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Assembleia Geral da ONU 2024

A Assembleia Geral da ONU de 2024, realizada em setembro, é um evento de grande relevância no cenário internacional. Tradicionalmente sediada na sede das Nações Unidas em Nova York, essa reunião anual congrega chefes de Estado, ministros das Relações Exteriores, diplomatas e líderes de organizações internacionais de todo o mundo para discutir questões globais urgentes e definir agendas políticas internacionais.

Contexto Global

Em 2024, o mundo continua enfrentando desafios complexos e interconectados, que vão desde as mudanças climáticas até conflitos armados, passando por crises humanitárias e tensões econômicas. A Assembleia Geral da ONU oferece uma plataforma única para debates e negociações multilaterais, onde os países membros podem expressar suas preocupações, apresentar propostas de solução e colaborar em políticas globais.

Entre os temas centrais deste ano estão:

  1. Mudanças Climáticas e Sustentabilidade Ambiental: Com o impacto cada vez mais visível das mudanças climáticas, como ondas de calor extremo, furacões e secas prolongadas, o combate ao aquecimento global é um dos principais pontos de pauta. Espera-se que os países reforcem compromissos assumidos no Acordo de Paris e avancem nas negociações sobre financiamento climático, especialmente para os países em desenvolvimento, que sofrem desproporcionalmente com os impactos ambientais.

  2. Segurança Global e Conflitos: A guerra em andamento na Ucrânia e tensões regionais em áreas como o Oriente Médio e a Ásia continuarão a ser debatidas. Questões relacionadas à proliferação nuclear e ao terrorismo também estão no radar, com apelos por maior cooperação internacional para garantir a paz e a segurança globais.

  3. Crises Humanitárias e Desigualdade: Conflitos armados, deslocamento forçado e fome em diversas regiões, como a África e partes do Oriente Médio, colocam desafios humanitários prementes. Além disso, a desigualdade crescente entre nações ricas e pobres em termos de saúde, educação e acesso à tecnologia é outro tema crítico. Há uma demanda por políticas mais inclusivas e equitativas.

  4. Avanços Tecnológicos e Regulação: Com a rápida evolução de tecnologias disruptivas, como inteligência artificial e biotecnologia, surgem questões éticas e de governança global. Muitos líderes estão defendendo uma regulação mais robusta para garantir que essas inovações sejam usadas de maneira responsável e em benefício da humanidade, evitando riscos de desigualdade e abuso.

  5. Reforma das Nações Unidas: A estrutura e o funcionamento da ONU têm sido alvo de críticas por muitos anos, especialmente em relação à representatividade e à eficácia do Conselho de Segurança. Em 2024, a pressão por uma reforma significativa continua, com muitas nações defendendo a inclusão de novos membros permanentes no Conselho de Segurança e a adaptação das estruturas da ONU aos desafios contemporâneos.

Discurso de Líderes Mundiais

Um dos destaques da Assembleia Geral são os discursos dos chefes de Estado e de governo, que apresentam suas visões sobre os desafios globais e as contribuições de seus países para soluções multilaterais. Entre os discursos mais aguardados em 2024 estão o do presidente dos Estados Unidos, o da China e o da União Europeia, além de líderes de países emergentes que têm ganhado destaque no cenário global.

Desafios e Expectativas

A Assembleia Geral da ONU de 2024 ocorre em um momento de grande incerteza global, em meio à recuperação econômica pós-pandemia e às tensões geopolíticas crescentes. Existe uma expectativa de que o multilateralismo, que tem sido desafiado por tendências nacionalistas e protecionistas em vários países, seja reafirmado como um caminho essencial para enfrentar os desafios globais.

Os países em desenvolvimento continuam pressionando por uma maior justiça no sistema internacional, especialmente em questões como financiamento climático, comércio e dívida externa. A cúpula também é uma oportunidade para negociações diplomáticas de bastidores, com os líderes buscando construir alianças e resolver disputas bilaterais.

A Assembleia Geral da ONU de setembro de 2024 reafirma a importância do diálogo multilateral em um mundo cada vez mais fragmentado. Embora as divisões entre países sejam profundas em muitas questões, a ONU continua a ser um fórum crucial para a negociação de soluções globais. Este ano, com uma série de crises globais simultâneas, a cooperação internacional será testada mais uma vez, e o sucesso ou fracasso dessa cúpula terá implicações duradouras para a paz e a estabilidade mundiais.

  • Publicado em Politica

Acordo entre EUA e Portugal favorece brasileiros com passaporte português

No Brasil, aproximadamente 400 mil pessoas têm cidadania portuguesa.

