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Dia da Consciência Negra: a educação antirracista como ferramenta para uma sociedade mais justa

Educadores e especialistas reforçam a importância de um currículo antirracista para combater o preconceito e promover a igualdade no sistema educacional brasileiro

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma oportunidade de refletir sobre a história, a cultura e a resistência da população negra no Brasil. Declarado feriado nacional em dezembro de 2023, tornou-se mais que uma data comemorativa: é um marco da luta por justiça e igualdade. Com o objetivo de promover debates sobre os impactos do racismo estrutural, a educação antirracista se destaca como uma ferramenta para transformar a sociedade, preparando as novas gerações para um futuro mais justo.

Em um país ainda marcado pelo abismo racial e de renda, entender e desenvolver uma educação antirracista é fundamental para que justiça e sociedade caminhem juntas. Segundo levantamento do Todos Pela Educação, enquanto 74% dos jovens brancos completam o ensino médio até os 19 anos, apenas 53,9% dos negros alcançam a mesma meta. Essa disparidade reflete a desigualdade racial no acesso à educação e à formação de qualidade.

A Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), atenta à necessidade de uma transformação estrutural no sistema educacional, vem promovendo o debate sobre a importância de um currículo antirracista. Recentemente, a organização realizou uma programação online com o tema “Currículo Antirracista e Educação Católica”, onde especialistas discutiram a necessidade de integrar a luta contra o racismo às práticas pedagógicas das escolas católicas.

Durante o evento online, a Irmã Carolina Mureb, diretora 2ª tesoureira da ANEC, destacou a importância de alinhar a proposta pedagógica à visão do Papa Francisco, que defende uma “nova aliança em prol das gerações mais jovens”, destacada no Pacto Educativo Global. “Para que essa educação seja, de fato, transformadora [...] em vista daquilo que a nossa sociedade precisa, não bastam esforços isolados, é preciso uma aliança de diversas instituições e diversos atores para que essa educação possa acontecer”, comenta.

Formação integral, cidadania e a educação antirracista

A proposta da ANEC é promover uma formação integral do estudante, indo além do currículo tradicional para construir cidadãos conscientes e comprometidos com os valores de igualdade e respeito. 

Para a professora Rosemary Francisca Silva, a política antirracista deve ser um “eixo fundamental para a política de oportunidades educacionais”. “Ao olharmos para a história do Brasil, é impossível ignorar as profundas cicatrizes deixadas ao longo do período da escravidão e pela persistência do racismo estrutural”, afirma.

A professora Janine Rodrigues, diretora do projeto Piraporiando, complementou a discussão, afirmando que, para se alcançar instituições verdadeiramente antirracistas, é essencial que as pessoas também sejam antirracistas. “Tornar este processo mais próximo do indivíduo tornaria as iniciativas mais simples e menos burocráticas”, afirmou. Janine também enfatizou a necessidade de que as escolas se posicionem de maneira clara contra a intolerância, seja ela racial ou religiosa.

Além de promover ações de formação, a ANEC reforça o seu compromisso com a justiça social por meio  da publicação de uma carta-manifesto a favor da educação antirracista. O documento defende que a formação educacional precisa não apenas combater o racismo, mas também promover o pertencimento e a valorização de todos os estudantes, independentemente de sua raça ou origem social. 

Segundo a carta, a ANEC acredita que é preciso trabalhar para garantir uma educação que “responda à realidade na qual estamos inseridos atualmente”, envolvendo diversos atores sociais em um novo arranjo de colaboração e interdependência.

Com base em documentos, como o relatório da UNESCO “Reimaginar nosso futuro juntos” e a proposta do Pacto Educativo Global, a ANEC reforça a necessidade de construir um novo contrato social, que considere a fraternidade universal e o respeito ao próximo como pilares para uma educação verdadeiramente inclusiva. De maneira que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de crescer, aprender e contribuir para um futuro melhor.

Sobre a ANEC

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter educacional e cultural, representante da Educação Católica no Brasil, e reunida em comunhão de valores com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

A instituição atua em favor de uma educação de excelência para promover uma educação cristã entendida como aquela que visa à formação integral da pessoa humana, sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja.

A ANEC atua em 900 municípios do Brasil, realiza 172 obras sociais e tem como associadas 1050 escolas, que incluem Creche, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, e 83 instituições de Ensino Superior, que atendem a mais de 1,5 milhão de alunos, além de 353 mantenedoras.

