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Dia das Mães: Como ser uma mãe empreendedora de sucesso?

Por Regina Fernandes

O empreendedorismo materno é um modelo de trabalho que vem ganhando destaque considerável nos últimos anos, mas infelizmente, impulsionado por um motivo desanimador: a necessidade de sobrevivência como reflexo a um mercado de trabalho hostil em relação à maternidade.

Um estudo feito pela FGV trouxe dados preocupantes que comprovam essa teoria. Segundo os dados divulgados, cerca de 50% das mulheres são demitidas em até dois anos após retornarem da licença maternidade. Para piorar, muitas profissionais optam pela demissão devido às severas dificuldades em conciliar a rotina de trabalho com os cuidados com o novo membro da família.

Por mais que o nascimento de um filho traga uma alegria imensa à toda família, não há como negar que sua chegada também traz uma nova dinâmica para a vida da mulher e sua rotina dentro de casa. Dessa forma, empresas que não permitem uma flexibilidade no dia a dia ou que ainda não possuem preparo para tal, dificultam o desempenho e eficiência das profissionais após o parto.

Em meio a esse cenário, o empreendedorismo se torna a melhor opção para que essas mulheres consigam continuar ativas no mercado de trabalho sem que tenham que deixar de lado o cuidado e carinho com os pequenos. Ser um empreendedor não é uma tarefa fácil e exige grande persistência e preparação. Então, a grande pergunta que muitas se fazem é: como se tornar uma mãe empreendedora de sucesso?

O primeiro passo é ter em mente o segmento que deseja atuar. O empreendedor nato precisa estar constantemente antenado e atualizado sobre o que está acontecendo em seu mercado de atuação. Para as mães empreendedoras, isso se torna ainda mais importante.

Isso porque alguns segmentos que não necessitam um contato direto com clientes ou parceiros e, tampouco estar de portas abertas para funcionar, permitem com maior facilidade a tão desejada flexibilidade e possibilidade de conciliar a agenda com as crianças. Como exemplo, estão atividades que permitem um tempo livre de fim de semana, empresas de produção de conteúdo, consultorias, e até mesmo empresas do segmento de vendas online.

Além disso, essa análise minuciosa do mercado também é importante para a prevenção de possíveis riscos e preparação para crises. Ao estudar o mercado e a economia mundial, é possível entender quais as melhores áreas para se aventurar, se antever a possíveis problemas que podem afetá-lo e até elaborar um bom planejamento financeiro, evitando gastos desnecessários. O mercado sempre dá sinais e é preciso estar sempre atento – seja por meio de jornais, televisão ou plataformas online.

A partir desse mapeamento, a segunda dica fundamental para ter sucesso ao empreender é ter uma alta organização e disciplina. Trabalhar em casa requer muita concentração, principalmente com crianças ao redor que adoram se divertir e brincar o dia todo. Uma ótima forma de conseguir isso é distraindo os pequenos com brinquedos que os mantenham interagidos, sempre se preocupando em protegê-lo de objetos que possam oferecer algum tipo de perigo, como pontas de mesa e tomadas abertas, por exemplo.

Para aquelas que tiverem condições, opte por colocar os filhos em escolas – mesmo as de meio período – ou ainda, contrate alguém que possa cuidá-los durante parte do dia. Dessa forma, você terá segurança de que ele estará em boas mãos e maior tranquilidade para se concentrar no trabalho.

Por fim, as empreendedoras devem buscar o auxílio de um contador para ajudá-las em todo processo de abertura da empresa e durante toda sua operação. Esse profissional deve ser uma pessoa de extrema confiança e boa formação, com a qual você possa falar sobre seu sonho, dores, necessidades e pedir orientações técnicas para tirar o projeto do papel, além de ajudá-lo nas dúvidas operacionais que com certeza sugirão. Um bom contador fornecerá o melhor direcionamento para o sucesso do seu negócio, com orientações e dicas para que tome a melhor decisão, seja na abertura da empresa ou no desenvolvimento do dia a dia.

Ser uma mãe empreendedora de sucesso não precisa ser uma tarefa difícil. Com disciplina, organização, preparação e, principalmente, o auxílio de um contador experiente, seu negócio tem tudo o que precisa para dar certo. Sem falar que não precisará ficar preocupada e dividida entre cumprir com suas responsabilidades no trabalho e cuidar do tão amado filho.
 
 

Regina Fernandes é perita contábil, trainer em gestão, mentora e responsável técnica da Capital Social, escritório de contabilidade com 10 anos de atuação que tem como objetivo facilitar o dia a dia do empreendedor. Localizado na cidade de São Paulo, atende PMEs do Brasil inteiro por meio de uma metodologia de contabilidade consultiva, efetiva e digital. 

