Santuário do Caraça preserva espécies de plantas ameaçadas de extinção e flora endêmica
Além de reunir cultura, história, religiosidade e ser um destino turístico conhecido mundialmente, a Reserva Particular do Patrimônio Natural tem preciosidades vegetais que podem ser vistas apenas por lá
Que o Santuário do Caraça é um verdadeiro paraíso não é novidade. Mas o que nem todos os milhares de turistas que visitam o local todos os anos sabem, é a riqueza ambiental peculiar e única que a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) oferece. Além se ser um destino turístico que projeta a região para todo o mundo, é foco para pesquisas de diversos profissionais, principalmente da biologia, que buscam conhecer as preciosidades naturais, como a curiosa flora endêmica e a espécies de plantas que estão ameaçadas de extinção.
Segundo o gerente, no local já foram registrados exemplares de plantas que só podem ser encontradas no Santuário do Caraça. “Foram documentadas 241 espécies de pteridófitas, como a Huperzia rubra, hoje chamada Phlegmariurus ruber, além de espécies de candeias, vellozias, canjerana, lírios e ipês-amarelos e mais de 1.400 espécies de fanerógamas, sendo as famílias mais ricas as orquidáceas, bromeliáceas, eriocauláceas, rubiáceas, mirtáceas, melastomatáceas. Temos uma grande responsabilidade na preservação ambiental, pois cerca de 80 espécies destas famílias estão na lista oficial de plantas ameaçadas de extinção em Minas Gerais e dentre as 210 espécies de orquídeas já documentadas, nove estão ameaçadas no Estado. Os dois picos mais altos da Serra do Espinhaço estão dentro da reserva natural do Santuário do Caraça: o Pico do Sol, que fica a 2.072 metros de altitude, e o Inficionado, com 2.068 metros, e neles são encontradas diversas espécies de plantas que só sobrevivem em matas nebulares e campos rupestres acima de 1.900 metros de altitude, o que, consequentemente, atrai a atenção de pesquisadores de todo o mundo”, completa.A gastronomia do Caraça é um ponto que merece atenção especial dos visitantes. Além da experiência de comer no refeitório histórico, com toda a simplicidade e variedade de sabores da comida mineira, é possível saborear pães, bolos e biscoitos, doces, geleias e compotas. O queijo minas artesanal, cujo processo de fabricação existe há mais de 200 anos, é uma das delícias mais procuradas no Santuário e é matéria prima de vários pratos da região em concursos e festivais gastronômicos.
A hora do lobo
Um dos grandes atrativos do Santuário do Caraça é a famosa hora do lobo. A tradição de aguardar a visita do lobo todos os dias à noite começou no Caraça em maio de 1982, quando algumas lixeiras começaram a aparecer derrubadas e reviradas. Num primeiro momento pensou-se que isto poderia ser causado por cachorros. Começou-se a observar e se descobriu que o grande cachorro que revirava as lixeiras do Santuário era na verdade o Chrysocyon brachyurus, que quer dizer "animal dourado de rabo curto". É chamado Guará porque em tupi-guarani, na língua dos indígenas, guará significa "vermelho".
O Caraça é uma estrutura cultural em constante formação. Começou por volta de 1770, quando o Irmão Lourenço de Nossa Senhora iniciou a construção do 'hospício', como então era chamada a hospedaria para acolher peregrinos, e uma ermida – capela barroca, dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Posteriormente, a instituição transformou-se em Colégio e Seminário. Atualmente o lugar mantém a sua essência, proporcionando às pessoas a chance de interagir com sua história.
O território do Complexo do Caraça integra a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de BH, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce, que abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.
A Biblioteca hoje está instalada no prédio onde funcionava o célebre Colégio, que hoje abriga também o Museu, o Arquivo e um Centro de Convenções
O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e com algumas peças remanescentes de séculos passados, constitui um interessante lugar de visitação, diariamente procurado pelos hóspedes e visitantes, através de percursos guiados pelos monitores ou por conta própria, com taxa de visitação de R$ 5.
Igreja Neogótica
O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e toda com material regional: pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos de base de cal, pó de pedra e óleo.
Santuário do Caraça
Local: Estrada do Caraça, Km 9 - Entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara -
CEP 35960-000
Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do cômodo acesso por trem
(Estação Dois Irmãos - Barão de Cocais)
Instagram: @santuariodocaraca
Facebook: https://www.facebook.com/
Reservas: centraldereservas@
Consulte valores para taxa de entrada: https://www.santuariodocaraca.
Clique aqui para o download de fotos de algumas espécies de plantas presentes no Santuário.
Clique aqui para o download de fotos de divulgação das demais fotos de divulgação do Santuário do Caraça.
- Publicado em Entretenimento

Uma técnica que nasceu nos Estados Unidos e vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, o Bible Journaling é a nova moda entre quem gosta de escrever, ilustrar e desenhar. A técnica consiste em destacar versículos, registrar insights, reflexões, referências, memórias e outras anotações das passagens bíblicas favoritas.
Segundo Márcio Mol, o registro traz também outros nomes que hoje ajudam com muita dedicação, a manter o Santuário do Caraça. “Falamos de religião, de cultura e muita tradição, por isso, trazemos no documentário outros nomes, como exemplo o Irmão Adriano Ferreira Silva, que conhece a história do local do início ao fim. Ele já frequentava o Caraça quando era criança e logo depois se tornou um membro da Congregação Missão, nos ajudando muito a mostrar e a direcionar os nossos visitantes a conhecerem melhor toda a riqueza daqui.