 

20 de Novembro: Dia da Consciência Negra será feriado nacional pela primeira vez no Brasil

Dia da Consciência Negra será feriado nacional pela primeira vez no Brasil

Data que já era feriado em alguns Estados,se tornou celebração nacional após decreto em 2023

O dia 20 de novembro, conhecido como Dia da Consciência Negra, ganhou ainda evidência em todo o Brasil a partir de 2023, quando foi oficializado como celebração nacional por decreto federal. A data, que já era feriado em alguns estados e municípios, foi ampliada para todo o território brasileiro como forma de valorizar a história, a cultura e a resistência da população negra no país.  

O Dia é celebrado no dia 20 de novembro em homenagem a  Zumbi dos Palmares, líder quilombola símbolo da luta contra a escravidão e defensor da liberdade. A escolha da data remonta à sua morte, em 1695, e reflete um momento de reflexão sobre as desigualdades raciais, o legado da escravidão e a busca por justiça social no Brasil, onde a população negra representa mais da metade dos habitantes, mas ainda enfrenta desafios como o racismo estrutural e a desigualdade de oportunidades.  

A oficialização do feriado nacional reforça o compromisso do país com o reconhecimento da contribuição dos afro-brasileiros à construção da sociedade e com o fortalecimento de políticas públicas para combater a discriminação racial. É também uma oportunidade para promover debates em escolas, empresas e comunidades sobre a necessidade de inclusão e representatividade em todos os âmbitos.  

A advogada do escritório Bosquê advocacia,Karina Gutierrez ressalta que a importância da oficialização da data como feriado é não apenas construtiva como necessária no calendário do Brasil frente à história do país. “Mais do que um feriado, o Dia da Consciência Negra é um chamado à ação coletiva pela igualdade e pelo respeito às raízes culturais que formam a identidade brasileira, trazendo reflexão sobre a  luta pela igualdade racial”. afirma a advogada.

Além do feriado, muitas instituições como museus, casas de cultura e centros culturais celebrarão o dia com rodas de conversa, shows, apresentações entre outras ações de conscientização.

G20 no Brasil: A Liderança de Lula no Encontro Mundial no Rio de Janeiro

O Brasil sediará pela primeira vez a cúpula do G20, o principal fórum econômico do mundo, que reúne as maiores economias globais e países emergentes. O evento, marcado para acontecer no Rio de Janeiro, representa um momento histórico e estratégico para o país. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil assume um papel de destaque no cenário internacional, buscando promover a cooperação global e fortalecer sua posição como uma potência emergente.

Neste artigo, exploraremos as intenções do Brasil no comando do G20, os temas prioritários que devem ser discutidos na cúpula, e como a liderança de Lula pode moldar os resultados do encontro.

 

O G20 e Sua Importância no Cenário Global

 

O G20 (Grupo dos Vinte) é composto pelas 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia, representando mais de 80% do PIB global, 75% do comércio internacional e 60% da população mundial. Criado para discutir e coordenar políticas econômicas, o fórum tem expandido sua agenda para abordar questões globais como mudanças climáticas, segurança alimentar e sustentabilidade.

Sediar o evento é uma grande oportunidade para o Brasil não apenas mostrar sua capacidade de organização, mas também liderar debates que influenciam diretamente o futuro da economia global e de questões sociais e ambientais.

O Brasil como Líder do G20

Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil assume o comando do G20 em um momento de grandes desafios e transformações globais. Lula, reconhecido internacionalmente por sua habilidade diplomática e liderança em questões sociais e ambientais, tem a chance de posicionar o Brasil como um mediador de interesses entre países desenvolvidos e emergentes.

A liderança de Lula no G20 busca promover um diálogo mais equilibrado e inclusivo, com foco em temas como:

  1. Sustentabilidade e Mudanças Climáticas

- O Brasil, com a maior floresta tropical do mundo, desempenha um papel fundamental no combate às mudanças climáticas. Lula tem enfatizado a importância de preservar a Amazônia e espera usar o G20 como uma plataforma para exigir mais responsabilidade ambiental das grandes potências, além de atrair investimentos verdes para a região.

  1. Combate à Fome e à Desigualdade

- Uma das principais bandeiras de Lula é o combate à fome e à desigualdade. No G20, ele pretende pressionar as grandes economias a se comprometerem com políticas que garantam segurança alimentar para as populações mais vulneráveis, especialmente em países em desenvolvimento.