Os Estados Unidos adicionaram Portugal à lista de países com Tratado de Comércio e Navegação. Até então, o país era o único da Europa que não possuía este tipo de acordo com os estadunidenses.

A medida recentemente anunciada pelo governo dos EUA traz benefícios aos brasileiros, uma vez que os cidadãos portugueses (incluso os que possuem dupla cidadania), podem fazer a solicitação de vistos nas modalidades E1 e E2, a principal para quem deseja investir e morar nos Estados Unidos. Ao todo, aproximadamente 400 mil brasileiros possuem passaporte português e agora terão direito a solicitar os vistos nas modalidades citadas.

Deste modo, a partir desta resolução, investidores com cidadania portuguesa podem solicitar o visto E2 se tiverem a partir de 100 mil dólares para investir. Este visto se estende a cônjuge e filhos que sejam menores de 21 anos.

Segundo a advogada de imigração Andrea Canona, do escritório Andrade Canona em Miami, o congresso americano aproveitou a passagem da extensa legislação orçamentária do fim de 2022 para adicionar Portugal nesse tratado.  “Essa inclusão veio como uma feliz surpresa, já que amplifica oportunidade de vistos para brasileiros que possuem cidadania portuguesa.  Os vistos E1 e E2 para portugueses estarão disponíveis a partir do começo do ano fiscal, em primeiro de outubro deste ano”, informa Canona.

A advogada ainda explica que os vistos E1 e E2 são vistos temporários, que podem durar até 5 anos e serem renovados enquanto houver o investimento e tratado em vigor com os Estados Unidos.

Na perspectiva econômica, Daniel Ickowicz, que atua como diretor de vendas da Elite International Realty, consultoria imobiliária comandada por brasileiros e sediada na Flórida, aponta que esta modalidade de visto é uma porta de entrada para os grandes investidores nos EUA. “O visto E2 é um dos caminhos para quem sonha em viver nos Estados Unidos. São diversos os setores os quais o investidor pode aplicar, entre eles, o imobiliário, que oportuniza venda e aluguel de imóveis em curto, médio e longo prazo. Esse visto faz com que os estrangeiros auxiliem no aquecimento da economia e coloquem os olhares de mais investidores na área, um ciclo que beneficia muitas camadas”, afirma Ickowicz.

Com mais uma possibilidade de entrada dos brasileiros nos EUA, vale ressaltar que o visto E2 funciona como visto de investidor não-imigrante renovável, não como green card.

Demissões em massa no mercado de tecnologia nos EUA não afetam imigração de brasileiros especializados

Dados apurados pela Dell'Ome Law Firm estimam a criação de, pelo menos, 418 mil vagas por ano no setor, até 2031.

O mercado de trabalho de tecnologia tem presenciado um momento difícil. Em todo o mundo, entre 2022 e 2023, mais de 264 mil pessoas foram desligadas dos seus empregos ou estão em layoff (redução temporária dos períodos normais de trabalho). Porém, embora as demissões causem certo temor, profissionais do setor podem manter o otimismo. A previsão é de que o emprego nas áreas de Informática e Tecnologia da Informação cresça 15% até 2031, com a criação de 418 mil empregos por ano, em razão do crescimento do setor.

Os dados são da Dell’Ome Law Firm, escritório com sede em Nova York especializado em imigração para os EUA, com base nos números apurados pela Layoffs.fy, plataforma que acompanha demissões em tecnologia desde a COVID-19, e no Bureau of Labor Statistics, a secretaria de estatísticas trabalhistas dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com a pesquisa, engenheiros sêniores de software podem ultrapassar US$ 300 mil de salário anual. Para Data Scientist (cientista de dados), a média anual de remuneração é de US$ 220 mil. Quem está na área de Product Designer (design de produtos), encontra ofertas de trabalho com salários anuais que variam entre US$ 232 mil e US$ 293 mil.

“Temos visto vagas de tecnologia sendo abertas para o mercado de médias e pequenas empresas ou startups em busca de talentos, bem como em indústrias de inovação, varejo e serviços financeiros”, afirma Liz Dell’Ome, advogada brasileira fundadora da Dell’Ome Law Firm, escritório especializado em processos de imigração de brasileiros para os Estados Unidos.

Caminho para a imigração

Mudar-se para os EUA para candidatar-se às vagas disponíveis não é um desafio para profissionais brasileiros de TI e Informática. Uma das possibilidades é imigrar com o visto EB-2 NIW, que garante Green Card mesmo sem uma oferta de emprego. Essa opção imigratória tem como foco profissionais com potencial para colaborar com o mercado de trabalho e com a economia norte-americana. “Ajuda o fato de o USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) ter disponível para o ano fiscal de 2023 aproximadamente 200 mil vistos de trabalho”, explica Liz Dell’Ome. “É com base na experiência acadêmica e nos feitos importantes na carreira desenvolvida pelo profissional que orientamos as petições dos candidatos a Green Card”, completa.

