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Brasil unido contra a dengue

O combate à dengue no Sudeste do Brasil tem se tornado uma prioridade de saúde pública nos últimos anos, à medida que surtos da doença se intensificam e afetam milhões de pessoas. Com a urbanização crescente, as condições climáticas favoráveis, e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, a região tem enfrentado desafios significativos para controlar e prevenir a disseminação da doença.

A Dengue: Causas e Sintomas

A dengue é uma doença viral transmitida pelo Aedes aegypti, um mosquito que se reproduz em água parada, comum em áreas urbanas. O vírus possui quatro sorotipos diferentes, e a infecção por um deles pode causar desde sintomas leves, como febre e dores no corpo, até casos graves, como a dengue hemorrágica, que pode ser fatal.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre alta repentina
  • Dor de cabeça intensa
  • Dor atrás dos olhos
  • Dores musculares e articulares
  • Manchas vermelhas na pele
  • Cansaço e mal-estar

A dengue grave pode evoluir para complicações que incluem hemorragias, choque e falência de órgãos, exigindo tratamento intensivo.

Situação Atual no Sudeste

O Sudeste, que inclui os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, registra altos índices de casos de dengue devido a fatores como o clima tropical, chuvas intensas e calor, que favorecem a reprodução do mosquito. A urbanização desordenada e a acumulação inadequada de lixo também contribuem para a proliferação de criadouros.

Em 2024, o aumento das notificações da doença levou as autoridades de saúde a reforçarem as campanhas de combate ao mosquito, especialmente em cidades densamente povoadas. São Paulo e Minas Gerais têm sido os estados mais afetados, com surtos sazonais recorrentes que desafiam os sistemas de saúde.

Estratégias de Combate

O combate à dengue no Sudeste do Brasil envolve diversas frentes, combinando ações governamentais com a participação da sociedade. Entre as estratégias adotadas, destacam-se:

  1. Controle de Criadouros: A eliminação dos focos de água parada, como pneus, vasos de plantas, caixas d'água e entulhos, é uma das medidas mais eficazes. Campanhas de conscientização têm incentivado os cidadãos a manterem seus quintais e áreas urbanas limpas, reduzindo os locais onde o mosquito pode se reproduzir.

  2. Iniciativas de Saneamento: Em áreas mais vulneráveis, governos locais têm investido em melhorias no sistema de saneamento básico, coleta de lixo e drenagem de águas pluviais, visando minimizar os criadouros do mosquito.

  3. Uso de Inseticidas e Fumacê: As autoridades de saúde frequentemente utilizam inseticidas para eliminar os mosquitos em áreas de risco. O fumacê, que é a pulverização de inseticida em regiões afetadas, é uma medida emergencial, embora seu impacto seja limitado a curto prazo.

  4. Tecnologia e Inovação: Algumas cidades do Sudeste têm implementado métodos mais inovadores para o controle do mosquito, como o uso de mosquitos geneticamente modificados, que reduzem a reprodução do Aedes aegypti. Além disso, a liberação de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que inibe a transmissão do vírus da dengue, tem mostrado resultados promissores.

  5. Campanhas de Educação e Mobilização Social: A participação ativa da população é crucial no combate à dengue. Campanhas educativas em escolas, centros comunitários e pela mídia têm como objetivo informar sobre a importância de prevenir a proliferação do mosquito e reconhecer os sintomas da doença precocemente.

  6. Vigilância Epidemiológica e Monitoramento: O acompanhamento de casos e a identificação de surtos são fundamentais para a resposta rápida das autoridades de saúde. O uso de aplicativos e sistemas de monitoramento de dados tem facilitado a localização de áreas críticas e a implementação de ações de controle mais direcionadas.

Desafios no Combate à Dengue

Embora muitas medidas tenham sido implementadas, o combate à dengue no Sudeste do Brasil ainda enfrenta obstáculos. A rápida urbanização, combinada com a falta de saneamento adequado em algumas áreas, cria condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti. Além disso, o combate ao mosquito é uma tarefa contínua, que exige esforços coordenados e permanentes.

