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Saiba quantos dias você deve passar em Paris para conhecer a capital francesa

Historiadora da arte e guia Helena Ribeiro comenta quais passeios o turista não pode deixar fazer na cidade sede das olimpíadas de 2024

Paris é um destino muito procurado para viajar, principalmente na alta temporada que é nos meses de junho até setembro. A capital francesa oferece muitos passeios e com tantas opções é difícil saber quantos dias é necessário permanecer em Paris para conhecer a capital. Neste ano de Olimpíadas, estima-se que 11 milhões de visitantes cheguem à cidade durante os jogos.

De acordo com Helena Ribeiro, historiadora e guia credenciada pelo Ministério da Cultura da França, que mora em Paris desde 2011, é recomendável permanecer no mínimo sete dias na capital francesa para conhecer os principais pontos turísticos da cidade.

A especialista listou oito passeios que os turistas não podem deixar de fazer (veja a lista abaixo), e comenta o que esperar da capital francesa. “Paris é uma cidade muito cosmopolita, tem muita arte, moda, gastronomia e cultura e monumentos. O visitante precisa dar atenção aos pequenos detalhes e na história da capital, isso aumenta a bagagem cultural e enriquece a formação pessoal das pessoas”, ressalta a historiadora, Helena Ribeiro. 

Principais passeios para aproveitar em Paris: 

Champs-Élysées 

Parece clichê, mas andar pela avenida mais famosa de Paris é sentir a essência dos franceses. O local é repleto de cafeterias, restaurantes e lojas de luxo com o melhor da moda. Aliás, considera-se Paris a capital da moda e o visitante pode conhecer as novas tendências bem de perto e andar por toda a avenida. 

Torre Eiffel

A Torre Eiffel é um ícone muito significativo para os franceses e não dá para ir a Paris sem passar por lá. O projeto e a construção são do engenheiro francês Gustave Eiffel para a Exposição Universal, em 1889. A criação da torre foi para celebrar o centenário da Revolução Francesa. 

O monumento recebeu no ano passado mais de 6 milhões de visitantes. Os turistas podem se deslocar pela torre de elevador ou escada, pode conhecer os bares, restaurantes e até lojas de lembranças que tem por lá. É possível contemplar uma bela paisagem e visualizar toda a cidade no alto da torre e vários monumentos da cidade. 

Museu d’Orsay

Esse museu abriga pinturas, esculturas e arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914. Os turistas podem ter uma verdadeira aula de história da arte e conhecer pintores como: Van Gogh, Monet, Renoir, Degas, Gauguin e muitos outros. Reserve algumas boas horas.

Museu do Louvre

Ao visitar Paris e não ver a Monalisa, o visitante está excluindo uma das mais belas experiências que o Museu do Louvre proporciona. Apesar das filas imensas, vale conferir de  perto a obra pintada por Leonardo da Vinci entre os anos de 1503 e 1506. A pintura traz o olhar sereno de uma mulher em perfil e um sorriso tímido. O Louvre hospeda ainda outras obras de arte, esculturas, estátuas e artefatos. A dica de ouro aqui é chegar cedo e comprar os ingressos antecipadamente. 

Rio Sena 

O rio Sena é um passeio recomendado para famílias e casais. É possível encontrar opções de cruzeiros para apreciar uma vista magnífica de Paris e muitos barcos oferecem almoços, jantares e até música. Aqui também é aconselhável reservar com algumas horas de antecedência e ficar atento aos valores. 

Versalhes                                                                                                                                                               

O Palácio de Versalhes está localizado no sudoeste de Paris e é considerado Património Mundial da UNESCO. No local, existem mais de 2300 aposentos como a famosa Sala dos Espelhos e o grande apartamento do rei e rainha. Além disso, o visitante pode tirar ótimas fotos no belíssimo e famoso jardim de Versalhes. 

Ladurée

A famosa confeitaria de Paris, conhecida por vender deliciosos macarons (mini bolos) de vários sabores, é um destino gastronômico perfeito. A marca ainda vende bolos maravilhosos que encantam quem passa na vitrine. Além disso, a Ladurée tem perfumes, maquiagens e até chás. 

Passar pela confeitaria tem se tornado um item especial na lista de viagens de muitos turistas. O local abriga uma rica decoração, com piso de mármore preto e branco neoclássico, que rende fotos maravilhosas para os visitantes. 

Jardins de Luxemburgo 

Os Jardins de Luxemburgo são ótimos  para caminhar e fazer um piquenique. Quem desejar pode fazer uma visita guiada no parque que possui uma série de atividades para todos os gostos e idades como museus, playgrounds e quadras esportivas. 

 

Sobre Helena Ribeiro: Saiu do Brasil em 2011 para fazer um mestrado em Estudos Teatrais em Paris mas no meio do caminho se apaixonou pela história da Arte e resolveu deixar os palcos para trás. Se formou em História da Arte pela Universidade Paris Sorbonne e trabalha como guia para brasileiros em Paris! Fundou a empresa Viva Paris e compartilha com os turistas todo seu amor e entusiasmo pela cidade luz. Propõe visitas guiadas nos principais museus de Paris: Museu do Louvre, Museu d’Orsay, Museu Rodin e outros lugares incríveis que você não pode deixar de conhecer. Além disso, trabalha como consultora de viagem para quem está organizando sua viagem para a cidade do amor!

