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Colesterol alto: uma doença silenciosa negligenciada pela população

Médica cardiologista da Rede Mater Dei de Saúde fala sobre mal que acomete 40% da população brasileira


O colesterol alto é considerado um dos fatores que mais contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como o infarto. No Brasil, cerca de quatro entre 10 pessoas adultas têm um nível alterado de colesterol, de acordo com o Ministério da Saúde. Com poucos sinais e sintomas, o colesterol alto pode levar ao excesso de gordura nas artérias, possibilitando o surgimento de doenças no coração, cerebrovasculares como AVC e até demência. Para esclarecer a população brasileira sobre o tema, foi criado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, em 8 de agosto.

Composto de gorduras de extrema importância para nosso organismo, o colesterol pode se tornar um vilão e passar a ser uma ameaça para a nossa saúde. No corpo humano, encontramos os tipos de colesterol LDL, o HDL e o VLDL. Com papéis distintos no organismo, eles atuam na formação de hormônios, na estrutura e função de várias células do corpo, inclusive no metabolismo de vitaminas. Quando nos alimentamos de forma desequilibrada, contribuímos com o excesso de gordura no nosso corpo, como nas artérias, causando doenças para nós mesmos.

Segundo a especialista, clínica e cardiologista Luara Silveira, que integra o corpo clínico da Rede Mater Dei de Saúde, o colesterol que mais preocupa os especialistas é o LDL, pois sua alteração está diretamente associada a uma série de doenças graves e de alto risco de mortalidade. Ela explica que quando o médico faz a medição dos tipos de colesterol, via exame de sangue, ele está avaliando não apenas os níveis desses lipídeos no organismo da pessoa, como também o seu risco cardiovascular.

“E esses valores de meta de colesterol diferem-se conforme a população avaliada, sendo, por isso, tão importante o acompanhamento cardiológico direcionado. Ou seja, a depender dos fatores de risco associados, como Idade, Tabagismo, Diabetes,

Hipertensão, cada pessoa tem suas características avaliadas e sua meta alvo de colesterol definida, bem como sua demanda de controle e avaliação de tantos outros fatores, como controle de comorbidades, ajuste de estilo de vida, alimentação e prática de atividades físicas”, esclarece.

Conforme explica a cardiologista, o controle do colesterol considerado perigoso, o LDL, é uma preocupação e prioridade tão importantes para os médicos ao ponto de já ser considerado pela Associação Norte-Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) como um dos oito itens essenciais para uma vida mais saudável. “Isso porque sabemos bem que o LDL colesterol está diretamente envolvido na formação de placas de gordura nas artérias, principalmente do coração e do cérebro, aumentando, assim, de forma considerável o risco de AVC e/ou de infarto agudo do miocárdio, por exemplo”, reforça Luara.

Segundo a médica, no Brasil, a cada 90 segundos uma pessoa morre vítima de alguma doença cardiovascular, como pode ser visto nos dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Diante disso, ficamos esperançosos que um assunto tão relevante e capaz de trazer tanta mudança e qualidade de vida para as pessoas seja amplamente divulgado. Mais de 300 mil vidas são perdidas anualmente no Brasil pelas doenças cardiovasculares. Grande parte da população teme as doenças oncológicas, que realmente são alarmantes, mas poucas pessoas sabem que as cardiopatias são muito mais recorrentes, podem ser mais graves, matam mais, porém também podem, e devem, ser muito bem prevenidas”, alerta.

Saúde do Coração no Mater Dei - Atenta à importância dos cuidados cardiológicos de seus pacientes, a Rede Mater Dei de Saúde tem um amplo leque de serviços, ações e equipes especializadas em Saúde do Coração. “Ofertamos um completo checape clínico e cardiológico, que inclusive estará disponível na nova unidade Mater Dei em Nova Lima. Temos ambulatório de Cardiologia em todas as unidades da rede na Grande Belo Horizonte, contamos com uma das melhores equipes clínicas de cardiologia do Brasil, que faz acompanhamento desde a prevenção, o estadiamento,

o tratamento até o acompanhamento de doenças cardiovasculares. Nossos profissionais são capacitados para avaliar o paciente como um todo, além de mensurar seus possíveis riscos, atuando prontamente nos fatores modificáveis, tratando as doenças conforme as melhores evidências científicas e melhor tecnologia disponível”, ressalta a médica. O Mater Dei tem ainda o serviço de Cardiologia do Esporte, para acompanhar com segurança e precisão a saúde do coração de pacientes iniciantes, amadores e atletas profissionais.