Monte Carlo apresenta a coleção Aflore, seu grande lançamento de joias do ano

Estrelada por Grazi Massafera, a nova coleção explora o processo de florescer e a conexão com a natureza em joias inéditas, distribuídas em onze linhas sofisticadas que reforçam ainda mais a feminilidade natural de cada mulher



 
Inspirada na feminilidade da mulher e suas formas de expressão, a tradicional joalheria brasileira Monte Carlo apresenta sua nova coleção Aflore – uma ode ao ato de florescer e de se redescobrir. O grande lançamento traz joias que são um tributo à beleza natural de cada mulher, com design único, fluido e impactante que transbordam a delicadeza, sofisticação e despertam o encantamento. As criações retratam o desabrochar das flores e representam o movimento de florir e de embelezar o mundo que, neste momento, precisa de paz e de frescor. Ricas em detalhes e repletas de pedras preciosas, as coleções possuem texturas, cores e formas surpreendentes.  

Estrelada por Grazi Massafera, embaixadora da Monte Carlo desde 2019, a quarta campanha com a atriz evoca a delicadeza da nova coleção e ressalta como é bonito apreciar e observar o que é natural – exaltando o belo e as surpresas que a natureza proporciona aos nossos olhos. “Minha relação com a Monte Carlo é muito especial, nossa parceria tem crescido a cada coleção e, com isso, nossa relação se tornou mais próxima, quase familiar. Mesmo porque as joias fazem parte de histórias da nossa vida. São tão especiais, que vou passar para a minha filha no futuro”, comenta Grazi.  

Por meio de criações únicas, a Monte Carlo propõe uma coleção com onze linhas especiais que refletem o melhor que a natureza pode nos oferecer: a calma, o equilíbrio, a esperança e a beleza. O resultado são joias extraordinárias com design exclusivo em prata, ouro amarelo e ouro branco combinadas com diamantes, rubis, safiras, topázios e outras pedras preciosas. Em tempo para o Dia das Mães, as primeiras peças a chegarem nas lojas são as linhas Irradiar, Movimento, Despertar, Néctar, Ciclos, Voar, Serena e Sentidos – joias que fazem alusão a formas e símbolos presentes na natureza, trazendo uma estética cheia de significado e elegância. Destaque para a coleção Irradiar, com joias em ouro amarelo 18 quilates e diamantes em lapidação brilhante, que representa a luz interna de cada um através de brincos, anéis, colar, pulseira e pingente em designs modernos e clean. O acabamento fosco escovado traz o que há de mais atual no mundo da joalheria. Em seguida, as linhas Semear, Conexão e Evolução prometem encantar todas as clientes da Monte Carlo para o Dia dos Namorados, trazendo uma conexão profunda com os fascinantes ciclos da vida e com a alma das mulheres.  

“Enxergo o tema da coleção como um momento muito atual. Estamos mais reclusos, aflorando nossos conhecimentos. Pelo menos, é isso que estou fazendo neste tempo que estou mais dentro de casa, mais reclusa. Estou transformando este tempo para amadurecer, para evoluir espiritualmente e de todas as formas possíveis. Quase nunca temos este tempo de pausa, de parar, de pensar. Então, aflorar para mim é isso. Também estou aflorando as relações dentro da minha casa, as relações comigo mesmo, com a minha sensibilidade. Este nome diz muito sobre todo o processo que estamos vivendo”, conta Grazi. 

Os lançamentos chegam a tempo de duas datas muito especiais, o Dia das Mães e Dias dos Namorados, com opções para todos os gostos e estilos. Joias são presentes ideais para ambas as ocasiões pois representam laços eternos de amor – podendo ser um símbolo de afeto entre gerações ou entre parceiros de vida. O desejo de eternizar laços, sentimentos e histórias faz parte do manifesto da Monte Carlo e é trazido para essa nova coleção.  
Fotografada por Rodrigo Bueno, Grazi Massafera é a estrela de Aflore, com beleza de Krisna Carvalho, produção executiva de As Meninas, fashion film de Lemonade e direção de arte de Raphael Tepedino.  