  1. Reformas no Sistema Financeiro Global

- O presidente brasileiro também pretende liderar discussões sobre a reforma de instituições financeiras globais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Lula busca tornar essas instituições mais inclusivas e acessíveis aos países emergentes, reduzindo desigualdades no acesso a financiamento e oportunidades de crescimento.

  1. Tecnologia e Inovação

- O Brasil pretende destacar a importância da inclusão digital e do acesso à tecnologia como ferramentas para o desenvolvimento econômico. Durante o G20, Lula deverá propor iniciativas para reduzir a exclusão digital em países em desenvolvimento.

O Rio de Janeiro como Palco Internacional

O Rio de Janeiro, cidade anfitriã do G20, será o centro das atenções globais durante o evento. Conhecida por sua beleza natural e cultura vibrante, a cidade oferece uma oportunidade única para o Brasil demonstrar sua hospitalidade e potencial turístico.

Além disso, sediar a cúpula reforça o papel do Brasil como protagonista no cenário internacional e cria oportunidades econômicas, como geração de empregos e atração de investimentos para a infraestrutura local.

Para garantir o sucesso do evento, o governo brasileiro está investindo em segurança, logística e modernização de espaços, além de preparar uma agenda cultural paralela para destacar a diversidade e a riqueza cultural do país.

Desafios e Expectativas

Embora o G20 no Brasil represente uma oportunidade única, também traz desafios significativos. Entre eles estão:

- Conciliação de Interesses Divergentes: Reunir líderes com interesses econômicos e políticos muitas vezes conflitantes exigirá habilidade diplomática e negociação estratégica.

- Credibilidade Internacional: O Brasil precisará demonstrar que está comprometido com a governança global e com soluções para desafios globais, como a crise climática e a desigualdade social.

- Expectativas de Resultados Concretos: A cúpula do G20 é frequentemente criticada por sua falta de ações concretas. Sob a liderança de Lula, o Brasil será cobrado a entregar avanços palpáveis em questões prioritárias.

O Papel de Lula na Diplomacia Global

Lula chega ao G20 como um líder experiente, com uma reputação consolidada de negociador hábil e defensor das causas sociais. Sua presença reforça o papel do Brasil como um interlocutor entre os países do Norte Global (desenvolvidos) e do Sul Global (emergentes).

Ao assumir a presidência do G20, Lula pretende fortalecer alianças estratégicas com potências como China, Índia e Rússia, ao mesmo tempo em que mantém um diálogo construtivo com os Estados Unidos e a União Europeia. Essa abordagem equilibrada pode ser essencial para alcançar consensos em temas complexos e construir um legado positivo para o Brasil na governança global.

O G20 no Rio de Janeiro é mais do que uma reunião de líderes globais; é uma oportunidade para o Brasil reafirmar sua posição como uma potência emergente e influenciar decisões que moldarão o futuro do planeta. Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, o país tem a chance de destacar questões fundamentais como sustentabilidade, inclusão social e reforma do sistema financeiro global.

Ao sediar este evento, o Brasil não apenas projeta sua influência no cenário internacional, mas também fortalece sua imagem como um país comprometido com o diálogo, a cooperação e o desenvolvimento sustentável. O mundo estará de olho no Rio de Janeiro, e as expectativas são altas para o que o Brasil e Lula podem alcançar nessa importante cúpula global.

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G20 pelo impacto: Brasil avança na liderança por uma economia do bem-estar e sustentável

Com o apoio de uma coalizão global, o Brasil se une a esforços para direcionar crescimento econômico e regeneração ambiental, destacando a importância de um novo índice de bem-estar e modelos de desenvolvimento mais inclusivos na cúpula do G20 de 2024

A economia global está em um momento decisivo, onde o crescimento econômico sustentável e o bem-estar social passam a integrar as prioridades de governos e instituições ao redor do mundo. Seguindo essa direção, o Brasil discutiu, no fim de outubro, sua possível participação na Wellbeing Economy Governments (WEGo), uma iniciativa internacional que reúne países como Canadá, Finlândia, Islândia, Nova Zelândia, Escócia e País de Gales para promover uma "economia do bem-estar". " A abordagem busca alinhar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental e inclusão social, redefinindo o sucesso econômico em termos de florestas compartilhadas.

