com gestão de projetos, consideramos a personalidade do profissional e a capacidade de buscar os conhecimentos técnicos necessários.”

E, como uma quarta soft skill, a PMO da Gateware aponta a habilidade em negociação. Isso porque o gestor de projetos lida o tempo todo com fechamento de acordos de parcerias, para ter suporte, apoio e para a conclusão de projetos. Seja presencialmente ou virtualmente. “As pessoas precisam se sentir parte de um time, mesmo estando em lugares diferentes. Isso é desafiador para um gestor, mas, até para isso, existem técnicas de integração que preservam a unidade e a leveza do processo”.

Metodologias

Para saber atuar com as metodologias que melhor se adequam à gestão de projetos, Karina recomenda que os profissionais estejam próximos ao PMI – Project Management Institute, por ser a associação líder global em projetos e prezar por um olhar amplo para a atividade. Ao todo são oito certificações ofertadas, sendo uma delas a mais reconhecida, chamada de PMP – Project Management Professional, na opinião da PMO da Gateware. “PMP é a certificação que recomendo e endosso, porque o PMI está sempre olhando para o futuro e mescla com técnicas diversas, conforme o que for melhor para o momento”, afirma.

Uma das técnicas às quais Karina se refere é a chamada Metodologia Ágil, que tem objetivo de entregar valor no menor tempo possível, com flexibilidade para mudanças. Nela, o desenvolvimento de software não precisa obrigatoriamente seguir uma sequência, como pedem os projetos de engenharia, por exemplo. “Não há como testar algo sem um protótipo físico”, exemplifica.

No caso de um software, é possível construir vários códigos em paralelo e eles podem ter conexões, com pessoas diferentes construindo, e conseguimos colocar todos eles juntos para rodar, ao mesmo tempo. Em outros momentos, porém, haverá projetos que não vão sair de uma cascata, porque depende do governo, de uma liberação ou de uma burocracia, como em um banco. “Às vezes, o gestor não tem conhecimento de uma metodologia, mas consegue se adaptar e fazer a entrega, porque essa base de escopo, gestão de risco, de mudança, das partes interessadas, o PMI dá.”

Sobre a Gateware – Focada em tecnologia, inovação e participante do Pacto Global da ONU no Brasil, a Gateware foi fundada em 2000. Com matriz localizada em Curitiba, no Paraná, também possui unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina e EUA. Atualmente, possui 170 funcionários e atua em quatro suites: GW Value Strategy (PMO Gestão de Projetos e GMO Gestão de Mudanças), GW Outsourcing (Alocação de Profissionais de TI), GW Solution (Aplicativo LivID que realiza Prova de Vida e Recadastramento Digital por meio do reconhecimento facial e inteligência artificial, além da funcionalidade de Consulta de Óbito em todo território nacional) e GW Labs (Fábrica de Softwares Multiplataforma)

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