Outro desafio é a conscientização da população, que nem sempre se mobiliza de maneira eficaz. Muitas vezes, medidas simples, como tampar recipientes com água e evitar o acúmulo de lixo, não são seguidas com rigor, o que dificulta o controle da doença.

Além disso, os quatro sorotipos da dengue representam um risco adicional: pessoas que contraem um tipo do vírus podem desenvolver uma forma mais grave da doença se forem infectadas por outro sorotipo. Isso torna a vacinação e o acompanhamento médico fundamentais para a prevenção de casos graves.

Perspectivas e Soluções Futuras

Para o futuro, as perspectivas incluem o desenvolvimento e a ampliação do uso de vacinas contra a dengue, que podem ajudar a reduzir o número de casos graves e surtos. A vacina Dengvaxia já está disponível, embora com restrições, e novas vacinas estão em fase de testes.

Também há uma crescente ênfase na colaboração entre diferentes níveis de governo, organizações internacionais e a sociedade civil para enfrentar a dengue de maneira integrada e sustentável. Programas de saúde pública mais robustos e uma melhor infraestrutura urbana são essenciais para garantir que os surtos de dengue sejam controlados de forma eficaz.

O combate à dengue no Sudeste do Brasil é uma questão complexa, que envolve múltiplas dimensões, desde o controle ambiental até a conscientização pública. Embora as estratégias adotadas tenham reduzido o impacto de grandes surtos, o aumento dos casos mostra que a luta contra a dengue precisa ser constante e dinâmica. Somente com a colaboração de todos – governo, instituições de saúde e população – será possível vencer essa batalha e garantir a saúde e o bem-estar da população.

Para mais informações acesse: www.gov.br

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Governo vai enviar vacinas contra dengue para mais 29 municípios

Novo lote completa lista de 521 cidades que receberão o imunizante

O Ministério da Saúde informou que vai enviar doses de vacinas contra dengue para mais 29 municípios nos próximos dias. O novo lote vai completar a lista de 521 municípios selecionados para receber as doses até a primeira quinzena de março. Até o momento, 492 cidades já receberam os imunizantes.

A vacinação contra a dengue começou neste mês e é destinada à aplicação em crianças de 10 e 11 anos. Até o fim deste ano, a vacinação com a Qdenga, nome comercial do imunizante, será ampliada para adolescentes de 12,13 e 14 anos que moram nos 521 municípios.

Os municípios foram escolhidos para receber os primeiros lotes das vacinas por estarem localizados em áreas de com alta incidência da dengue tipo 2 (Sorotipo 2), que provoca infecção mais grave da doença.

A restrição de regiões que vão receber a vacinação foi feita diante das dificuldades apresentadas para produção e oferta da vacina, elaborada pelo laboratório Takeda. A partir da entrega de mais carregamentos, a vacinação será ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, foram compradas 5,2 milhões de vacinas neste ano. Em 2025, serão mais 9 milhões.

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. Em dezembro do ano passado, a pasta anunciou a incorporação do insumo no SUS.

Pelo menos seis estados já declararam situação de emergência devido aos casos registrados de dengue na população. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Acre, Goiás e o Distrito Federal estão na lista.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Edição: Denise Griesinger

Fonte: Agência Brasil

  • Publicado em Saude

Nova vacina contra a dengue já está disponível na Araujo

Recomendada a todas pessoas de 4 a 60 anos, a vacina reforça cobertura vacinal no estado

Mais de 1.400 casos suspeitos de dengue. Esse é o balanço do monitoramento da doença nos primeiros dez dias do ano no estado. Segundo o Boletim Epidemiológico de Minas Gerais, mais de 300 mil casos foram registrados em 2023, incluindo 197 óbitos confirmados e 73 óbitos em investigação. Em resposta à incidência crescente, a Drogaria Araujo iniciou, em janeiro, uma campanha de vacinação contra a dengue com a nova vacina Qdenga R, registrada no Brasil.