Durante a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como “Conselhão”, o Brasil debateu a possibilidade de adotar o Índice de Bem-Estar Interno Bruto. Esse indicador seria um passo importante para alinhar políticas públicas com metas de desenvolvimento humano e ambiental, refletindo uma abordagem mais holística. “Somos o que medimos, e o Bem-Estar Interno Bruto é fundamental para harmonizar o crescimento econômico com a preservação do planeta”, comentou Marcel Fukayama, coordenador da Comissão e da coalizão G20 pelo Impacto.

O foco exclusivo no lucro está sendo substituído por um modelo que prioriza a prosperidade, o bem-estar social e a sustentabilidade ambiental.  Fukayama reforça que uma “nova economia” deve ver o lucro como um meio para alcançar as prosperidades compartilhadas e a regeneração ambiental. O G20 pelo Impacto, uma coalizão de 50 organizações nacionais e internacionais, está engajado em pressionar a discussão sobre um modelo econômico inclusivo e regenerativo na cúpula do G20, que acontece em novembro no Rio de Janeiro. “O G20 pelo Impacto é uma força pragmática, oferecendo recomendações robustas para que as decisões dos líderes globais garantam uma transição econômica justa e sustentável”, explica Fukayama. Entre as propostas da coalizão estão a criação de um Fundo Catalítico Blended Rotativo Global, focado em financiar projetos de descarbonização e soluções naturais, além de compensar os indicadores de sucesso econômico para melhor refletir qualidade de vida e sustentabilidade.

No Brasil, esse movimento ganha força através de políticas públicas inovadoras, como a ENIMPACTO, a política de Neoindustrialização e o Pacto pela Transformação Ecológica, que reafirmam o compromisso do país com um desenvolvimento mais inclusivo e regenerativo. Essas iniciativas demonstram que é possível promover o crescimento econômico sem sacrificar o meio ambiente ou agravar desigualdades sociais, colocando o Brasil em destaque no cenário global.

Marcel destaca que estamos vivendo uma transição para uma economia que não vê mais o lucro como o fim em si, mas como um meio para alcançar objetivos maiores, como a prosperidade compartilhada e a regeneração ambiental. "A nova economia harmoniza o sucesso financeiro com a dignidade humana e a saúde planetária", afirma Fukayama. Para ele, essa transformação é tanto urgente quanto inevitável, pois os modelos econômicos atuais já não conseguem responder de forma eficaz às crises globais.

Essa transição para uma nova economia sustentável não se limita ao Brasil. Com uma dimensão global, a iniciativa G20 pelo Impacto, uma coalizão de 50 organizações, trabalha para influenciar também as discussões na edição 2025 do G20, que acontecerá na África do Sul A coalizão, liderada por Fukayama, busca alinhar os compromissos globais com um modelo econômico inclusivo e regenerativo. 

 

“O G20 pelo Impacto se destaca por ser uma força coordenada e pragmática, oferecendo recomendações robustas para que as decisões dos líderes globais garantam uma transição econômica justa e sustentável”, explica Fukayama. Entre as propostas estratégicas já apresentadas, estão o desbloqueio de capital privado, a mudança nos modelos e índices econômicos, e a criação de um ambiente regulatório favorável à economia de impacto.

 

O documento robusto elaborado pelo G20 pelo Impacto com recomendações para os grupos de trabalho e para a cúpula dos líderes do G20 reúne propostas pensadas por dezenas de especialistas das organizações que compõem a coalizão. Recentemente, eles entregaram uma carta de recomendações ao sherpa da presidência do G20 no Brasil, o embaixador Mauricio Lyrio. Com olho em uma discussão mais perene, a coalizão também entregou uma carta para a presidência do G20 na África do Sul, que ocorrerá em 2025. 

Repensando os índices econômicos tradicionais

A nova economia representa uma mudança profunda nos métodos de avaliação do sucesso econômico. O Produto Interno Bruto (PIB), há décadas utilizado como principal indicador de crescimento, já não reflete adequadamente fatores como desigualdade social, degradação ambiental e qualidade de vida. Alternativas mais holísticas, que mensuram felicidade, bem-estar e sustentabilidade, são cruciais para a construção de uma economia que ofereça condições dignas para todos em um planeta saudável. O Pacto pela Transformação Ecológica, é um outro exemplo que envolve o setor público e privado em iniciativas para uma transição justa para uma economia de baixo carbono. “O Pacto é um avanço necessário para garantir que o crescimento econômico ocorra dentro dos limites ecológicos do planeta, sem deixar para trás as comunidades mais vulneráveis”, reforça Fukayama.

