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FLITABIRA (MG): Ficção provoca leitores sobre os rumos da humanidade após o descanso divino no sétimo dia da criação

Escritora e editora, Raïssa Lettiére propõe, em seu segundo livro, uma possibilidade utópica àquilo para o qual não há resposta: Se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por que somos seres tão imperfeitos?

Em sua nova obra, O cochilo de Deus (Ed. Faria e Silva), Raïssa Lettiére nos convida a uma profunda reflexão por meio de uma narrativa que entrelaça vários temas existenciais. Com uma trama instigante, a autora provoca o leitor a refletir a respeito de questões complexas sobre o mistério que permeia todas as coisas, sobre o bem e o mal, sobre nossas escolhas e nossa desenvoltura como seres humanos, enquanto constrói um cenário em que o vazio espiritual e o sofrimento humano ganham contornos quase palpáveis. Raïssa estará na Flitabira em uma sessão de autógrafos no dia 2 de novembro, às 17 horas, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

O romance atravessa séculos e reúne personagens de diferentes épocas, todos conectados de maneiras misteriosas e, às vezes, inesperadas. A arquitetura do romance se desenvolve, plantando ciladas e enigmas, valendo-se de estilos distintos. Cada vida presente no livro carrega segredos que cabem ao leitor descobrir à medida que a leitura evolui, até o momento em que um elemento misterioso se faz portador da revelação de uma possível justificativa para a questão presente no início, que é a estrutura temática do livro: Por que a humanidade ainda não deu certo? É isso que os personagens demonstram com seus dramas e assombros após o descanso de Deus.

“Enquanto os deuses cochilam, nós criamos e, ao longo desse processo, somos recriados por nossos personagens e pelas histórias que nos chegam.” - Raïssa Lettiére

Afinal de contas, o que uma senhora rabugenta tem a ver com uma criança colocada em uma gaiola? Que caminhos levam uma filha, que sai em busca do pai pelo deserto, a se deparar tanto com a violência quanto com a poesia? Qual a razão de um romancista de folhetins não encontrar um final feliz para seus protagonistas? Como o acaso pode aprisionar a vida de um motorista de ônibus a duas crianças que ainda não nasceram? E se, em meio a tudo isso, há um elemento que apenas observa os acontecimentos?

A narrativa impressa em “O cochilo de Deus” se desenrola com uma escrita poética e densa e propõe uma reflexão sobre temas como o significado da vida, o livre-arbítrio, o acaso e o modo de atuarmos quando não há um plano predestinado a ser seguido.

“O cochilo de Deus” é uma obra que transita entre o real e a metafísica e desafia o leitor a revisar as histórias como protagonista da própria existência. Raïssa Lettiére entrega, mais uma vez, um trabalho que não apenas entretém, mas convida a uma imersão profunda por meio de uma série de questões universais.

“O livro apresenta uma gênese ficcionalizada e propõe uma possibilidade utópica após o repouso de Deus no sétimo dia da criação, quando a humanidade assume o protagonismo e faz dele o que lhe convier. A partir de várias questões que vêm nos inquietando ao longo dos séculos, a narrativa se desenvolve não em busca de definições ou conceitos, mas oferecendo reflexões e perguntas àquilo para o qual não há resposta. Este é o papel da ficção: resgatar o humano para que a realidade seja suportável!” - Raïssa Lettiére

Sobre a autora:

Raïssa Lettiére é formada em Letras e Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Em 2000, fundou a Verus Editora, vendida, em 2010, ao Grupo Editorial Record, onde atuou como editora-executiva e atualmente como consultora de aquisição, tendo, ao longo dos anos, lançado vários autores conhecidos do público leitor. Em 2021, publicou seu primeiro livro, De folhas que resistem, uma coletânea de contos, publicada pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros. “O cochilo de Deus” é seu primeiro romance.