Sintomas - Raramente o excesso de colesterol apresentará sintomas, o que torna seu cuidado ainda mais indispensável. “Além dos hábitos alimentares e do sedentarismo, da obesidade e do tabagismo, há o risco do aumento do colesterol causado por doenças genéticas”, complementa a médica Luara Silveira. Além do colesterol alto, há outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial e o diabetes. Nas mulheres, a chegada da menopausa também é um fator de risco.

Prevenção - Uma das formas de prevenção do acúmulo de “colesterol ruim” no organismo é por meio de um estilo de vida e alimentação saudáveis e atividade física regular.  "Cerca de 30% do nosso colesterol pode ser proveniente da nossa alimentação. Conhecer a qualidade nutricional do que comemos e evitar alimentos ultraprocessados, embutidos, ricos em gorduras ruins, como de origem animal é um dos primeiros passos para a mudança de hábitos. Por isso, reiteramos sempre que para reduzir os níveis de LDL-colesterol é importante praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada e fazer exames de check-up periodicamente. Hábitos simples e uma rotina básica de saúde já fazem toda a diferença. A adoção de atividades físicas aeróbicas, como a caminhada, natação, corrida, e resistidas, como a musculação, é uma grande aliada no controle dos fatores de risco das doenças cardiovasculares”, orienta Luara.

Como mudar seus hábitos? - A principal fonte de colesterol são os alimentos de origem animal. Assim, o mais saudável é preferir carnes magras, brancas, como peixe

e frango as carnes vermelhas; e priorizar a ingestão de laticínios desnatados, com menor teor de gorduras. “Saladas, verduras e legumes são nossos aliados. Existem gorduras boas! Abacate, frutas vermelhas e chia, entre outros alimentos, podem ajudar na redução do colesterol. É importante relembrar que devemos evitar gorduras no preparo de nossos alimentos. O ideal é o preparo por cozimento ou assando os alimentos. E, caso seja necessária alguma gordura, que seja de origem vegetal, como o azeite de oliva, em pequena quantidade. O simples bem feito funciona”, recomenda.


Sobre a Rede Mater Dei de Saúde 

Somos uma rede de saúde completa, com 44 anos de vida, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como apoio da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.

 

Unidades

Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Santa Clara  

Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Emec

Goiás: Hospital Premium

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Rede Mater Dei de Saúde promove 1° Congresso Internacional de Oncologia

Com médicos da universidade Johns Hopkins, a Rede de hospitais realiza evento para profissionais da saúde de forma gratuita com palestras, discussões multidisciplinares, pesquisas recentes e casos oncológicos

Nos dias 9 e 10 de agosto, acontecerá o 1° Congresso Internacional de Oncologia, reunindo especialistas de renome mundial. Médicos e pesquisadores da Universidade Johns Hopkins estarão presentes para discutir e compartilhar os avanços mais recentes em pesquisa, tratamento e cuidados ao paciente oncológico. Em sua primeira edição, o congresso traz palestras, discussões multidisciplinares e demais iniciativas divididas em módulos, como de Hematologia e Oncologia Pediátrica, com o intuito de atualizar e conectar profissionais dos mais diversos locais, com inscrições abertas para profissionais da área da saúde de forma gratuita. O evento é uma iniciativa da Rede Mater Dei, uma das principais instituições de saúde do país, reconhecida por seu compromisso com a excelência clínica e inovação em tratamentos médicos.

Durante o congresso, especialistas nacionais e internacionais apresentarão no auditório principal do hospital palestras e paineis sobre uma ampla gama de tópicos relacionados à oncologia, incluindo novas terapias, diagnósticos avançados, cuidados integrados ao paciente e qualidade de vida durante e após o tratamento. Os participantes terão a oportunidade não apenas de adquirir conhecimento de ponta, mas também de trocar experiências com profissionais líderes no setor. “A realização do primeiro Congresso Internacional de Oncologia é um marco para a Rede Mater Dei, este evento reflete nosso compromisso com a inovação e excelência no cuidado ao paciente oncológico. Queremos promover um ambiente onde as práticas avançadas em pesquisa e tratamento se encontram, contribuindo assim para a evolução contínua da oncologia e dos profissionais de saúde", comenta Felipe Salvador Ligório, Vice-Presidente Assistencial da Rede Mater Dei.