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SOBRE O G20 PELO IMPACTO

G20 pelo Impacto é uma coalizão global de 50 organizações nacionais e internacionais que alcançam coletivamente mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. O objetivo da iniciativa é encorajar os países do G20 a alavancar a nova economia inclusiva, equitativa e regenerativa. A coalizão está articulando de forma coordenada, estruturada e pragmática, recomendações robustas que incidam na cúpula do G20 do Rio de Janeiro, em novembro de 2024. As recomendações buscam apontar para o enfrentamento da ‘policrise’ gerada pela desigualdade socioeconômica e pela crise climática por meio da transição para um novo modelo econômico.

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Burger Fest anuncia edição especial em 5 estados do Brasil com lançamento de ranking inédito de melhor hambúrguer

Festival apresentado pela marca Heinz chega a sua 19ª edição e contará também com patrocínios da McCain e Pepsi Black 

 

De 1 a 30 de novembro, 5 estados do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Campo Grande e Curitiba – celebram os 12 anos do maior roteiro gastronômico de hambúrguer do país: o BURGER FEST. Apresentado pela Heinz - marca de Ketchup nº 1 do mundo; o festival também é patrocinado pela McCain, batata oficial do evento e Pepsi Black, refrigerante oficial. A 19ª edição do festival reúne restaurantes, bares e hamburguerias para promover simultaneamente a cultura do hambúrguer de qualidade.

"Para essa edição especial a curadoria selecionou casas e chefs que sempre estiveram presentes no evento e performaram promovendo inovação, qualidade e talento." afirma Claudio Baran, criador do festival. Baran destaca uma das novidades de 2024: o ranking Burger Fest, que irá eleger os 50 melhores hambúrgueres do Brasil por meio da curadoria do festival e pelo voto popular através do site: burgerfest.com.br.

As casas participantes criarão um hambúrguer e um acompanhamento inédito para a edição do evento, a preço livre. Outra novidade é que as criações poderão incrementar as receitas com a linha de ketchups Heinz, que conta com o Ketchup Tradicional e as versões de saborizados da marca, com sabores como Bacon e Cebola Caramelizada, Picles, Picante e a novidade lançada recentemente, o com Curry. "Nosso objetivo é sempre fomentar novas experiências de consumo para o público", reforça Baran.

Serão mais de 100 estabelecimentos distribuídos entre os 5 estados. Em BH e região metropolitana são 23 endereços. Casas tradicionais que já participam do Burger Fest estão de volta, como American Bulls, Soul Jazz, Tchambows Burger, Coreu Burger em todas as casas, Garagem Hamburgueria Artesanal, Dom Hamburgeria, Forasteiro Burger, KBurger, 2B Blends, Django Hamburgueria, além de estreantes como o Nimbos Bar.

O festival já injetou em mais de 10 anos cerca de R$5 milhões no mercado de hambúrguer nacional, atingindo a marca de mais de 1,8 milhão de hambúrgueres consumidos, com aproximadamente 3.000 estabelecimentos espalhados pelo Brasil, gerando um valor de R$150 milhões em vendas. A criação e organização do Burger Fest é da Agência KRP que também assina os festivais Brunch Weekend, Sanduweek, Food Delivery Series e Semana do Hambúrguer. 

 

SERVIÇO: 

12 anos de Burger Fest - 19ª edição - 01 a 30 de novembro de 2024

@burgerfestoficial

@heinz_br

@mccainbrasil

@pepsibr

Mais informações: burgerfest.com.br

 

Participantes em Belo Horizonte e Contagem:

 

2B Blends

   - Endereço: R. Rio Madeira, 385, Riacho das Pedras - Contagem

   - Hambúrguer participante: Savage

   - Preço: R$ 45,90

 

American Bulls 

   - Endereços: 

R. Ilacir Pereira Lima, 124, Silveira, Belo Horizonte

Av. Portugal, 2390, Pampulha - Belo Horizonte

   - Hambúrguer participante: Gênesis

   - Preço: R$ 45,00

 

Burger Beer do Zé

   - Endereço: R. Duque de Caxias, 77, Nova Suissa - Belo Horizonte

   - Hambúrguer participante: Supremo do Zé

   - Preço: R$ 36,00

 

Burger de Verdade

   - Endereço: R. Afonso Pena Júnior, 300, Cidade Nova, Belo Horizonte

   - Hambúrguer participante: Big Cheese

   - Preço: R$ 48,00

 