A vacina imuniza contra os sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus da dengue. Nos estudos clínicos antes da liberação para uso e aplicação desta vacina, foi demonstrada a eficácia para os quatro sorotipos de 80,2%, até 36 meses após a aplicação. “Durante a pandemia de Covid-19, vimos a importância da vacinação para controlar doenças infecciosas e transmissíveis, podendo acrescentar os mesmos resultados nos surtos de febre amarela e de influenza (gripe). Agora, temos essa grande oportunidade de controlar o aumento do número de casos de dengue em nosso estado”, avalia a médica especialista em medicina laboratorial, referência na área de imunizações em Minas e parceira da Araujo, Paula Távora.

Em dezembro de 2023, o governo anunciou que incorporou a vacina contra dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas o imunizante não será disponibilizado em larga escala. “Em um primeiro momento, a vacina será oferecida nos postos de saúde somente a grupos prioritários e em algumas regiões onde a incidência da doença é mais elevada”, explica o coordenador de Serviços Farmacêuticos da Drogaria Araujo, Cristiano Andrade Ribeiro, contextualizando a importância da comercialização do imunizante para aumentar a cobertura vacinal da população

A vacina é subcutânea, recomendada para pessoas de 4 a 60 anos de idade, e aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. “É um imunizante seguro, que não apresenta eventos adversos importantes, de acordo com todos os estudos realizados até o momento”, esclarece Paula Távora.  Os mais comuns são reações no local da aplicação, como dor, vermelhidão, inchaço e, com menor frequência, dor de cabeça, no corpo e febre baixa. A vacina está contraindicada para gestantes, lactantes, pessoas que tiveram quadro de febre 48 horas antes da vacinação e para quem possui hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer excipiente da vacina.

Diagnóstico precoce previne evolução dos casos

A dengue varia desde uma doença assintomática até quadros graves, com hemorragia e choque, podendo ser fatal. Além da vacina, o diagnóstico precoce é importante para prevenir a evolução dos casos. Normalmente, o primeiro sintoma da doença é a febre alta (39° a 40°C), de início repentino, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. “Caso sinta dor abdominal intensa e vômito, procure atendimento médico imediatamente. Esses sintomas são indicadores de evolução para quadros mais graves”, explica a médica Paula Távora.

Nesses casos, também é importante realizar o teste de dengue para confirmar o diagnóstico e garantir uma recuperação mais rápida. A Araujo oferece o teste dengue duo – Dengue NS1 (antígeno viral) e IgM IgG (anticorpos). O resultado é rápido, em até 30 minutos, auxiliando a assistência médica no estágio inicial da doença. “A melhor escolha é sempre a prevenção. O combate à dengue é um trabalho coletivo e imprescindível para a saúde de toda a população. Ao sentir algum sintoma, procure um farmacêutico na Araujo mais próxima e faça o teste rápido de dengue”, alerta Cristiano Ribeiro, reforçando que a drogaria também oferece os testes rápidos de mais duas viroses, Chikungunya e Zika. 

Sobre a Araujo

Reconhecida pelos serviços inovadores e com um mix de milhares de produtos de conveniência, saúde, beleza e bem-estar, a Drogaria Araujo começou sua história em 1906 na recém-fundada capital mineira. Essa trajetória de sucesso é também uma história de pioneirismo e compromisso com o cliente: a Araujo foi a primeira drogaria de Belo Horizonte a oferecer o plantão 24 horas (1933), a primeira a oferecer o serviço de telemarketing do Brasil – o Drogatel Araujo (1963), a primeira drogaria Drive-Thru (1990) e a primeira a implantar o modelo drugstore. Na área de medicamentos, também não é de hoje que a empresa se destaca. O “Padrão Araujo de Medicamentos” dá nome novo para uma confiança antiga: de que na Araujo você sempre encontra medicamentos com garantias de procedência, preço baixo, variedade e estoque.

  • Publicado em Saude