Banner Top

Log in
Vitor Reis

Vitor Reis

Owner e Editor do nossomundo.net, um portal dedicado à informação, lazer e cultura desde 2003. Com vasta experiência no meio digital, Vitor é responsável por curar e garantir a qualidade do conteúdo publicado no portal. No nossomundo.net, prezamos pela integridade e precisão das notícias, mantendo nossas fontes confidenciais para proteger a confiabilidade da informação e assegurar a ética jornalística em todas as nossas publicações.

URL do site: https://about.me/vitor.reis

A garota que sobreviveu ao racismo

Com prefácio de Itamar Vieira Junior, livro de cartas e memórias de Luana Tolentino é um chamado à luta contra a discriminação

Desde muito cedo, Luana Tolentino enfrentou o peso das expectativas sociais e das limitações impostas pelo racismo. Ela encontrou forças para ser uma voz da resistência e transformou isso em livro. O relato está presente na comovente obra Sobrevivendo ao racismo: Memórias, cartas e o cotidiano da discriminação no Brasil.

A educadora desabafa sobre as difíceis batalhas diárias de ser uma mulher negra no país, ao descrever em detalhes a infância marcada pelo preconceito e a atuação como ativista comprometida com a causa antirracista. Com prefácio do aclamado escritor Itamar Vieira Junior, a obra lançada pela Papirus 7 Mares, segundo ele, “desmente que o Brasil é uma sociedade igualitária”.

As cartas apresentadas, dirigidas a pessoas anônimas e famosas, foram escritas a partir do princípio de que também é possível combater o racismo por meio da sensibilização e do afeto. Luana endereça mensagens, entre outros, para Titi Gagliasso, Marielle Franco e ao colega Ulisses – par em uma festa junina da escola nos anos 1990. “O que era para ser um momento de celebração, para mim, resultou em uma situação de abandono e desprezo, da qual guardo a lembrança de ter sido chamada de ‘macaca’ pela primeira vez na minha vida”, recorda.

Além de escancarar as complexidades e os impactos do racismo no cotidiano, Luana ressalta a importância de enfrentar um passado histórico ainda não devidamente confrontado. Ao longo de 176 páginas, a autora não apenas compartilha as próprias experiências, mas também destaca questões urgentes, como o papel da escola na perpetuação do preconceito e a necessidade de uma educação antirracista eficaz.

Ficha técnica:
Título
: Sobrevivendo ao racismo
Subtítulo: Memórias, cartas e o cotidiano da discriminação no Brasil
Autora: Luana Tolentino
Editora: Papirus 7 Mares
Páginas: 176
ISBN FÍSICO: ‎978-65-5592-038-3
ISBN E-BOOK: 978-65-5592-036-9
Formato:‎ 16 x 23 cm
Preço: R$ 59,90 (FÍSICO) e R$ 39,90 (E-BOOK)
Onde encontrarAmazon

Sobre a autora: Luana Tolentino é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade (Neia/UFMG). Professora de História na educação básica entre 2008 e 2019, tem se dedicado à formação inicial e continuada de professores. É autora do livro Outra educação é possível: Feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula (Mazza, 2018).

Instagram@luanatolentino_

Sobre a Papirus 7 Mares: Criada em 2008, a Papirus 7 Mares é um selo editorial da Papirus Editora que se destaca pela publicação de obras nas áreas de Filosofia, Psicologia e Educação, além de temas relacionados ao desenvolvimento pessoal e profissional. Com um catálogo diversificado e autoral, busca promover o conhecimento e o debate sobre questões relevantes para a sociedade contemporânea.

Site: papirus.com.br
Instagram: 
@papiruseditora

Dia da Consciência Negra: a educação antirracista como ferramenta para uma sociedade mais justa

Educadores e especialistas reforçam a importância de um currículo antirracista para combater o preconceito e promover a igualdade no sistema educacional brasileiro

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma oportunidade de refletir sobre a história, a cultura e a resistência da população negra no Brasil. Declarado feriado nacional em dezembro de 2023, tornou-se mais que uma data comemorativa: é um marco da luta por justiça e igualdade. Com o objetivo de promover debates sobre os impactos do racismo estrutural, a educação antirracista se destaca como uma ferramenta para transformar a sociedade, preparando as novas gerações para um futuro mais justo.

Em um país ainda marcado pelo abismo racial e de renda, entender e desenvolver uma educação antirracista é fundamental para que justiça e sociedade caminhem juntas. Segundo levantamento do Todos Pela Educação, enquanto 74% dos jovens brancos completam o ensino médio até os 19 anos, apenas 53,9% dos negros alcançam a mesma meta. Essa disparidade reflete a desigualdade racial no acesso à educação e à formação de qualidade.

A Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), atenta à necessidade de uma transformação estrutural no sistema educacional, vem promovendo o debate sobre a importância de um currículo antirracista. Recentemente, a organização realizou uma programação online com o tema “Currículo Antirracista e Educação Católica”, onde especialistas discutiram a necessidade de integrar a luta contra o racismo às práticas pedagógicas das escolas católicas.

Durante o evento online, a Irmã Carolina Mureb, diretora 2ª tesoureira da ANEC, destacou a importância de alinhar a proposta pedagógica à visão do Papa Francisco, que defende uma “nova aliança em prol das gerações mais jovens”, destacada no Pacto Educativo Global. “Para que essa educação seja, de fato, transformadora [...] em vista daquilo que a nossa sociedade precisa, não bastam esforços isolados, é preciso uma aliança de diversas instituições e diversos atores para que essa educação possa acontecer”, comenta.

Formação integral, cidadania e a educação antirracista

A proposta da ANEC é promover uma formação integral do estudante, indo além do currículo tradicional para construir cidadãos conscientes e comprometidos com os valores de igualdade e respeito. 

Para a professora Rosemary Francisca Silva, a política antirracista deve ser um “eixo fundamental para a política de oportunidades educacionais”. “Ao olharmos para a história do Brasil, é impossível ignorar as profundas cicatrizes deixadas ao longo do período da escravidão e pela persistência do racismo estrutural”, afirma.

A professora Janine Rodrigues, diretora do projeto Piraporiando, complementou a discussão, afirmando que, para se alcançar instituições verdadeiramente antirracistas, é essencial que as pessoas também sejam antirracistas. “Tornar este processo mais próximo do indivíduo tornaria as iniciativas mais simples e menos burocráticas”, afirmou. Janine também enfatizou a necessidade de que as escolas se posicionem de maneira clara contra a intolerância, seja ela racial ou religiosa.

Além de promover ações de formação, a ANEC reforça o seu compromisso com a justiça social por meio  da publicação de uma carta-manifesto a favor da educação antirracista. O documento defende que a formação educacional precisa não apenas combater o racismo, mas também promover o pertencimento e a valorização de todos os estudantes, independentemente de sua raça ou origem social. 

Segundo a carta, a ANEC acredita que é preciso trabalhar para garantir uma educação que “responda à realidade na qual estamos inseridos atualmente”, envolvendo diversos atores sociais em um novo arranjo de colaboração e interdependência.

Com base em documentos, como o relatório da UNESCO “Reimaginar nosso futuro juntos” e a proposta do Pacto Educativo Global, a ANEC reforça a necessidade de construir um novo contrato social, que considere a fraternidade universal e o respeito ao próximo como pilares para uma educação verdadeiramente inclusiva. De maneira que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de crescer, aprender e contribuir para um futuro melhor.

Sobre a ANEC

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter educacional e cultural, representante da Educação Católica no Brasil, e reunida em comunhão de valores com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

A instituição atua em favor de uma educação de excelência para promover uma educação cristã entendida como aquela que visa à formação integral da pessoa humana, sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja.

A ANEC atua em 900 municípios do Brasil, realiza 172 obras sociais e tem como associadas 1050 escolas, que incluem Creche, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, e 83 instituições de Ensino Superior, que atendem a mais de 1,5 milhão de alunos, além de 353 mantenedoras.

 

20 de Novembro: Dia da Consciência Negra será feriado nacional pela primeira vez no Brasil

Dia da Consciência Negra será feriado nacional pela primeira vez no Brasil

Data que já era feriado em alguns Estados,se tornou celebração nacional após decreto em 2023

O dia 20 de novembro, conhecido como Dia da Consciência Negra, ganhou ainda evidência em todo o Brasil a partir de 2023, quando foi oficializado como celebração nacional por decreto federal. A data, que já era feriado em alguns estados e municípios, foi ampliada para todo o território brasileiro como forma de valorizar a história, a cultura e a resistência da população negra no país.  

O Dia é celebrado no dia 20 de novembro em homenagem a  Zumbi dos Palmares, líder quilombola símbolo da luta contra a escravidão e defensor da liberdade. A escolha da data remonta à sua morte, em 1695, e reflete um momento de reflexão sobre as desigualdades raciais, o legado da escravidão e a busca por justiça social no Brasil, onde a população negra representa mais da metade dos habitantes, mas ainda enfrenta desafios como o racismo estrutural e a desigualdade de oportunidades.  