A coleção será lançada oficialmente em abril, com as oitos primeiras linhas disponíveis nas lojas físicas e no e-commerce da Monte Carlo a partir do dia 22. As três linhas complementares serão lançadas no dia 25 de maio, para o Dia dos Namorados. 
https://www.montecarlo.com.br/colecoes/aflore 
 
 
Sobre a Monte Carlo @montecarlojoias:  
A Monte Carlo é uma das mais tradicionais joalherias brasileiras, fundada em 1981, no Rio de Janeiro. Seu portfólio inclui coleções exclusivas, linha para noivas, a marca Jolie, de joias trendy e jovens e charms colecionáveis, além de relógios Natan. Sempre com extrema atenção aos detalhes, design exclusivo e o compromisso de manter seu elevado padrão de qualidade, a marca busca criar joias que encantem, celebrem momentos especiais e contem histórias de amor e afeto por gerações. Atualmente conta com mais de 45 lojas em estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Pernambuco, Espírito Santo, Goiás e Brasília.  
https://www.facebook.com/montecarlojoias  
https://www.instagram.com/montecarlojoias  

Sesc Mulheres promove cinco encontros para discutir a atuação feminina no setor cultural

Sesc PR

Novo projeto do Sesc PR realiza em 2021 mesas-redondas virtuais que vão abordar o universo feminino e a relação com a cultura. O primeiro encontro será realizado no dia 20 de abril
 
Ninguém com mais propriedade do que mulheres para discutir temas relevantes sobre o universo feminino, a condição das mulheres, suas demandas e a relação com a cultura. Por isso o Sesc PR promove a partir do dia 20 de abril o projeto Sesc Mulheres. Ao longo de 2021, serão cinco os encontros, ao vivo e transmitidos pelas mídias sociais do Sesc PR.

A proposta do projeto é abrir um espaço de debates e conversas apresentado por mulheres mas destinado aos mais variados públicos. “Queremos apresentar e discutir o protagonismo feminino no setor cultural com o Sesc Mulheres. Há, em muitas cadeias produtivas do setor, a presença de mulheres empreendedoras não só lutando por seu espaço, mas inovando em diversos campos e possibilitando que outras mulheres possam ser inseridas no setor”, destaca a analista da Gerência de Cultura do Sesc PR, Mayara Elisa de Lima Cirico.

De acordo com o Gerente de Cultura do Sesc PR, Marcio Norberto, será uma oportunidade para viabilizar debates importantes no campo da cultura a partir do olhar de mulheres que trabalham e vivem o setor cultural no Brasil.
 
Mercado de Trabalho
No dia 20 de abril, a partir das 19h, terá início o primeiro encontro do Sesc Mulheres, com o tema Mercado de Trabalho e com a participação da filósofa, psicanalista e poeta, Viviane Mosé e, da atriz, iluminadora e diretora teatral, Nadja Naira.
 

Viviane Mosé é poeta, filósofa e psicanalista, graduada em Psicologia, especialista em Elaboração e Implementação de Políticas Públicas, doutora em Filosofia. Autora de 12 livros, com duas indicações do Prêmio Jabuti. De 2005 a 2008 escreveu e apresentou a série Ser ou não Ser, no programa Fantástico, na Rede Globo e na TV Cultura, trazendo temas de filosofia em uma linguagem cotidiana. Durante sete anos fez comentários diários na Rádio CBN com Carlos Heitor Cony e Arthur Xexéu. Além disso, é comentarista no programa Encontro, com Fátima Bernardes.

Nadja Naira trabalha há mais de 25 anos em teatro como iluminadora, diretora e atriz. Mora em Curitiba, mas mantém parcerias artísticas em todo o país. Tem diversas criações premiadas, trabalha com importantes diretores e grupos de teatro, colabora com companhias de dança e performance e com diversos grupos de música. Integra a Companhia Brasileira de Teatro desde 2020, tendo participado de todas as produções.
 
Serviço:
Projeto Sesc Mulheres
1º Encontro com Viviane Mosé e Nadja Naira
Data: 20 de abril de 2021 (terça-feira)
Horário: às 19h
Transmissão ao vivo pelo canal do Sesc PR no Youtube
Mais informações www.sescpr.com.br 

Lugar de mulher é programando, desenvolvendo ou aonde ela quiser

Por Silvia Almeida, gerente de marketing da Pagolivre

A participação da mulher já foi mais considerável no início em que se formavam os setores de tecnologia e informática, com Ada Byron - que participou do projeto do primeiro computador de uso geral - Grace Hopper, que fez o primeiro compilador e as programadoras do ENIAC, que fizeram o primeiro computador eletrônico. Mais recentemente, em 2006, tivemos Frances Allen como a primeira mulher a ganhar o prêmio Turing, rompendo a barreira de gênero deste prêmio que só nomeou homens durante quatro décadas. Depois dela tivemos Barbara Liskow, em 2008, e Shafrira Goldwasser, em 2012.