 

Serviço:

Título: O cochilo de Deus

Sessão de Autógrafos: Durante a Flitabira no dia 2 de novembro, às 17 horas, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade

Autor:  Raïssa Lettiére (@raissalettiere)

Páginas: 176

Disponível em pré-venda neste link até 31 de outubro

Rubem Alves e Gandhi: reflexões sobre não violência

 "Reverência pela vida" mergulha no legado do líder indiano e ganha prefácio inédito de Raquel Alves, filha caçula do cronista brasileiro

Rubem Alves, um dos mais influentes educadores, psicanalistas e teólogos do Brasil, continua a inspirar leitores dez anos após sua morte, com a nova edição da obra Reverência pela vida: A sedução de Gandhi, uma reflexão sobre a jornada desse líder indiano. Ao narrar em primeira pessoa a trajetória do pacifista, o autor se aproxima do contexto atual, trazendo questões que falam de política, violência e lutas cotidianas.

Na obra, publicada pela Papirus Editora, pautado sempre pelo princípio da não violência e da pacificação mundial, o educador brasileiro trata da forma como as pessoas reagem às adversidades e da escolha dos caminhos para lidar com os percalços da vida. A nova edição conta com prefácio assinado por Raquel Alves, filha caçula do autor, que traz uma perspectiva íntima e pessoal ao livro. Fundadora do Instituto Rubem Alves, ela revela a emoção de reviver as palavras do pai e reflete sobre a profundidade da obra dele.

Este livro mexeu com minhas entranhas emocionais.
Primeiro, pelo fato de ser uma obra incrível, que reúne todas as nossas questões mais profundas
ligadas à vida e ao nosso viver em um único lugar.
Segundo, pelo fato de ter sido escrito em primeira pessoa,
o que quer dizer que o autor vestiu a pele de Gandhi,
como se sentisse e pensasse em seu lugar, e isso, por si só,
já é um ato de coragem e ousadia que somente uma alma muito boa
e sensível se arriscaria a fazê-lo com responsabilidade e sabedoria.
Por fim, vem aqui o fato de eu ser filha de Rubem Alves. 
(Reverência pela vida, p. 13)

O ano de 2024 é marcado pelos dez anos do falecimento de Rubem Alves, conhecido por sua crítica ao modelo educacional tradicional e defensor de uma pedagogia humanizada e poética. Ele deixou um legado que permanece vivo até os dias de hoje, em ensaios, crônicas e livros infantis. 

Ficha técnica
Título: Reverência pela vida
Subtítulo: A sedução de Gandhi
Autor: Rubem Alves
Editora: Papirus
ISBN: 978-65-5650-172-7
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 144
Preço: R$ 59,90 (físico) R$ 29,90 (eBook)
Onde encontrarhttps://a.co/d/1QlvpL6

Sobre Rubem Alves (1933-2014) foi um teólogo, psicanalista, educador e escritor brasileiro. Sua obra aborda temas como educação, espiritualidade e filosofia, com uma perspectiva que busca humanizar a vida e promover reflexões profundas sobre a condição humana.

Instagram: @institutorubemalvesoficial

Sobre Raquel Alves é arquiteta, graduada e pós-graduada pela PUC-Campinas. Após o falecimento do pai, Rubem Alves, assumiu a presidência do Instituto Rubem Alves, dedicando-se a disseminar seu legado. Atualmente, é palestrante e escritora infantil.

Instagram@raquelalvesescritora

Sobre a Papirus: A Papirus Editora se destaca pela publicação de obras nas áreas de educação, filosofia e psicologia, além de temas relacionados a desenvolvimento pessoal e profissional. Com um catálogo diversificado e autoral, busca promover o conhecimento e o debate sobre questões relevantes para a sociedade contemporânea.

Instagram@papiruseditora

Livro "Retratos de Primavera e outras estações" é lançado na Academia Mineira de Letras

Publicação de Fernando Armando Ribeiro é apresentada ao público no dia 9/03, às 19H

No dia 9 de março, a Academia Mineira de Letras recebe o lançamento do livro "Retratos de primavera e outras estações" (Editora Quixote+Do), do poeta, filósofo e doutor em direito, Fernando Armando Ribeiro. Na ocasião, acontecerá também a palestra do autor: Espectros poéticos da Justiça. O evento será aberto ao público a partir das 19h.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual Academia Mineira de Letras - AML (PRONAC 220355), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG.