O oncologista Enaldo Melo de Lima, Coordenador do Hospital Integrado do Câncer da Rede Mater Dei de Saúde, Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia e um dos organizadores do evento comenta: "Aqui temos uma atenção redobrada com o paciente oncológico. Muitas vezes nossos médicos são os primeiros a chegar e os últimos a sair para poder dar todo o suporte necessário e, nesse congresso, queremos transmitir a essência do cuidado e comprometimento que a Rede Mater Dei tem, representando nosso compromisso contínuo com a inovação e a excelência no tratamento oncológico, buscando sempre oferecer o melhor cuidado possível aos nossos pacientes."

 

Como se inscrever

É possível fazer a inscrição gratuita no final da página do evento (aqui), basta escolher sua especialidade e prosseguir para a finalização do cadastro.   

 

Local

Hospital Mater Dei Contorno

Av. do Contorno, 9000 - Santa Efigênia

Belo Horizonte - MG, 30110-042

 

Sobre a Rede Mater Dei

Somos uma rede de saúde completa, com 44 anos de vida, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como garantidora da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.

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Rede Mater Dei de Saúde aponta a importância do diagnóstico precoce para a insuficiência cardíaca

No Brasil 2 milhões de pacientes são afetados, entenda os sinais da doença e os motivos de ter um tratamento adequado

Uma das maiores causas de morte no mundo, a insuficiência cardíaca atinge 26 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil são 2 milhões, com incidência de 240 mil novos casos por ano, podendo acometer qualquer faixa etária, mas após os 55 anos seu risco aumenta podendo chegar a 30%. O problema é caracterizado pela incapacidade do coração em bombear o sangue de maneira eficiente para o resto do corpo. No dia 9 de julho, quando se celebra o Alerta Contra a Insuficiência Cardíaca, a Rede Mater Dei de Saúde, chama a atenção sobre a importância do diagnóstico precoce e reforça a importância do tratamento adequado. "Nosso compromisso é oferecer cuidados de excelência, garantindo que cada paciente receba atenção personalizada desde o pronto atendimento até a reabilitação”, afirma Felipe Salvador Ligório, Vice-Presidente Assistencial da Rede Mater Dei.

 

A importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado

Feito por meio de avaliação clínica, o diagnóstico da doença analisa o histórico do paciente, além de seus sintomas específicos, como: falta de ar, inchaço no corpo em membros inferiores e ou acúmulo de líquido na barriga conhecido como ascite. O coordenador do Pronto Socorro de Cardiologia da Rede Mater Dei, o cardiologista André Chuster reforça a importância da rápida identificação da doença: “O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento da insuficiência cardíaca. Identificar a doença nos estágios iniciais permite iniciar o tratamento com medicações específicas para o quadro, que não apenas reduzem a progressão da doença, mas também melhoram os sintomas como falta de ar, cansaço, inchaço e a qualidade de vida, além de diminuir o risco de óbito em decorrência da doença”, diz Chuster.

O cardiologista destaca ainda que existe uma ampla gama de exames complementares que podem ser realizados como ecocardiograma, ressonância cardíaca, cateterismo cardíaco e exames de sangue específicos. “Estes exames ajudam a identificar possíveis causas da insuficiência cardíaca, como doença arterial coronariana, doença de Chagas e hipertensão arterial, possibilitando o tratamento mais eficaz. Atualmente, estão disponíveis ainda, testes genéticos para a insuficiência cardíaca, que podem diagnosticar e rastrear casos dentro de uma mesma família”, ressalta o especialista.

Na Rede Mater Dei, os pacientes com os sintomas recebem avaliação individualizada desde sua admissão, acompanhamento especializado durante a internação até as consultas regulares nos ambulatórios. A importância do cuidado contínuo não só visa

 

controlar sintomas como batimentos cardíacos irregulares, falta de ar e edemas, mas também reduzir os riscos associados à insuficiência cardíaca, promovendo uma melhor qualidade de vida e bem-estar geral dos pacientes.

 Essa doença é consequência de problemas cardíacos influenciados por fatores externos e genéticos, como hipertensão, diabetes, tabagismo e outros hábitos e condições correlacionados.

Cuidados:

Quando a insuficiência cardíaca é diagnosticada, é essencial adotar alguns cuidados especiais para monitorar a condição e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Alguns exemplos incluem:

 

  1. Adesão ao Tratamento Médico: É fundamental o uso correto dos medicamentos prescritos. Segundo o Registro Brasileiro de Insuficiência Cardíaca ("Breathe"), metade dos brasileiros com IC deixa de utilizar as medicações no primeiro ano após uma situação de alerta como internação ou infecção.