Os critérios do visto EB2 são comprovar histórico acadêmico que mostre que o profissional tem um diploma ou certificado semelhante com o de uma faculdade, universidade, escola ou outra instituição de ensino relacionada com a área de habilidade excepcional. Também é preciso mostrar para os agentes de imigração documentos que atestem pelo menos dez anos de experiência integral na área de ocupação, entre outras exigências.

É preciso também ter condições financeiras para se sustentar no país. E, acima de tudo, assegurar que a chegada ao país contribuirá com a economia local. “Embora as exigências assustem, um advogado especializado em imigração terá capacidade para orientar na coleta da documentação necessária e dar o suporte para o profissional durante todas as etapas do processo de imigração”, finaliza Liz Dell’Ome.

  • Publicado em Politica

EUA é o destino mais procurado por brasileiros em busca por emprego no exterior, com vagas no setor de tecnologia liderando as buscas

Ao mesmo tempo, estadunidenses e portugueses são os que mais se interessam em trabalhar no Brasil, de acordo com dados do Indeed

De acordo com dados do Indeed, site número 1 de empregos no mundo, existe um movimento de busca por emprego em outros países acontecendo. Dados da plataforma mostram que em fevereiro de 2022, 2% das buscas feitas por candidatos no Brasil foram para empregos no exterior. 

A flexibilização de medidas restritivas em muitos países, com o avanço da vacinação, queda no número de casos graves e reabertura de fronteiras, pode ser um incentivo para que os profissionais que nutrem esse desejo estejam começando a arregaçar as mangas. 

As vagas nos EUA são as mais procuradas por brasileiros (35,9%), o Canadá aparece em segundo lugar na busca (21,3%), seguido de Portugal (16,9%) e Grã-Bretanha (5,9%). 

Dos 15 cargos internacionais mais clicados, dez são de tecnologia, incluindo front end developer, software engineer, data scientist e graphic designer. Felipe Calbucci explica que a busca por essas vagas específicas é reflexo do setor aquecido em todo o mundo. “Vários países estão implementando programas para atrair esses profissionais, inclusive facilitando o visto para profissionais de TI para estimular a permanência de pessoas qualificadas no mercado nacional”, diz ele.

Estrangeiros também querem um emprego no Brasil

O Brasil também vem despertando o interesse de profissionais estrangeiros. A busca internacional por vagas no país cresceu 3% entre outubro de 2021 e fevereiro de 2022, segundo dados do Indeed. 

A maioria das buscas vem de profissionais dos Estados Unidos (41,5%). Em segundo lugar aparece Portugal, mas com números bem mais modestos: 10,5%. O Canadá vem depois (4,5%), seguido por Grã-Bretanha (3,6%) e Chile (2,8%). 

Para Calbucci, muitos desses profissionais são motivados por transformações trazidas pela pandemia, como mudança de prioridades, o fato de buscarem mais qualidade de vida ou até mesmo a abertura de um novo negócio. “Trabalhar no exterior permite expandir habilidades e ganhar experiência em um ambiente cultural diferente, sendo uma chance para melhorar a vida profissional e pessoal no futuro. E muitas pessoas estão mais dispostas a arriscar agora”, conclui. 

Sobre Indeed Brasil

Por mais de 10 anos, o Indeed tem ajudado candidatos no Brasil durante todas as etapas da busca por emprego - totalmente gratuito. A cada mês são adicionadas mais de 200 mil novas vagas ao Indeed Brasil, e por meio de produtos como o 'Perfil de Empresas', o Indeed dá aos brasileiros acesso a mais de 12,3 milhões de avaliações e comentários sobre empresas, ajudando os candidatos a encontrar lugares incríveis para trabalhar.


Sobre o Indeed

Mais pessoas encontram empregos no Indeed do que em qualquer outro lugar. O Indeed é o site de emprego número 1 no mundo (comScore, março de 2020) e permite aos que procuram emprego procurar milhões de empregos em mais de 60 países e 28 idiomas. Mais de 3 milhões de empregadores usam o Indeed para encontrar e contratar novos empregados, tornando o Indeed o maior site de emprego nos EUA, Canadá, e no mundo. Mais de 250 milhões de pessoas a cada mês procuram empregos, publicam currículos e pesquisam empresas no Indeed, e o Indeed fornece 2,5X mais contratações do que outros locais de trabalho de marca combinados (BreezyHR, 2019). Para mais informações, visite br.indeed.com