Livro de poesia escrito nos dois últimos anos, a obra de Fernando Armando Ribeiro tem como principais influências escritores e artistas dos movimentos modernistas. O autor converte o isolamento vivido durante a pandemia da Covid-19 em uma experiência fértil para a prática poética.

Tendo como eixos principais natureza, arte e (meta)linguagem, a obra busca capturar sentidos que propiciem um resgate do humano, desvelando nos instantes pequenas pontes de salvação: "Se em algum lugar do mundo/uma borboleta bate suas asas/mais uma chance nos é dada/de sermos salvos pela beleza".

 

Sobre o autor

Fernando Armando Ribeiro é mineiro de Belo Horizonte. Estudou Filosofia e Direito, possuindo doutorado pela UFMG e pós-doutorado pela Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA). Escreveu, entre outras, as seguintes obras: Colheita, Ed. Letramento, 2017; A fascinação das asas, Ed. Quixote-Do, 2019; Shakespeare e Cervantes: diálogos entre direito e literatura, Ed. Letramento, 2016; e Espectros poéticos da justiça, Ed. Del Rey, 2019.

 

SERVIÇO:

Academia Mineira de Letras

Lançamento do livro "Retratos de primavera e outras estações", de Fernando Armando Ribeiro. Editora Quixote+Do.

Palestra do autor: Espectros poéticos da Justiça

Data: 9 de março, às 19h

Local: AML - R. da Bahia, 1466 - Centro

Entrada gratuita

 

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentar a economia criativa, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$155 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, fundos do Idoso e da Infância e Adolescência, com o apoio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. No último ano, mais de 6,5 mil postos de trabalho foram gerados e 4,8 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

 

Cemig

De onde vem a nossa força?

A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

Viaje para a Itália sem sair de casa

Obra de estreia do escritor Sérgio Giacomelli se passa na Itália em 1949, e aborda temas como o empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial

O romance é, geralmente, relacionado a uma narrativa que envolve uma história de amor entre um homem e uma mulher. Mas é possível construir uma trama que vai além de uma paixão tórrida? D’Angelo – O Viajante de Conca, livro de estreia do escritor Sérgio Giacomelli, prova que sim.

Embora o enredo principal seja os encontros e desencontros de Matteo, empresário do ramo da moda, e Valentine, proprietária de um hotel na Costa Amalfitana, a trama vai além de uma simples história de amor. O escritor traz para as páginas deste romance – que se passa na Itália no pós-guerra – assuntos como empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial.

Quando sentimos a vida passando depressa, temos o desejo de mudar o amanhã para vivermos todos os nossos sonhos e vontades. Assim, cada momento é de vital importância e digno de ser vivido com prazer, se nos comprometermos na busca desses sonhos. Acreditar e caminhar na direção daquilo que nos faz sonhar, garante a continuidade de nossa vida plena e o exercício de nossas virtudes em benefício da felicidade.” (D'Angelo - O Viajante de Conca, p. 17)

D’Angelo – O Viajante de Conca apresenta a emocionante história de Matteo, um homem com mais de 40 anos que perdeu a esposa e a filha durante a 2ª Guerra Mundial e passou a criar o filho sozinho, em Milão. Para mostrar as diversas facetas do amor, Sérgio evidência o vínculo entre pai e filho e como essa relação de cumplicidade e afeto são imprescindíveis para o crescimentao dos personagens.

Ainda, todas as figuras femininas são inseridas com uma história forte, elas são determinadas e donas de si. Um exemplo disso é a protagonista, que apresenta uma personalidade marcante de independência. Valentine nunca se prendeu a nenhum homem, nem mesmo por amor.