A oficialização do feriado nacional reforça o compromisso do país com o reconhecimento da contribuição dos afro-brasileiros à construção da sociedade e com o fortalecimento de políticas públicas para combater a discriminação racial. É também uma oportunidade para promover debates em escolas, empresas e comunidades sobre a necessidade de inclusão e representatividade em todos os âmbitos.  

A advogada do escritório Bosquê advocacia,Karina Gutierrez ressalta que a importância da oficialização da data como feriado é não apenas construtiva como necessária no calendário do Brasil frente à história do país. “Mais do que um feriado, o Dia da Consciência Negra é um chamado à ação coletiva pela igualdade e pelo respeito às raízes culturais que formam a identidade brasileira, trazendo reflexão sobre a  luta pela igualdade racial”. afirma a advogada.

Além do feriado, muitas instituições como museus, casas de cultura e centros culturais celebrarão o dia com rodas de conversa, shows, apresentações entre outras ações de conscientização.

Festa da Luz ocupa as ruas de Montes Claros, entre 21 e 24 de novembro

 

Festival que nasceu em Belo Horizonte chega ao interior de Minas Gerais convidando o público a uma experiência artística gratuita em diálogo com a cidade 

Entre 21 e 24 de novembro, a Festa da Luz (FDL) chega pela primeira vez a Montes Claros (MG), com dois projetos: a Mostra Minas, com uma seleção de artistas mineiros, e a Mostra Mundo, com obras de artistas do Brasil e de fora. As duas Mostras têm patrocínio exclusivo da Cemig e do Governo de Minas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. 

A Festa da Luz nasceu em Belo Horizonte e busca trazer novas formas de perceber e viver as cidades. Com grandes instalações, letreiros e videomappings, a iniciativa ocupa o centro da cidade, na Praça da Matriz, Corredor Cultural e arredores, com duas Mostras repletas de cores e luzes. Artistas renomados como Ailton Krenak, Conceição Evaristo, Grace Passô, Thiago Mazza e Daiara Tukano assinam obras que convocam o olhar e a reflexão do público. 

"Estamos levando para Montes Claros dois projetos: a Mostra Minas, em que selecionamos obras de artistas mineiros do nosso acervo, e a Mostra Mundo, que reúne instalações luminosas e obras de videomapping de artistas de outros estados e países. Com isso, a gente chega ao norte de Minas com duas Mostras diversas que refletem o potencial criativo e inovador da FDL, um dos maiores festivais de arte e tecnologia do Brasil", afirma Juliana Flores, uma das sócias e curadoras da Festa da Luz.

A Festa da Luz leva à maior cidade do Norte de Minas obras que fizeram parte de outras edições em Belo Horizonte e circularam pelo Brasil e pelo mundo. O festival, que desde 2021 ilumina as ruas do baixo centro da capital, já levou suas criações para o Rock The Mountain, em Itaipava (RJ); para o Mapa Festival, em Itabira (MG), para o SSA MAPPING, em Salvador (BA) e para o Festival SESC de Inverno, na região serrana do Rio de Janeiro. Neste ano, ainda cruzou o continente, chegando ao Geary Art Crawl, em Toronto, no Canadá.

Em Montes Claros, as Mostras Minas e Mundo da FDL vão ocupar a região da Praça da Matriz, Corredor Cultural e arredores. Serão parte do circuito: Centro Cultural Montes Claros, Museu Regional do Norte de Minas, Beco da Vaca, arredores da Igreja Matriz, Corredor Cultural, Prédio dos Correios e Prédio do Artesanato Flor do Pequi. 

"É uma grande alegria para Montes Claros receber pela primeira vez um festival de arte urbana. A realização da Festa da Luz no centro da cidade, traz uma dinâmica nova para o nosso cenário cultural, mostrando as mil possibilidades dessa linguagem, da criatividade e da tecnologia. A Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, apoia a Mostra Minas e Mostra Mundo, que contam com renomados artistas, que encantará o público nas edificações históricas. Fruto de parcerias importantes, a Festa da Luz traz instalações de grandes dimensões: esculturas iluminadas que estarão dispostas no entorno da praça Dr. Chaves e no Corredor Cultural, nos 4 dias do evento", disse Junia Velloso Rebello, Secretária Municipal de Cultura de Montes Claros.

Para a diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Cemig, Cristiana Kumaira, a realização da Festa da Luz em Montes Claros reafirma o compromisso da Companhia com a descentralização dos repasses dos incentivos culturais, contribuindo para a ampliação do acesso às práticas artísticas nas várias regiões do estado.