Burger do Bê

   - Endereço: R. das Amendoeiras, 105co, Marajó - Belo Horizonte

   - Hambúrguer participante: Blue Caramel

   - Preço: R$ 42,00

 

Coreu Burguer 

   - Endereços: 

R. Coração Eucarístico de Jesus, 397, Coração Eucarístico - Belo Horizonte

Av. Pres. Tancredo Neves, 3550, Castelo - Belo Horizonte

Av. Aggeo Pio Sobrinho, 173, Buritis - Belo Horizonte

R. Alberto Cintra, 202, Cidade Nova - Belo Horizonte

   - Hambúrguer participante: Coreu Fraldinha com Queijo Coalho

   - Preço: R$ 46,90

 

Dekom's Burguer

  - Endereço: Rua AG, 19, Conjunto Água Branca - Contagem

  - Hambúrguer participante: Cebolinha, o dono da "Lua"

  - Preço: R$ 40,00

 

Didio Burguer

  - Endereço: R. Carlos Pinto Coelho, 669, Vale do Jatobá - Belo Horizonte

  - Hambúrguer participante: Burguer Didio Ragnar

  - Preço: R$ 42,00

 

Django Hamburgueria

  - Endereço: Al. dos Sabiás, 172, Cabral - Contagem

  - Hambúrguer participante: O Gângster

  - Preço: R$ 49,99

 

DOM Burgueria

    - Endereço: R. Dom Silvério, 150, Centro - Contagem

    - Hambúrguer participante: DOM Parmegiana

    - Preço: R$ 39,90

 

Forasteiro Burguer

    - Endereço: R. Dr. Julio Otaviano Ferreira, 883, Cidade Nova - Belo Horizonte

    - Hambúrguer participante: 1993 – OS ÚLTIMOS FORA DA LEI

    - Preço: R$ 59,00

 

Garagem Hamburgueria Artesanal

    - Endereço: Av. Capim Branco, 354, Vista Alegre - Belo Horizonte

    - Hambúrguer participante: Burgerfest Maverick

    - Preço: R$ 40,90

 

Hamburgueria Tchambows Burger

    - Endereço: R. Firmino Costa, 23, Jardim Montanhês - Belo Horizonte

 

Hamburgueria Velho John

    - Endereço: Av. Ivaí, 642, Dom Bosco - Belo Horizonte

    - Hambúrguer participante: Velho Tropical

    - Preço: R$ 42,00

 

KBurguer

    - Endereço: R. José Faleiro, 216, Santa Helena Barreiro - Belo Horizonte

 

Nimbos Bar

    - Endereço: R. Sergipe, 629, Savassi - Belo Horizonte

    - Hambúrguer participante: BBQ Bliss

    - Preço: R$ 38,00

 

Soul Jazz Burger 

    - Endereços: 

R. Noraldino Lima, 387, Aeroporto, Belo Horizonte

R. Conselheiro Rocha, 2809, Santa Tereza, Belo Horizonte

    - Hambúrguer participante: Hit the Road

    - Preço: R$ 46,35

 

Vila Delícias

    - Endereço: Av. Dos Egenheiros, 460, Castelo - Belo Horizonte

    - Hambúrguer participante: Smagadinho

    - Preço: R$ 39,90

 

 

Brasil sofre mais de 2,5 mil tentativas de ataques cibernéticos por semana - saiba como se proteger

Ciberataques crescem em 67% no segundo trimestre de 2024; Especialista dá dicas de proteção digital e os riscos de navegar desprotegido na internet

 

Dados de 2024 da Check Point Research, empresa especializada em proteção contra ciberameaças, apontaram um aumento de 67% de ciberataques, no Brasil, no segundo trimestre deste ano, com 2.754 tentativas por semana. Isso representa um aumento de 30% em comparação com o segundo trimestre de 2023, e de 25% em relação ao primeiro trimestre deste ano. 

A pesquisa apontou que o impulsionamento dos casos se deu pela sofisticação das técnicas que os cibercrimonosos utilizam, que estão ligadas à Inteligência Artificial (IA) e ao aprendizado de máquina. Marcelo Pissinati, especialista e professor do curso de Cibersegurança da UniCesumar, explica o impacto e o uso da IA nesse tipo de crime. "A IA permite que os cibercriminosos automatizem ataques em larga escala, tornando-os mais rápidos, direcionados e eficientes. Eles podem usar algoritmos de aprendizado de máquina para analisar grandes volumes de dados e identificar alvos específicos, como grandes empresas ou indivíduos de perfil executivo, para obter informações valiosas", pontua o especialista. 