Com uma escrita envolvente, a obra marcada pelas relações interpessoais, traz uma família devastada pela guerra e um empresário pioneiro no mundo da moda que trata seus funcionários com muito respeito e admiração. Trata-se de um romance de época cheio de detalhes, descrito de forma sensível, com cenários encantadores, que transporta o leitor para o passado e o faz refletir sobre como o amor pode se apresentar de diferentes maneiras.

Ficha técnica:
Título:  D’angelo - O Viajante de Conca
Autor: Sérgio Giacomelli
ISBN:  978-65-88002-01-8
Editora: Vereda Editora
Formato: 24x17cm
Páginas: 294
Preço: R$ 47,20
Onde comprar: https://amzn.to/2NVg7lD e  http://bit.ly/dangeloviajante

Sinopse: Um romance de época que se passa na Itália, em um cenário entre Milão e a Costa Amalfitana. Depois de perder a mulher e a filha, o único motivo de viver para Matteo é o filho de catorze anos, enquanto mantém suas lojas de roupas finas. O tempo passa e conduz Valentine à loja de Matteo para comprar um vestido. De imediato eles sentem como se conhecessem de outras vidas e passam a se comunicar constantemente. A atração entre os dois aumenta de forma intensa e se transforma em um amor que traz novas perspectivas para a vida de Matteo. Porém entre eles existe a distância. Morando em Milão e cuidando das lojas, ele ainda não pode deixar os negócios nas mãos do filho que ainda é muito jovem. Ela vivendo em Conca dei Marini, na Costa Amalfitana, é dona de um hotel e precisa estar no comando de seus negócios. Ele passa a visitá-la com certa frequência, mas seriam essas viagens suficientes para manter aquele amor? Esse romance vai fazer você viajar no tempo e nas belas paisagens italianas, despertando-lhe o desejo de querer conhecer cada local onde os personagens vivem suas histórias. Você vai se apaixonar pelos personagens e viver com eles uma história de amor e paixão em cada capítulo. Lendo o livro, perceberá que o amor se apresenta de várias formas... Descubra aquela com a qual você se identifica.
 
Sobre o autor: Sérgio Giacomelli é escritor, engenheiro eletricista, nascido em São Miguel do Oeste/SC, passou a infância e a juventude entre a cidade e o campo, aprendendo sobre as diferenças harmoniosas das duas realidades. Viveu muitos anos em Ribeirão Preto/SP e na capital paulista, hoje segue a vida profissional em Belo Horizonte/MG. Apaixonado por pesquisas, cultura e história, é descendente de italianos e coloca essas particularidades neste romance de época.  Sempre gostou de escrever e guardava seus escritos, agora, resolveu tornar este hobby conhecido.
Instagram: @sergiogiacomelliescritor

Segundo livro de Gabriel Sanpêra é um transbordo do existencialismo à beira da favela

Transbordo do existencialismo à beira da favela no livro "A ossada de um moleque", de Gabriel Sanpêra

Segundo livro do autor traz contos que movimentam temáticas por muito tempo submersas na produção literária brasileira refletindo tensionamentos experimentados por muitos, como a resistência do corpo jovem negro periférico LGBTQIA+

 

“A ossada de um moleque” tem a energia da juventude, a sabedoria da ancestralidade e a força da memória. Ficcionalizando lembranças, reconstruindo histórias, invocando ora a espiritualidade e seus ancestrais, ora o cotidiano e suas realidades, Gabriel Sanpêra prova, em seu segundo livro, que não está no mundo a passeio, e que tem uma missão e um sério compromisso com sua escrita. Dessa vez, sua obra ganha forma pela Oríkì Editora, uma editora independente que tem foco em publicações e visibilidade da produção literária preta, favelada e demais identidades preteridas do mercado editorial.
 