  • Publicado em Turismo

Além de Mona Lisa, conheça obras surpreendentes no museu do Louvre

A historiadora da arte Helena Ribeiro lista outras artes que merecem a sua visita

Você sabia que o local onde o Louvre está localizado agora, era originalmente uma fortaleza construída pelo rei Filipe Augusto, para defender a cidade contra invasões? A fortaleza foi construída no final do século XII na margem do rio Sena, em Paris. Conhecido, principalmente, por uma das obras mais famosas, a Mona Lisa ou (A Gioconda, em italiano).

O Museu do Louvre é um dos maiores e mais renomados museus do mundo, com uma vasta coleção de arte e antiguidades, têm muito mais curiosidades, além da obra de Leonardo da Vinci. Pensando nisso, trouxemos a historiadora, e guia credenciada pelo Ministério da Cultura da França, Helena Ribeiro,que mora em Paris desde 2011, para contar algumas curiosidades do Museu para quem tem o Louvre no roteiro de passeios em Paris.

Segundo a especialista, o Museu tem um acervo histórico que boa parte das pessoas desconhece. “É comum que a Mona Lisa seja uma das obras mais conhecidas, mas o Louvre guarda verdadeiras jóias históricas. Para quem tem o Museu no roteiro de passeio ou viagem, com certeza deve vir com um olhar apurado para não perder obras incríveis e importantes na história da humanidade”, explica.

 

Do Renascimento à Revolução Francesa

No século XVI, durante o Renascimento, o rei Francisco I fez grandes transformações para que o Louvre se tornasse ainda mais a residência real, adicionando elementos renascentistas ao castelo. Seguindo a linha do tempo, no século XVII, sob o reinado de Luís XIV, o Palácio do Louvre chegou  a ser utilizado com menos frequência como residência real, à medida que o Palácio de Versalhes se tornava o centro do poder real. 

Foi somente durante o Iluminismo, no século XVIII, que o Louvre começou a assumir um papel mais público e educacional. Em 1793, durante a Revolução Francesa, ele foi oficialmente transformado em um museu aberto ao público e renomeado como "Museu Central das Artes".

 

Chegada de grandes Obras

No século XIX, o museu continuou a crescer sob comando de Napoleão Bonaparte, que trouxe muitas obras de arte para o Louvre após suas conquistas na Europa. A Mona Lisa foi uma das obras famosas adicionadas à coleção durante essa época. O museu passou por extensas reformas e expansões ao longo do século XX, incluindo a construção da famosa pirâmide de vidro na entrada, concluída em 1989. A guia, Helena compartilha algumas outras obras famosas e áreas interessantes dentro do Museu para explorar, como:

  • A Vênus de Milo: Uma estátua de mármore que representa a deusa grega Afrodite, deusa do amor e da beleza, também conhecida como Vênus de Milo. É uma das esculturas mais famosas do museu. A escultura possui um pouco mais de 2 metros de altura, provavelmente foi criada no século 2 A.C. e encontrada na ilha de Milo, na Grécia.

 

  • A Coroação de Napoleão: Esta pintura gigantesca de Jacques-Louis David retrata a coroação de Napoleão Bonaparte como imperador da França em 1804. A obra também conhecida como "A Coroação de Napoleão e Josefina", foi encomendada por Napoleão Bonaparte como uma forma de comemorar e perpetuar esse evento importante em sua ascensão ao poder supremo na França.

 

  • A Esfinge de Tânis: É uma antiga escultura egípcia que representa uma esfinge, uma criatura mítica com corpo de leão e cabeça humana. Ela é uma das muitas esfinges egípcias que existem, mas é notável por sua importância histórica e arqueológica. A Esfinge de Tânis foi descoberta em 1825 na cidade de Tânis, no Delta do Nilo, no Egito. Ela remonta à época do faraó Amésis, que governou o Egito durante a XXII dinastia (por volta de 945 a.C. a 715 a.C.). O nome original da esfinge era provavelmente "Horemakhet," que significa "Hórus no horizonte," em referência ao deus Hórus, uma das principais divindades da mitologia egípcia.

 

  • A Ala Denon: É uma das alas mais importantes do Louvre e abriga uma impressionante variedade de obras de arte e artefatos históricos. Ela é nomeada em homenagem a Dominique-Vivant Denon, um artista e arqueólogo que desempenhou um papel fundamental na expansão do museu durante o reinado de Napoleão Bonaparte. A Ala Denon é conhecida por suas coleções notáveis, incluindo A Mona Lisa (La Gioconda) e A Vitória de Samotrácia.

 

  • As antiguidades orientais: As antiguidades orientais do Louvre constituem uma parte significativa da coleção do Museu, elas fornecem uma visão rica e diversificada da história, cultura e arte dessas regiões ao longo dos séculos. Nessa seção existem artefatos do Antigo Egito, Mesopotâmia, Arte Persa, Arte Asiática, Arte Islâmica e O Código de Hamurabi.

O Museu do Louvre é um dos museus mais visitados do mundo, porém em junho de 2022 o museu decidiu discretamente limitar o número de pessoas que poderiam visitá-lo todos os dias, houve uma limitação de até 30 mil visitantes por dia, antes da pandemia havia uma média de 45 mil pessoas por dia. O museu abriga uma das coleções mais impressionantes de arte e antiguidades, que abrangem desde a antiguidade até 1848. Helena Ribeiro destaca que a arquitetura histórica e obras-primas famosas o tornam um ícone cultural e um destino imperdível para os amantes da arte e da história que visitam Paris.

 

Para mais informações sobre experiências sustentáveis em Paris, siga @vivapariscomhelena

  • Publicado em Turismo