Nesse contexto, Pissinati enfatiza a importância de se manter seguro no ambiente digital. "No cenário atual, com o aumento exponencial da quantidade de dados e a crescente dependência da tecnologia, a cibersegurança tornou-se uma prioridade essencial para indivíduos e organizações. A importância da cibersegurança está no fato de ela ser crucial para a proteção de dados pessoais e financeiros, para a garantia da privacidade e para a manutenção da confiança nas interações digitais", enfatiza. 

 

Riscos de navegar na internet sem a devida proteção 

  • Roubo de identidade: atores mal-intencionados poderão obter informações pessoais e financeiras e usá-las para cometer fraudes;  

 

  • Malwares: Vírus, Trojans, Worms, Rootkits e Ransomwares são programas maliciosos projetados para infectar dispositivos, roubar dados, causar danos e obter controle sobre sistemas;  

 

  • Falta de privacidade: o monitoramento de nossas atividades por terceiros sem o nosso consentimento;  

 

  • Ambiente inseguro para crianças e adolescentes: acesso a conteúdo inadequado ou perigoso; 

 

  • Técnicas de engenharia social: esquemas que enganam as pessoas para que revelem informações sensíveis, como senhas e dados de cartão de crédito. Geralmente, conseguem este tipo de informação enviando e-mails fraudulentos se passando por empresas ou serviços conhecidos, bem como imitando sites legítimos que parecem idênticos aos originais. 

 

Medidas para a segurança digital 

Pissinati diz que a chave para uma boa segurança da informação está em fazer o simples bem-feito, e traz algumas dicas para ajudar na cibersegurança: 

  • Implemente políticas de segurança: estabeleça diretrizes claras para o uso seguro de recursos tecnológicos;  

 

  • Manter software atualizado: instalar atualizações de segurança regularmente para corrigir vulnerabilidades; 

 

  • Utilizar senhas fortes e únicas: crie senhas robustas e diferentes para cada conta, com rotação pré-definida de tempo e uso, e autenticação de dois fatores (2FA);  

 

  • Evite clicar e navegar em links suspeitos: ser cauteloso com e-mails e mensagens não solicitadas, mesmo que conheça o remetente;  

 

  • Utilizar um bom Antivírus: proteger seus dispositivos contra malware e acessos não autorizados;  

 

  • Realizar treinamentos regulares: educar os funcionários sobre as melhores práticas de segurança e como reconhecer ameaças. Campanhas de disparo de e-mails phishings é um excelente recurso para testar a maturidade das pessoas em uma corporação;  

 

  • Realizar backups regulares: Garantir que dados críticos sejam salvos regularmente, olhando para a sua saúde, e que possam ser recuperados posteriormente.  

 

 

Graduação em Cibersegurança 

Entendendo a demanda do mercado e a importância de profissionais qualificados, a UniCesumar tem a graduação em Cibersegurança em seu repertório, com dois anos e meio de duração. Alguma das oportunidades de trabalho para os formados são: atuação em equipes de TI; consultoria de cibersegurança para organizações públicas e privadas; startups e empresas de tecnologia. 

O professor Pissinati destaca dados de um artigo publicado recentemente pela World Economic Fórum, que apontou que o mundo precisa de 3,4 milhões de especialistas em cibersegurança para apoiar a economia global de hoje e, só no Brasil, o número está acima de 700 mil.

Brasil, o pioneiro em energia limpa e uma inspiração para outras nações

J.A. Puppio*

 

A transição global para fontes de energia limpa tem se mostrado um desafio complexo para muitas nações, especialmente aquelas que ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade. Enquanto alguns países batem na tecla da adoção de carros elétricos como uma solução mágica para reduzir as emissões de carbono, é essencial olhar para o quadro completo da matriz energética de cada nação. E é nesse contexto que o Brasil se destaca.

Com apenas 10% de sua energia proveniente de fontes fósseis, o Brasil ocupa a liderança mundial na geração de energia elétrica limpa. Essa posição de destaque se torna ainda mais evidente quando comparamos com outros países que, paradoxalmente, promovem o uso de carros elétricos, mas ainda dependem substancialmente de fontes poluentes para a produção de eletricidade.

Países como Coreia do Sul, Rússia e Índia utilizam mais de 80% de energia de combustíveis fósseis, uma realidade que não condiz com suas ambições de redução de emissões de carbono.