“Começamos a nutrir uma vontade de trabalhar com Gabriel desde que conhecemos o seu primeiro livro e passamos a acompanhá-lo pelas redes sociais. O abordamos para que publicasse conosco e quando nos enviou o projeto deste livro, tivemos a certeza que seria mais um sucesso desse jovem autor que foi uma grande revelação no mercado literário com seu livro de estreia”, destaca Daniel Brazil da Okírì Editora.

Na experimentação das formas e formatos, poeticamente proseando com o leitor, Sanpêra brinca de escrever muito a sério sua mensagem.

“Meu processo de criação envolveu um resgate de memórias e fotos antigas de minha avó que tinha como tradição fazer anotações atrás dos retratos. Meus contos nascem dessa inspiração nessas imagens e textos breves, no entanto, carregados de significados e representações de uma cultura”, conta Sanpêra.

O título, escolhido não ao acaso, direciona o olhar a dois dos contos mais representativos da obra e revela, sutilmente, do que o livro trata: a estrutura desse moleque, menino, moço.

A estrutura ancestral, emocional, o racismo estrutural que o atravessa, a estrutura física que impacta caminhos, escolhas, imposições. Há uma tênue linha, invisível, que transpassa os textos fazendo uma conexão única, às vezes quase imperceptível, entre eles. A ossada é elemento literal e simbólico, real e metafórico, dando consistência orgânica ao conjunto de memórias, sonhos, dores, amores, vivências diversas e intensas de um corpo que afirma seu valor e sua existência a cada conto, a cada linha.

“A ossada de um moleque é sobre o ato estético-político de tomar posse da adversidade e, a partir dela, criar. É expressão de saberes que reatam o elo ancestral com a linha vibrante da vida”, explica Simone Ricco, Mestra em Letras/Literaturas Africanas, Educadora Antirracista, Articuladora Cultural, Escritora e quem assina o texto de apresentação do livro.
 

Sobre o autor

Gabriel Sanpêra é escritor e poeta nascido em Barra Mansa, RJ. Ele escreve e performa sobre si, sobre os seus, sobre o cotidiano de corpos que existem, amam, lutam, sorriem em diáspora. Atualmente vive em São Paulo onde atua como escritor e roteirista, estuda Comunicação e Tecnologias e facilita processos de cocriação remota. É também autor do roteiro do curta Baldes, adaptado para o trabalho do diretor Thiago Rocha, também de Barra Mansa-RJ.

Eternizou seu bairro, Vista Alegre em Barra Mansa em seu primeiro livro de poemoas, o  “Fora da Cafua”, que foi premiado e faz parte do acervo de literatura na Universidade de Buenos Aires. Esse primeiro trabalho já apontava para uma linha literária cheia de identidade e reconhecimento. Um material que foi todo escrito no bloco de notas de um celular, por um jovem negro enquanto se movimentava entre sua casa e seu trabalho.

Com “Fora da Cafua”, Sanpêra revela a força da sua identidade e de suas memórias familiares, de suas raízes e da relação com sua cidade e o impacto dessa história na sua escrita.
 
O mais fascinante, segundo a escritora Jarid Arraes é “a sutileza das mudanças e das misturas. A musicalidade e a oralidade que se posicionam ombro-a-ombro com a construção poética de Gabriel. Escritores como Gabriel estão confortáveis em suas próprias estéticas. Estão seguros de suas referências. Problema seu se você não compreendeu, se o seu repertório é limitado. Há quantos séculos fazemos o movimento contrário?

A juventude negra, LGBT e periférica tem uma estética excelente para ensinar. Gabriel Sanpêra demonstrou possuir elementos. Que eles enriqueçam seu repertório também.”

Jarid Arraes é uma escritora cearense, cordelista e poeta brasileira, autora de quatro livros publicados e 60 títulos em cordel, premiada pela Biblioteca Nacional, APCA e seus livros figuram nas listas de melhores livros de diversos canais de relevância nacional.
 

Sobre a editora

Oríkì Editora é uma editora independente com foco em publicações e visibilidade da produção literária preta, favelada e demais identidades preteridas do mercado editorial, que preza pela alta qualidade literária e editorial, fora de padrões hegemônicos, cujo objetivo é proporcionar uma experiência única de leitura.