 

  1. Atenção à prevenção de infecções, principalmente com a vacinação contra Influenza e Pneumococo (bactéria causadora de pneumonia) para prevenção de infecções respiratórias, que podem descompensar o quadro da insuficiência cardíaca e levar à internação.

 

  1. Monitorar os sintomas de perto e ter um médico especialista como referência. Sintomas como falta de ar, inchaço nas pernas ou aumento repentino de peso (sinal de acúmulo de líquidos) pode indicar piora das condições e necessidade de ajuste de tratamento.

 

  1. Reabilitação cardíaca: Realização de exercícios físicos sob supervisão de profissionais especializados no tratamento da condição (fisioterapeutas, educadores físicos e médicos) tem impacto na melhora da qualidade de vida, dos sintomas e inclusive na redução de internações.

 

Avanços em Tecnologia e Tratamento

Além das abordagens convencionais, a Rede Mater Dei de Saúde também investe em tecnologias avançadas para o tratamento da doença. Entre elas destaca-se o programa de ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea), que proporciona suporte para pacientes em situações críticas, podendo ajudar em 46% o setor cardiopulmonar. A taxa de sobreviventes à terapia varia de acordo com a faixa etária, porém a indicação precoce e assertiva é a chave do sucesso para a entrega do desfecho e redução do desperdício.

 

Sobre a Rede Mater Dei de Saúde

Somos uma rede de saúde completa, com 44 anos de vida, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como garantidora da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.  

Unidades  
Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara.         
Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec  
Goiás: Hospital Mater Dei Premium Goiânia  

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Dia Nacional da Imunização (9/6): porque as vacinas são tão relevantes para evitar milhares de mortes no mundo todo

Médica da Rede Mater Dei de Saúde reforça a importância da conscientização da população sobre o calendário vacinal, do nascimento até a terceira idade   

Consideradas um dos maiores avanços da ciência, as vacinas são responsáveis por evitar, a cada ano, entre dois e três milhões de mortes por doenças preveníveis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A imunização em massa é o motivo pelo qual diversas doenças graves e sem cura estão hoje sob controle ou foram extintas – sendo a varíola um dos casos mais emblemáticos. Ela foi a primeira doença para a qual foi criada uma vacina, como conhecemos hoje. Após matar quase 300 milhões de pessoas no século 20, foi oficialmente declarada extinta no mundo em 1984. Atualmente, há imunizantes contra várias doenças, como poliomielite, sarampo, caxumba, gripe, hepatite A e B, entre muitas outras.

Neste contexto, 9 de Junho é o Dia Nacional da Imunização, data que busca conscientizar a população brasileira sobre a importância de se vacinar, como forma de reduzir a mortalidade e as internações causadas por inúmeras doenças. “A vacinação é a melhor forma de erradicar doenças e conter a propagação de micro-organismos nocivos à saúde. Quem se vacina diminui as chances de contrair a enfermidade e ainda protege seus amigos e familiares, pois diversas doenças infecciosas são transmitidas por contato ou pelo ar”, pontua a médica infectologista Silvana Barros, chefe do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei de Saúde.

Para ser criada uma vacina, em qualquer lugar do mundo, há um padrão internacional dos ensaios clínicos, que são rigorosamente seguidos, senão o fabricante não obtêm aprovação das agências reguladoras - no caso do Brasil, a responsabilidade é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essas etapas são distribuídas em fases e podem levar de 10 a 15 anos para se desenvolverem.

 

  •       Fase um – a vacina é testada em laboratório, geralmente em animais ou células similares às de humanos, para verificar se é segura;
  •       Fase dois – testes de segurança são realizados em mais pessoas e procuram-se sinais de que a vacina está a produzir a resposta necessária no organismo;
  •       Fase três – o grande ensaio, envolvendo milhares de pessoas, para provar que realmente o imunizante protege as pessoas.

 

No caso de uma epidemia da magnitude da Covid-19, por exemplo, as etapas puderam ser encurtadas porque, felizmente, já existia um estudo bem avançado para desenvolvimento de vacinas para outra doença causada por um vírus próximo ao SARS-CoV-2 (causador da Covid-19) e pelos avanços recentes no campo da biologia molecular aplicadas à produção de vacinas. Isso gerou na população mundial um grande receio sobre a segurança dos imunizantes, reacendendo movimentos antivacinação, que já existiam. Mais de 60% da população mundial – 4,2 bilhões de pessoas – recebeu pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus. De acordo com estimativas independentes, cerca de 6,5 milhões de vidas foram salvas apenas no primeiro ano de utilização.