De qualquer forma, ainda existe um caminho longo para as mulheres na indústria da tecnologia. Embora a pesquisa da Revelo, empresa de tecnologia para recrutamento, aponte crescimento em 2019 de 17% no número de convites para vagas de tecnologia e gestão de negócios, a diferença de remuneração em relação aos homens também subiu de 22,4% em 2017 para 23,4%, em 2019.
 
Pensando sobre o que ainda pode melhorar para termos mais mulheres no setor, a minha reflexão é que a mudança começa no discurso:  dentro de casa, na educação repassada em família, nas escolas, universidades e consequentemente nas empresas, de que ciência e tecnologia, por serem mais racionais, estão ligadas ao gênero masculino. Esse discurso, se concretizou com a formalização acadêmica do setor no século XX, impregnado de preconceito.

Hoje, mesmo nas áreas em que as mulheres são maioria, como o marketing online (54%), segundo o estudo da Revelo, homens dominam cargos de liderança (57%). O que não é o meu caso, trabalho em uma fintech de meios de pagamento onde gerencio a equipe de marketing e, por isso, faço questão de reforçar para as mulheres que lugar de mulher é onde ela quiser: programando, desenvolvendo, monitorando, etc.
 
Mais de Humanas ou de Exatas?
Como a minha área é marketing, acredito em um cenário mais amistoso, mas confesso que encontrei poucas mulheres nas empresas por onde passei que se sentiam preparadas e seguras para liderar um departamento de marketing, hoje 100% voltado para métricas e conversões. O marketing mudou muito ao longo dos anos. Se antes atuávamos mais no branding e no awareness, hoje com o marketing digital atuamos até o final do funil na jornada de compra do cliente.  Com isso tenho a sensação de que a participação de mulheres no marketing poderia ser ainda mais expressiva, mas estagnou, por se tornar algo mais racional do que conceitual e aí entra toda essa questão do discurso preconceituoso de que mulheres, portanto, são mais de humanas do que de exatas.
 
Inclusão!
Hoje, para tornar a tecnologia mais inclusiva para as mulheres, precisamos criar e investir em programas que incentivem mais mulheres a seguir carreira em STEM (Science, tecnology, economy and math). E ainda, apoiar para que se mantenham nestas carreiras, porque existe uma alta taxa de desistência de mulheres neste setor, devido à falta de progressão na carreira e desenvolvimento profissional.

O meio financeiro e de pagamentos, minha área hoje
Uma área predominantemente masculina. De acordo com o estudo conduzido pela Harvard Business School, nos EUA, as mulheres ocupam apenas 9% dos cargos na indústria de venture capital, 6% em private equity e 11% das posições de gestão nos fundos de investimentos no país, colocando a participação feminina na maior indústria financeira do mundo atrás de profissões como o direito e a medicina.

Ainda observamos a participação das mulheres no mercado financeiro tímida, resultado de uma sociedade com raízes históricas que até hoje influenciam tanto na sociedade, quanto no mercado de trabalho, mas acredito que em régua decrescente, fator associado a elevação da mão de obra feminina nesta área. Cristina Junqueira, cofundadora da Nubank e Nathalia Arcuri, CEO da Me Poupe, são bons e sólidos exemplos que podemos seguir.

Se temos tantas formas de pagamento disponíveis hoje no mercado, então é sinal que a área é promissora e chama atenção.

Mas, vou te contar uma coisa. Para tudo na vida é preciso coragem e sempre, buscar dar o seu melhor no que se propõe a fazer, independente de gênero. Acredite em você!

Silvia de Almeida é gerente de marketing da Pagolivre e trabalha com marketing a vida toda, porque adora a possibilidade de impactar a cultura e a vida das pessoas. Somado a isso, é uma pessoa de conexões. Ama conhecer gente, ouvir e contar histórias, entender os problemas das pessoas e empresas e buscar soluções. Pesquisar, debater, desconstruir certezas, testar possibilidades. A executiva acumula passagens pelas empresas Benner, Soul Conexões e Negócios, Circle Aceleradora, um.a, Batuque, Banco de Eventos, entre outras.

Câncer de mama já é o tipo mais comum no mundo e FEMAMA alerta para situação preocupante do Brasil

Entidade critica o descaso das agências de saúde e do Ministério da Saúde em relação ao câncer de mama no momento em que ele supera o de pulmão como tipo mais comum no mundo

Nas últimas duas décadas, o câncer de pulmão foi o tipo mais comum da doença. Mas, no início de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o câncer de mama o ultrapassou. O câncer colorretal continua ocupando a terceira posição. Somente no Brasil, as mais recentes estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam o surgimento de mais de 66 mil novos casos da enfermidade por ano até 2022.
Andre Ilbawi, especialista em câncer da OMS, afirmou em entrevista coletiva na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) que "pela primeira vez, o câncer de mama constitui agora o câncer de ocorrência mais comum em todo o globo." Segundo a Agência Brasil, Ilbawi também afirmou que a pandemia do coronavírus está prejudicando o tratamento de câncer em cerca de metade dos países analisados.