Uma empresa conduzida por pessoas que acreditam que a literatura é uma das formas de expressão mais potentes que existe e cujo nome traz em si a marca desta potência.
 

 
Título: A Ossada de um moleque
Autor: Gabriel Sanpêra
Editora: Oríkì Editora
Apresentação de Simone Ricco.
Gênero: Contos/híbrido
Formato: 14x21cm
Páginas: 98
ISBN: 978-65-88649-01-5
 
Venda pelo site: Oriki Editora

Novos escritores podem se inscrever no edital Poesia InCrível, projeto da Crivo Editorial que oferece prêmio em dinheiro e publicação de livros

Jovens poetas de Belo Horizonte terão a oportunidade de publicarem suas obras, além da premiação em dinheiro

Com o objetivo de estimular novos autores e autoras de poesia em Belo Horizonte, a Crivo Editorial lança o edital 2021 do projeto Poesia InCrível. Até o dia 27 de maio, o regulamento e informações para inscrições ficam disponíveis no perfil da editora no Instagram (@crivoeditorial). Os poetas interessados concorrem a prêmios em dinheiro, além da publicação de suas obras.

O edital é destinado a poetas iniciantes, sem nenhuma obra de poesia publicada, residentes em Belo Horizonte. Uma comissão julgadora vai escolher os dois primeiros colocados que recebem, respectivamente: um prêmio no valor de R$ 2.500 e a publicação de um livro com tiragem de mil exemplares; e no valor de R$ 1.500, além da publicação de um livro com tiragem de 500 exemplares. Ambos participam do lançamento online de suas edições.

Desde 2014, o projeto vem revelando novos escritores e já publicou 10 livros. A ideia é movimentar a cena poética da cidade e estimular a leitura deste gênero literário. “A poesia é uma grande vocação da Crivo Editorial, procuramos sempre caminhos para fomentar este gênero, incentivar novos autores, estimular a leitura e fortalecer sua participação no mercado editorial”, diz Lucas Maroca, editor e sócio da Crivo.

As inscrições são gratuitas e ficam disponíveis até o dia 27 de maio. O resultado será divulgado em julho de 2021 e ambos os selecionados terão suas obras publicadas em livro impresso, ebook e audiobook. Os livros publicados pelo projeto serão distribuídos em todas as regionais de Belo Horizonte, gratuitamente. Pelo menos um dos vencedores terá que residir em Venda Nova, região nordeste ou Barreiro, de forma a descentralizar e democratizar a participação das pessoas no concurso.

O Poesia InCrível é realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

 
Sobre a Crivo Editorial:

Editar a cidade. Participar da vida pública de Belo Horizonte por meio de livros. Dar voz a autores nos cenários: artístico, político e social. Em 2012, a Crivo Editorial surge, pioneira, com o propósito de intervir na cidade: propondo trocas e a criação de um diálogo horizontal com os múltiplos e diversos universos presentes em BH. Deslocando-se da função de uma editora para a atividade de um Editorial, a Crivo acredita na transformação da cidade, por meio da palavra e da escrita.  Atualmente, a Crivo Editorial possui aproximadamente 120 publicações. Movimenta-se no sentido de tornar-se um editorial e reafirma a sua ideia de não somente editar livros, mas coparticipar do processo de “edição da cidade”.
 
SERVIÇO
Edital Poesia InCrível 2021

Data: 27 de abril a 27 de maio de 2021

Regulamento e mais informações: Instagram.com/crivoeditorial

Títulos que abordam temas polêmicos crescem nas vendas e atraem cada vez mais leitores

Mudanças no comportamento da população diante da pandemia refletiu no perfil dos lançamentos

A pandemia trouxe uma profunda reflexão ao ser humano sobre a necessidade de mudar hábitos e repensar padrões de comportamento e visões tradicionais que já não fazem mais sentindo para os tempos atuais.