 

“A hesitação contra a imunização é uma prática antiga, ocorria mesmo antes da descoberta da vacina como a conhecemos hoje. No entanto, esse movimento ganhou força no fim da década de 1970, mesmo com os avanços obtidos e os resultados comprovados na redução drástica da incidência das doenças contagiosas. As redes sociais facilitam a disseminação de informações erradas sobre o tema, o que gera um prejuízo para a população”, avalia a infectologista.

 

As vacinas não causam doenças. Em vez disso, elas ensinam o sistema imunológico do nosso corpo a reconhecer e combater a infecção contra a qual foram projetados para proteger. Ao tomar uma vacina, algumas pessoas podem apresentar reações leves a moderadas, como estado febril ou dor muscular. Segundo explica a médica infectologista, esses sintomas não são da doença em si, mas a resposta do corpo à vacina.

 

“As reações comuns que podem afetar mais de uma em cada 10 pessoas e que normalmente melhoram em poucos dias incluem calafrios, cansaço e dores musculares. É raro descobrir que os problemas de saúde que ocorrem após uma vacina são, na verdade, causados pela própria vacina”, explica a médica Silvana Barros.


Atenta ao bem-estar dos pacientes e focada na prevenção de doenças preveníveis, a Rede Mater Dei de Saúde oferece um serviço de imunização completo, do nascimento até a terceira idade. Com ampla cobertura vacinal, o Mater Dei Vacinas dispõe do serviço no Hub Belo Horizonte – que cobre a capital e cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com Jéssica Neves Andrade, responsável técnica pelos Laboratórios da Rede Mater Dei de Saúde, o serviço mantém a excelência no padrão de atendimento Mater Dei, inclusive ofertando o agendamento domiciliar, com maletas refrigeradas para o transporte dos imunizantes.

 

“Há uma série de planos com vacinas para bebês, crianças, jovens, adultos e idosos. O paciente pode ir até nossa unidade central de vacinas, na Avenida Barbacena, bairro Santo Agostinho, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, ou solicitar o atendimento em sua casa, pelo Whatsapp (31) 3339-9800”, explica.

 

Da infância à fase adulta – O calendário vacinal global geralmente começa na infância e é uma forma simples, segura e efetiva de proteger os pequenos contra doenças, antes mesmo de entrar em contato com elas. Os imunizantes agem no sistema imunológico, estimulando a produção de anticorpos e de células de defesa contra doenças específicas.


“Ao nascer, os bebês precisam ser estimulados a produzir defesas contra os microrganismos que estão no meio ambiente, para que não fiquem suscetíveis a contrair doenças que podem apresentar riscos, além de chances de complicações dessas condições, algumas gravíssimas e outras até fatais. De acordo com a OMS, atualmente existem imunizantes capazes de prevenir mais de 20 doenças extremamente perigosas, além de evitar cerca de 2 a 3 milhões de mortes todos os anos por difteria, tétano, coqueluche, gripe, sarampo e outras”, acrescenta a infectologista Silvana Barros.

Após a infância, ainda é importante seguir as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e do Ministério da Saúde, para adolescentes, adultos e idosos (o calendário pode ser consultado no site da organização www.sbim.org.br). Entre os imunizantes recomendados estão: Influenza (gripe); HPV; Covid-19; Hepatites A e B; Vírus Sincicial Respiratório; Febre amarela; Pneumocócicas; Herpes zoster (acima de 50 anos); Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa; VIP Dupla adulto (difteria e tétano) – dT; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Varicela (catapora); Meningocócicas conjugadas ACWY ou C; Meningocócica B; e dengue.

Sobre a Rede Mater Dei de Saúde

Somos uma rede de saúde completa, com 43 anos de vida, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como apoio da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.


Unidades

Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Santa Clara

Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Emec

Goiás: Hospital Premium

Pará: Hospital Porto Dias

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26 de abril - Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Com números alarmantes e desafios persistentes, a doença se destaca como uma ameaça silenciosa à saúde pública; médico da Rede Mater Dei de Saúde fala sobre como identificar a condição e cuidados para evitá-la 


A hipertensão arterial, comumente referida como pressão alta, é uma condição de saúde prevalente entre os brasileiros. Apesar de muitos associarem a hipertensão a sintomas como tontura, falta de ar e dor de cabeça, a verdade é que frequentemente ela é assintomática, o que a torna ainda mais perigosa. Quando não controlada, pode significativamente diminuir a expectativa de vida do indivíduo.