No Brasil, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) alerta para um cenário bastante preocupante, tanto no sistema público quanto privado de saúde por descaso das autoridades, além da pandemia. A entidade é referência sobre o assunto no país, tendo sido responsável por trazer o Outubro Rosa de forma organizada para o Brasil, participar ativamente de conquistas no Legislativo, como a Lei dos 30 Dias e a Lei dos 60 Dias, além de participar de grupos de atuação para controle do câncer em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e internacionalmente.

Fora do Brasil, a FEMAMA atua em parceria com a OMS, por exemplo, sendo parte da Iniciativa Global do Câncer de Mama (GBCI) que, no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher – vai realizar um evento aberto com o tema “Ouvindo as vozes de mulheres com câncer de mama”. Neste evento, a Dra. Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da FEMAMA, será uma das palestrantes na mesa redonda “Papel das ONGs e sociedade civil”, às 11h45 (horário de Brasília), reforçando a atuação global ativa da entidade.
 
Pacientes de plano de saúde sem atenção
No fim de 2020, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação do setor de planos de saúde no Brasil, abriu uma consulta pública para ouvir a sociedade civil sobre a incorporação de novas tecnologias no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que, em termos práticos, garante o que os planos de saúde precisam cobrir, obrigatoriamente, no que se refere a exames, procedimentos, remédios, tratamentos, intervenções e tecnologias.

Para o câncer de mama, o rol – que estava defasado para a doença por mais de 20 anos – continha cinco tecnologias (sendo três quimioterápicos orais e dois testes genéticos) e apenas uma delas tinha recomendação prévia da ANS para inclusão. Na consulta, a população votou pela inclusão de todas, mas, em seu relatório final, a ANS manteve a indicação de somente do medicamento ribociclibe, usado em pacientes com câncer de mama localmente avançado ou metastático HR+/HER2-. Depois de pressão de entidades, como a FEMAMA, a ANS reverteu a decisão preliminar e incluiu também o palbociclibe e abemaciclibe no novo Rol, que entra em vigor no início de abril.

A não-incorporação do olaparibe para mama e do Teste de 21 Genes foi mantida. As razões dadas pela ANS, na maioria dos casos, são rasas e envolvem custos, não sendo valorizados os resultados na qualidade de vida do paciente. A sociedade não foi ouvida e, agora, o Teste de 21 Genes e o inibidor de PARP para pacientes metastáticos HER2- estão mais longe de serem acessíveis.

A FEMAMA e sua rede de associadas esperavam que, após ouvir a sociedade e nesse cenário onde o câncer de mama é o tipo mais comum, todas as decisões preliminares fossem revertidas em favor dos pacientes, mas não foi o que aconteceu. Em um cenário de pandemia, seria uma decisão também de segurança contra a Covid-19, visto que todos os medicamentos são de uso oral e podem ser utilizados na casa dos pacientes, sem necessidade de deslocamento ao hospital, reduzindo as chances de infecção.
 
Imagine no SUS...
E se a situação no sistema privado de saúde – que atende 25% da população – não é favorável, imagine no Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a parcela da população que depende do sistema público e das decisões do Governo Federal. Os trâmites para a incorporação no SUS de algumas dessas tecnologias deve começar em março. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) já abriu inscrições e divulgou orientações para pacientes participarem das chamadas públicas que pretendem avaliar a cobertura das três medicações incorporadas ao Rol da ANS.

Desde junho de 2020, a FEMAMA critica a atuação sem coordenação do Ministério da Saúde em relação ao câncer durante a pandemia e espera que seus questionamentos sejam ouvidos. Mas, mais de oito meses depois, o assunto não avançou; pacientes oncológicos – mesmo os que estão em tratamento – não foram incluídos nem no grupo prioritário nos planos de vacinação.

“A FEMAMA e suas 70 ONGs associadas continuarão trabalhando em prol dos pacientes com câncer – seja do sistema público ou privado – para que sejam ouvidos pelas autoridades e órgãos responsáveis, que continuam demonstrando pouca responsabilidade”, afirma Caleffi.
 
Sobre a FEMAMA
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, lutando por mais acesso a diagnóstico e tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, a instituição busca influenciar a formação de políticas públicas para defender direitos de pacientes, ao lado de mais de 70 ONGs de apoio a pacientes associadas em todo o país. Conheça o trabalho da FEMAMA: femama.org.br