Nesse sentindo, o mercado editorial enxergou essa oportunidade e, cada vez mais, é possível encontrarmos livros que abordem assuntos complexos, delicados ou anteriormente vistos como tabu. Editoras e autores têm buscado tornar a leitura mais próxima das necessidades do leitor, oferecendo títulos que discutam temas ligados a dilemas, escolhas, medos, inseguranças, preconceitos, fraquezas e imperfeições.

Para Eduardo Villela, book advisor e especialista no mercado editorial, esse crescimento nas vendas foi provocado pelo isolamento social. “Tenho observado, principalmente nas áreas em que assessoro autores na escrita e publicação de seus livros , como os livros de negócios, por exemplo, que, ao contrário do que ocorria anteriormente, onde os conteúdos eram mais técnicos e traziam modelos, estratégias e ações para o alcance do sucesso, as pessoas estão buscando cada vez mais informações sobre riscos, o que não dá certo, erros, problemas, desafios e a forma de contorná-los. As publicações estão ficando mais próximas da realidade do leitor e tratam de suas dores e dificuldades no dia a dia de trabalho com mais naturalidade. É muito positivo que os livros estejam falando mais de equívocos e más práticas. Percebo que as empresas e os profissionais estão passando por uma mudança da mentalidade ‘é proibido errar’ para uma nova em que você pode, sim, errar, desde que aprenda com seus erros e busque se tornar melhor. Isso está se refletindo nos livros”, completou.

Eduardo explica que as pessoas estão buscando nos livros um meio para refletirem mais e aproximarem-se de seus problemas. Isso para qualquer gênero. “Não é uma tendência que surgiu com a pandemia, mas acredito que esteja se consolidando agora. Eu observo isso acontecendo já há alguns anos e consigo destacar alguns títulos que se encaixam neste perfil,  como por exemplo “A coragem de ser imperfeito”, de Brené Brown, que revela ser necessário aceitarmos nossas fragilidades para prosperamos na vida,  “12 Regras para a Vida: Um antídoto para o caos” escrito por Jordan Peterson, que traz uma reflexão sobre o valor de sermos plenamente responsáveis por nossas vidas e buscarmos viver a vida com significado; outro exemplo que posso citar é “Nascidos para Comprar” escrito por Juliete B. Schor, que mostra como o marketing e a propaganda voltados ao público infantil podem influenciar e converter as crianças em futuros consumidores compulsivos e “A Infância Perdida”, de Diane E. Levin e Jean Kilbourne, que levanta a discussão sobre os perigos da sexualização precoce das crianças provocados pela cultura contemporânea. São livros que trazem de forma contundente a discussão de assuntos delicados e fundamentais para a evolução no nosso pensar e agir”

O book advisor conclui: “Hoje existe uma busca pela quebra de vários padrões de comportamento e isso está retratado diretamente no universo dos livros, onde os autores estão colocando o dedo nas feridas do autoritarismo, conservadorismo e trazendo novas perspectivas sobre a forma como nos relacionamos com nós mesmos e uns com os outros.” Certamente, a humanidade não será a mesma no pós-pandemia.

Eduardo Villela é Book Advisor e assessora pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004. Já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento e psicologia, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias/autobiografias, livros de família e ficção infantojuvenil e adulta.

Envelheci, e agora? Autora ensina a lidar com as angústias

Em novo livro, a gerontóloga e psicoterapeuta Lígia Posser ensina como passar por cima das inseguranças para viver a senioridade com mais plenitude, autonomia e lucidez

A velhice chegou, e agora? Incertezas sobre quais rumos tomar e medos como a morte, solidão e perda de independência são a porta de entrada à terrível sensação de vazio existencial em idosos. Lidar com estes sentimentos e angústias é um grande desafio e requer uma jornada diária em busca da evolução pessoal.