"Como a maior patrocinadora da cultura de Minas Gerais, a Cemig busca proporcionar que as muitas expressões artísticas existentes no estado possam contemplar um maior número de pessoas, nas diversas cidades mineiras. A Festa da Luz existe há alguns anos em Belo Horizonte, mas é a primeira vez que a iniciativa acontece no interior do estado. Estamos muito felizes em ser Montes Claros a cidade que vai receber essa experiência inovadora que mistura, em suas 2 mostras, instalações, de forma muito democrática, a arte, a arquitetura, os espaços urbanos, a tecnologia e muitos outros elementos culturais", destacou.

FESTA DA LUZ MONTES CLAROS - MOSTRA MINAS 

O Homem Gaiola brinca com a paisagem urbana em "Paisagens Digitais", que ilumina o Corredor Cultural, o Prédio dos Correios e o do Artesanato Flor do Pequi. O arquiteto e artista digital de Belo Horizonte mescla arte e tecnologia na obra, que utiliza de laser mapping, desenvolvendo contornos luminosos pelos edifícios da cidade. 

No Beco da Vaca, um dos expoentes do muralismo contemporâneo brasileiro, Thiago Mazza (MG), apresenta sua criação "Plantas Pulsam", inspirada nas mais recentes descobertas científicas de que as plantas, mesmo sem ter músculos, pulsam. O inflável traz a paixão do artista mineiro pela flora brasileira, representada pelas folhas da espécie Tinhorão pintadas à mão. A instalação tem colaboração do arquiteto especializado em infláveis Ricardo Bizafra. 

Diversos letreiros também irão convocar a atenção do público, buscando trazer questões profundas sobre a vida e o tempo presente. Entre eles, está a frase "A vida é uma dança cósmica", do escritor, ambientalista e filósofo,  Ailton Krenak, que pauta o debate atual sobre sustentabilidade e defesa dos povos e territórios indígenas. A instalação estará localizada na rua paralela à Igreja da Matriz. 

Uma das mais influentes escritoras do Brasil, Conceição Evaristo, também traz suas palavras para o Festival. Sua frase de esperança foi criada especialmente para a primeira edição da Festa da Luz, realizada logo após a pandemia, em 2021. A obra "Sem Título" ocupa a grama da Praça da Matriz, onde a premiada dramaturga e atriz Grace Passô também traz sua "frase-feitiço" na obra "Mandinga". 

O famoso letreiro de Nívea Sabino "Fé no Mutirão"  estará no Espaço CEMIG no pátio do Museu Regional do Norte de Minas. A escritora é membro fundadora da Academia Nova-limense de Letras e pioneira nas competições de Poesia Falada – Slam's, em Minas Gerais. O local contará também com projeções de laser do Homem Gaiola e apresentações dos DJs Fany, Jullz, Urbann e T7, todas de Montes Claros.

FESTA DA LUZ MONTES CLAROS - MOSTRA MUNDO 

Quem passar pela travessa em frente à Igreja da Matriz vai poder conferir o grande esquema de leds de Daiara Tukano. A obra "Bo'eda Pirõ/ Cobra arco-íris" é inspirada na narrativa da origem da humanidade do povo Tukano, grupo indígena da Amazônia ao qual a artista pertence. A colaboração técnica do MIR Estúdio, que faz a programação dos leds, cria animações que causam uma encantadora sensação de miragem no público. 

Outro grande sucesso da Festa da Luz ocupará o Centro Cultural Montes Claros: "Ventura", o ser fantástico de nove metros de altura da designer e ilustradora capixaba Amanda Lobos. A primeira instalação inflável da artista, criada sob medida para a Festa da Luz, traz as cores, estampas e referências da natureza presentes nos seus trabalhos. 

"Templo da Luz", a instalação de Pedro Campiche, de Lisboa (Portugal), também conhecido como Akacorleone leva ao Vão do Chafariz da Praça da Matriz composições de luz que remetem aos templos religiosos, buscando criar na cidade um espaço de contemplação e reflexão. O objetivo é elevar o fantástico como parte do cotidiano e permitir que o público perceba a cidade com todos os sentidos. Perto do local, a multiartista amazonense Márcia Kambeba ainda apresenta o poema em tupi kambeba "Kumiça Jenó".

No Espaço Cemig, ainda tem música, com DJs de Montes Claros animando a noite, e na fachada do restaurante Solar dos Sertões, os VJs Chebel, Carol Santana, Gabiru, Joani Souza e Valentino Kmentt promovem um verdadeiro show de videomapping. 

 

FESTA DA LUZ EM MONTES CLAROS 

Mostra Minas e Mostra Mundo
Data: 21 a 24 de novembro

Horário: de 18h às 23h
Local: Praça da Matriz, Corredor Cultural e arredores

Patrocínio exclusivo: CEMIG e GOVERNO DE MINAS por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura


Programação gratuita

Informações: www.instagram.com/festadaluz.art