 

No Brasil, estima-se que a hipertensão atinja cerca de 32,5% dos adultos, o que representa aproximadamente 36 milhões de pessoas. Um dado alarmante é que mais de 60% dos idosos são afetados por essa condição. A enfermidade contribui, direta ou indiretamente, para metade das mortes por doenças cardiovasculares no país. No entanto, muitas pessoas desconhecem sua condição, ou não seguem um tratamento adequado, devido à ausência de sintomas evidentes.

 

“O controle da pressão arterial é fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial sistêmica é a doença mais comum do dia a dia da atividade médica. Manter a pressão arterial equilibrada é fundamental para prevenção de diversas doenças cardiovasculares (como infarto, AVC e doenças renais) e melhorar a qualidade de vida. E para que o controle seja considerado bom, é necessária uma combinação de hábitos de vida, como alimentação saudável, prática de atividade física regular, controle do peso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, e a manutenção do tratamento adequado com medicações, quando este for indicado”, esclarece o cardiologista da Rede Mater Dei de Saúde, Unidade Contorno, em Belo Horizonte, André Chuster.

 

Dados do Instituto Nacional de Cardiologia revelam um crescimento nas internações por infarto no Brasil entre os anos 2008 e 2022. Tanto homens quanto mulheres foram afetados, com um aumento médio mensal de 158% e 157%, respectivamente. O estresse repentino é apontado como uma das causas de infarto, podendo desencadear o fechamento de uma artéria coronária.

 

A hipertensão é fator de risco para uma gama ampla de doenças graves. “Além do infarto agudo do miocárdio - quando o fluxo de sangue para o músculo do coração é interrompido, o que pode levar a complicações como insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbita -, a pressão alta pode causar o acidente vascular cerebral (AVC), quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou quando há um sangramento intracraniano; e doenças renais, que levam prejuízos à saúde dos rins, com necessidade de hemodiálise. Ela pode acarretar ainda problemas de visão, como perda de visão por interrupção do fluxo aos vasos sanguíneos dos olhos e doença arterial obstrutiva periférica, um problema que obstrui os vasos sanguíneos que irrigam as pernas, que pode levar a dor ou feridas de difícil cicatrização”, explica Chuster.


Outro aspecto preocupante é que essa enfermidade não escolhe idade. “A hipertensão não tem hora marcada para surgir, mas, podemos afirmar que, na grande maioria dos casos, a pressão arterial apresenta-se após os 30 anos, que é o momento em que se deve ter atenção especial à medição habitual da pressão. No entanto, a hipertensão pode ocorrer em idades inferiores aos 30 anos, principalmente na associação com sobrepeso e obesidade ou com forte tendência familiar”, diz o médico cardiologista. 

 

Pacientes com colesterol elevado, diabetes, obesidade, histórico familiar de doenças cardiovasculares e estilo de vida sedentário devem redobrar sua atenção para a doença, uma vez que esses fatores podem agir em conjunto para aumentar ainda mais o risco de complicações cardiovasculares.

 

“Por outro lado, a hipertensão secundária, aquela em que temos uma causa identificada para o aumento da pressão, pode surgir como resultado de doenças sistêmicas, como doença renal, distúrbios da tireoide ou problemas nas glândulas suprarrenais”, esclarece o médico. Essas condições exigem um tratamento específico para a causa subjacente e muitas vezes demandam uma avaliação multidisciplinar com endocrinologista ou nefrologista.

 

Pressão baixa - Oposta à hipertensão, a pressão baixa também pode ser um problema, de fato, especialmente se for muito baixa ou se ocorrer uma mudança repentina. Segundo explica o cardiologista, os sintomas mais comuns da pressão baixa são de tontura, fraqueza, turvação visual, enjoos e tem causas variadas: desidratação, dias de calor intenso, sangramentos, excesso ou interação de medicações. “Os pacientes que têm maior risco de pressão baixa são os mais idosos, especialmente os que fazem uso de medicações diuréticas. Eles devem ter atenção especial em dias quentes e hidratação adequada devido ao risco de pressão baixa que pode levar a quedas da própria altura e fraturas”, alerta.

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