No novo livro Idosos e Espiritualidade, a gerontóloga e psicoterapeuta holística Lígia Posser compartilha um método que desenvolveu para os idosos aprimorarem o autoconhecimento e o autocuidado. O propósito é que possam desfrutar da chamada melhor idade com mais plenitude e autonomia.

Dividido em quatro etapas, o Método do Autoconhecimento é como um veículo facilitador desta busca pelo conhecer a si mesmo. Por meio da meditação, uso de cristais e plantas terapêuticas, transporta o praticante a um estado de felicidade e reconforto nesta nova etapa da vida. Para tornar o processo mais efetivo, o livro traz espaços de escrita para que o leitor possa realizar as atividades práticas propostas e mergulhar fundo no método.

Nas 160 páginas da obra, a autora ainda reforça temas de importante debate, que seguem sendo tabu e geram dúvidas a quem envelhece, como o amor e sexo na terceira idade. Segundo Lígia, estes dois tópicos não têm prazo de validade. Pelo contrário, devem ser cultivados livremente e reinventados pelo casal.

Com 70 anos de idade e autora de outros quatro livros, Lígia conta que o despertar para este lançamento surgiu durante a pandemia, quando os idosos se tornaram o principal grupo de risco e foram orientados a ficar em casa. Ela uniu experiências pessoais, anos de estudo e histórias de pacientes que acompanhou no consultório para mostrar que é possível mudar a rotina e a mente a ponto de viver a velhice com alegria, saúde e independência.
“Envelhecer com dignidade é fazer suas escolhas sem censuras ou cobranças, se permitindo ir além, sem se preocupar com a opinião dos outros, (...) dizer não quero, não gosto, enfim, permitir-se ser da forma que o faz se sentir feliz e livre, sem dar satisfações sobre suas decisões”. (Idosos e Espiritualidade, pág. 105)

Mais do que um guia para envelhecer melhor e mais feliz, o livro Idosos e Espiritualidade é destinado também a profissionais de apoio à saúde física e mental dos idosos, familiares e cuidadores, assim como para jovens e adultos que desejam começar agora mesmo a cultivar hábitos para uma vida saudável e longeva.

Ficha técnica
Título: Idosos e Espiritualidade
Autor: Ligia Posser
Editora: Luz da Serra Editora
ISBN: 978-65-88484-15-9 | 978-65-88484-14-2 (eBook)
Páginas: 160
Formato: 16x23cm
Preço: R$ 52,90
Links de venda: Luz da Serra Editora e Amazon
Sinopse: Idosos e Espiritualidade reúne diversos temas relacionados ao envelhecimento: o ato de se aposentar, a importância de poder fazer suas próprias escolhas e manter sua privacidade, como manter relacionamentos saudáveis com a família e parceiro(a), como utilizar o poder dos cristais e das plantas nesta fase específica da vida, cuidados com o corpo e a mente na terceira idade, desenvolvimento da espiritualidade e despertar da consciência enquanto idoso. Além disso, inclui um método de quatro passos rumo ao autoconhecimento e evolução pessoal, visando contribuir para uma vida verdadeiramente saudável, longeva e plena.
Sobre a autora: Lígia Posser é gerontóloga e escritora, além de professora universitária especialista em Gerontologia, Psicologia Clínica, Psicopedagogia, Supervisão Escolar, Orientação Educacional e Psicologia Educacional. Possui formação em Terapias Reencarnacionistas pela ABPR e Hipnose Clínica pela Universidade de Barcelona. Ministra cursos no Brasil e no exterior nas áreas de Estética, Bioenergia e Terapias Holísticas e Complementares, bem como Cristaloterapia, Cromoterapia, Aromaterapia, Geoterapia e Florafluidoterapia. Já com 70 anos, sentiu o chamado para compartilhar sua sabedoria e vivências adquiridas ao longo de toda uma vida ativa e permeada de alegria e leveza.
Site autora: ligiaposser.com.br
Redes sociais: Instagram | Facebook
Site editora: https://www.loja.luzdaserraeditora.com.br/
Redes sociais: @luzdaserraeditora