É interessante observar como alguns dos maiores poluidores do mundo continuam a promover discursos sobre sustentabilidade e energia verde, enquanto suas práticas internas permanecem amplamente dependentes de combustíveis fósseis. Por exemplo, a Coreia do Sul, com 91% de sua energia proveniente de fontes poluentes, e a Rússia, com 82%, continuam a apostar em tecnologias ultrapassadas que contribuem para o aquecimento global. A hipocrisia torna-se ainda mais evidente quando consideramos que países como o Japão e a Alemanha, que também possuem alta dependência de combustíveis fósseis, promovem políticas agressivas de veículos elétricos sem se preocuparem em limpar suas próprias matrizes energéticas.

Embora o Brasil também esteja avançando na produção de energia solar, atualmente responsável por 21% do consumo, ainda há muito a ser feito para explorar todo o potencial desse recurso abundante em nosso território. Países como Alemanha e Reino Unido, com climas muito menos favoráveis para a produção solar, conseguem produzir 39% e 34% de sua energia a partir do sol, respectivamente. Esse dado demonstra que, embora estejamos na liderança da energia limpa no geral, há espaço para aprimoramento e expansão no campo das renováveis.

A posição do Brasil como líder mundial na geração de energia limpa deve ser motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, de reflexão. Enquanto o mundo busca por soluções para a crise climática, é importante que os países olhem para o Brasil como um exemplo de como é possível crescer economicamente sem comprometer o meio ambiente. Mais do que isso, precisamos continuar a investir em fontes renováveis, como a energia solar e eólica, e a promover políticas que incentivem a inovação e a sustentabilidade, de modo que possamos expandir ainda mais nossa capacidade de energia solar e eólica e reduzir ainda mais a dependência de combustíveis fósseis.

Brasil sedia celebrações dos 150 anos da Viña Tarapacá

Principal mercado da vinícola fora do Chile, Brasil representa 30% de suas vendas totais

“150 Anos Construindo um Legado”, este é o tema da nova campanha da Viña Tarapacá, representada no Brasil, desde 1995, pela importadora Épice. A vinícola chilena foi fundada em 1874, no coração do Vale do Maipo e, atualmente, se posiciona como a marca nº 1 do segmento de vinhos premium no Chile. Já o Brasil é seu principal mercado internacional, representando 30% das vendas totais da vinícola. 

“O sucesso dos vinhos da Viña Tarapacá se deve ao portfólio impecável de vinhos de grande qualidade em diferentes faixas de preço e ao trabalho consistente, construído ano após ano pelo time da Épice em parceria estreita com a equipe da vinícola”, revela Luli Dias, sócio-proprietário da Épice.

Vale ressaltar os esforços e investimentos realizados pela vinícola ao longo da última década com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o terroir de sua propriedade Fundo Tarapacá, com destaque para o estudo inédito que identificou sete composições de solos por meio de 373 calicatas, algumas com mais de 2 metros de profundidade. A própria geografia da propriedade de 2.600 hectares, com a cordilheira Altos de Cantillana emoldurando os vinhedos, que são banhados pelo Rio Maipo, configura como um Clos Natural. Totalmente única no Vale do Maipo, essa condição promove um mesoclima especial para a produção de vinhos de alta gama. 

Mais recentemente, a Viña Tarapacá tem se dedicado ao resgate da sua biodiversidade por meio do projeto Masterplan Biodiversidade, o qual originou, desde 2017, 110 corredores biológicos e promoveu a conservação de mais de 2.000 hectares de bosques nativos que rodeiam os vinhedos. Sem falar na parceria com a entidade global 1% For The Planet, que destina 1% das vendas dos vinhos Gran Reserva para projetos de proteção e regeneração do meio ambiente. 

Todo esse legado que chega aos 150 anos será celebrado no Brasil por meio de diversas ações: o lançamento do vinho Gran Reserva 150 Anos, um blend de Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc em edição limitada; a participação na ProWine São Paulo, principal feira profissional de vinhos das Américas, com um estande exclusivo de quase 100m², no qual receberá parceiros, clientes e imprensa, e uma festa privada, em São Paulo. “Nossos parceiros, clientes e os consumidores brasileiros nos ajudaram a construir essa história de sucesso e inovação, aliada à sustentabilidade, por isso, nada mais justo do que brindarmos todos juntos”, diz Sebastián Ruiz, enologo da Viña Tarapaca.